{"id":69172,"date":"2022-03-26T04:21:10","date_gmt":"2022-03-26T07:21:10","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=69172"},"modified":"2022-03-26T06:36:17","modified_gmt":"2022-03-26T09:36:17","slug":"de-bem-com-a-vida-pesquisas-apontam-que-caminhadas-rapidas-influenciam-na-qualidade-da-massa-branca-do-cerebro-e-na-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/03\/26\/de-bem-com-a-vida-pesquisas-apontam-que-caminhadas-rapidas-influenciam-na-qualidade-da-massa-branca-do-cerebro-e-na-memoria\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: Pesquisas apontam que caminhadas r\u00e1pidas influenciam na qualidade da massa branca do c\u00e9rebro e na mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<h4><strong>Por que a caminhada \u00e9 o melhor exerc\u00edcio para ativar o c\u00e9rebro<\/strong><\/h4>\n<p>Exerc\u00edcios f\u00edsicos podem revigorar e renovar a subst\u00e2ncia branca em nossos c\u00e9rebros, potencialmente melhorando nossa capacidade de pensar e lembrar \u00e0 medida que envelhecemos. Isso significa que a mat\u00e9ria branca, que conecta e sustenta as c\u00e9lulas em nossos c\u00e9rebros, se remodela quando as pessoas se tornam mais ativas fisicamente. Por outro lado, naqueles que permanecem sedent\u00e1rios, a subst\u00e2ncia branca tende a se desgastar e encolher. \u00c9 o que mostra um novo estudo sobre caminhada, dan\u00e7a e sa\u00fade do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>As descobertas ressaltam o dinamismo de nossos c\u00e9rebros e como eles se transformam constantemente \u2014 para melhor e para pior \u2014 em resposta \u00e0 forma como vivemos e nos movemos.&nbsp;<\/p>\n<p>A ideia de que c\u00e9rebros adultos podem ser male\u00e1veis \u00e9 uma descoberta bastante recente, em termos cient\u00edficos. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1990, a maioria dos pesquisadores acreditava que os c\u00e9rebros humanos eram fisicamente fixos e inflex\u00edveis ap\u00f3s os seis anos de idade. O pensamento era de que nascemos com a maioria das c\u00e9lulas cerebrais que ter\u00edamos e n\u00e3o poder\u00edamos produzir mais. Nesse cen\u00e1rio, a estrutura e a fun\u00e7\u00e3o de nossos c\u00e9rebros s\u00f3 diminuiriam com a idade.<\/p>\n<p>Mas a ci\u00eancia avan\u00e7ou, felizmente, e revisou esses conceitos. Estudos complexos usando corantes especializados para identificar c\u00e9lulas rec\u00e9m-nascidas indicaram que algumas partes de nossos c\u00e9rebros criam neur\u00f4nios na idade adulta, um processo conhecido como neurog\u00eanese. Pesquisas de acompanhamento conclu\u00edram que o exerc\u00edcio amplifica a neurog\u00eanese. Quando os roedores correm, por exemplo, eles bombeiam tr\u00eas ou quatro vezes mais novas c\u00e9lulas cerebrais do que animais inativos, enquanto nas pessoas, iniciar um programa de exerc\u00edcios regulares leva a um maior volume cerebral. Esta pesquisa mostra que nossos c\u00e9rebros mant\u00eam a plasticidade ao longo da vida, mudando \u00e0 medida que n\u00f3s mesmos mudamos, inclusive em resposta \u00e0 forma como nos exercitamos.&nbsp;<\/p>\n<p>Esses estudos anteriores sobre a plasticidade cerebral geralmente se concentravam na mat\u00e9ria cinzenta, respons\u00e1vel por criar nossos pensamentos e mem\u00f3rias. Menos pesquisas analisaram a mat\u00e9ria branca, a \u201cfia\u00e7\u00e3o\u201d do c\u00e9rebro. Composta principalmente de fibras nervosas envoltas em gordura conhecidas como ax\u00f4nios, a subst\u00e2ncia branca conecta os neur\u00f4nios e \u00e9 essencial para a sa\u00fade do c\u00e9rebro. Entretanto ela pode ser fr\u00e1gil, afinando e desenvolvendo pequenas les\u00f5es \u00e0 medida que envelhecemos, dilapida\u00e7\u00f5es que podem ser precursoras do decl\u00ednio cognitivo.<\/p>\n<p>A massa branca tamb\u00e9m foi considerada relativamente est\u00e1tica, com pouca plasticidade ou capacidade de se adaptar \u00e0 medida que nossas vidas mudam. Mas Agnieszka Burzynska, professora de neuroci\u00eancia e desenvolvimento humano da Universidade Estadual do Colorado, nos EUA, suspeitava que a ci\u00eancia estava subestimando a mat\u00e9ria branca.<\/p>\n<p>\u2014&nbsp;A mat\u00e9ria branca era vista como a meia-irm\u00e3 feia e negligenciada da massa cinzenta, ignorada e mal julgada&nbsp;\u2014 diz Burzynska. &nbsp;<\/p>\n<p>Para ela, era prov\u00e1vel que a mat\u00e9ria branca possu\u00edsse tanta elasticidade quanto sua contraparte cinzenta e pudesse se remodelar, especialmente se as pessoas come\u00e7assem a se exercitar.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para o novo estudo, que foi publicado online em junho de 2021 na NeuroImage, Burzynska, sua aluna de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Andrea Mendez Colmenares e outros colegas se propuseram a recuperar a subst\u00e2ncia branca das pessoas. Eles come\u00e7aram reunindo quase 250 homens e mulheres mais velhos que eram sedent\u00e1rios, mas saud\u00e1veis. No laborat\u00f3rio, testaram a aptid\u00e3o aer\u00f3bica e as habilidades cognitivas atuais desses volunt\u00e1rios e tamb\u00e9m mediram a sa\u00fade e a fun\u00e7\u00e3o de sua subst\u00e2ncia branca, usando uma forma sofisticada de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica para a varredura do c\u00e9rebro. &nbsp;<\/p>\n<p>Em seguida, eles dividiram os volunt\u00e1rios em tr\u00eas grupos. Um deles iniciou um programa supervisionado de alongamento e treino de equil\u00edbrio tr\u00eas vezes por semana, para servir de controle ativo. Outro passou a caminhar tr\u00eas vezes por semana, rapidamente, por cerca de 40 minutos. E o \u00faltimo grupo come\u00e7ou a dan\u00e7ar, reunindo-se tr\u00eas vezes por semana para aprender e praticar novos passos. Todos os grupos treinaram por seis meses e depois voltaram ao laborat\u00f3rio para repetir os testes do in\u00edcio do estudo.<\/p>\n<p>Os cientistas descobriram que, para muitos, seus corpos e c\u00e9rebros mudaram. Os que caminharam e os que dan\u00e7aram estavam em forma aer\u00f3bica, como esperado. Al\u00e9m disso, a subst\u00e2ncia branca deles parecia renovada. Nos novos exames, as fibras nervosas em certas partes de seus c\u00e9rebros pareciam maiores, e qualquer les\u00e3o tecidual havia diminu\u00eddo. Essas altera\u00e7\u00f5es desej\u00e1veis foram mais prevalentes entre os que caminharam, que tamb\u00e9m tiveram melhor desempenho nos testes de mem\u00f3ria. Os dan\u00e7arinos, em geral, n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, os membros do grupo de controle, que n\u00e3o haviam se exercitado aerobicamente, mostraram decl\u00ednio na sa\u00fade da subst\u00e2ncia branca ap\u00f3s os seis meses, com maior afinamento e desgaste de seus ax\u00f4nios, e d\u00e9ficit cognitivo.&nbsp;<\/p>\n<p>\u2014&nbsp;Para os praticantes de exerc\u00edcios, essas descobertas s\u00e3o muito promissoras. Elas nos dizem que a mat\u00e9ria branca permanece pl\u00e1stica e ativa, independentemente da nossa idade, e algumas caminhadas r\u00e1pidas por semana podem ser suficientes para polir o tecido e retardar ou evitar o decl\u00ednio da mem\u00f3ria&nbsp;\u2014 explica Burzynska.&nbsp;<\/p>\n<p>Claro, as mudan\u00e7as cerebrais foram sutis e um tanto inconsistentes. Burzynska e seus colegas esperavam, por exemplo, que dan\u00e7ar produzisse maior massa branca e melhorias cognitivas do que caminhar, j\u00e1 que dan\u00e7ar envolve mais aprendizado e pr\u00e1tica. Mas a caminhada foi mais potente, sugerindo que o exerc\u00edcio aer\u00f3bico, por si s\u00f3, \u00e9 mais importante para a sa\u00fade da subst\u00e2ncia branca. &nbsp;<\/p>\n<p>\u2014&nbsp;Os dan\u00e7arinos passavam algum tempo em cada sess\u00e3o observando os instrutores e n\u00e3o se movendo muito. Isso provavelmente afetou os resultados&nbsp;\u2014 diz Burzynska. &nbsp;<\/p>\n<p>Os participantes do estudo tamb\u00e9m tinham mais de 60 anos, eram inativos e se exercitaram por apenas seis meses. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se os c\u00e9rebros de pessoas mais jovens e em forma tamb\u00e9m se beneficiariam ou se o exerc\u00edcio aer\u00f3bico de longo prazo poderia levar a melhorias maiores na mem\u00f3ria e no pensamento. Mas, por enquanto, os resultados sugerem que \u00e9 importante se levantar e se mexer para a melhora da nossa massa branca.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Gretchen Reynolds \/ New York Times &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 26\/03\/2022<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h4><strong>Neurocientistas descobrem como a corrida desenvolve o c\u00e9rebro&nbsp;<\/strong><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>. <\/strong><\/em><\/span><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/www.guiatenis.com\/blog\/neurocientistas-corrida-cerebro-e-neuronios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.guiatenis.com\/blog\/neurocientistas-corrida-cerebro-e-neuronios\/<\/a><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que a caminhada \u00e9 o melhor exerc\u00edcio para ativar o c\u00e9rebro Exerc\u00edcios f\u00edsicos podem revigorar e renovar a subst\u00e2ncia branca em nossos c\u00e9rebros, potencialmente melhorando nossa capacidade de pensar e lembrar \u00e0 medida que envelhecemos. 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