{"id":69613,"date":"2022-04-13T04:19:54","date_gmt":"2022-04-13T07:19:54","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=69613"},"modified":"2022-04-13T03:51:15","modified_gmt":"2022-04-13T06:51:15","slug":"aneel-propoe-aumento-de-56-na-bandeira-tarifaria-em-consulta-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/04\/13\/aneel-propoe-aumento-de-56-na-bandeira-tarifaria-em-consulta-publica\/","title":{"rendered":"Aneel prop\u00f5e aumento de 56% na bandeira tarif\u00e1ria em consulta p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>Reajuste se aplicaria \u00e0s bandeiras amarela e vermelha 1, a partir de junho deste ano. Ag\u00eancia ressalta que a expectativa \u00e9 de que a bandeira verde se mantenha at\u00e9 o fim de 2022. Especialistas alertam para o risco inflacion\u00e1rio<\/p>\n<p class=\"texto\">A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) aprovou, nesta ter\u00e7a-feira (12\/4), a abertura da consulta p\u00fablica sobre a atualiza\u00e7\u00e3o anual das bandeiras tarif\u00e1rias nas contas de luz. Dessa forma, a sociedade poder\u00e1 avaliar a proposta da ag\u00eancia e enviar sugest\u00f5es de 14 de abril a 4 de maio. Os novos valores devem ser aplicados a partir de junho de 2022 e 2023.<\/p>\n<p class=\"texto\">A proposta apresentada deve incrementar as contas em mais de 50% aos valores das bandeiras amarela e vermelha 1. A amarela aumentaria 56%, de R$ 1,874 a cada 100 quilowatts (kWh) para R$ 2,927. J\u00e1 a vermelha 1 passaria de R$ 3,971 para R$ 6,237, alta de 57%. O patamar mais caro da bandeira, a vermelha 2, cairia 1,70%, de R$ 9,492 a cada 100 kWh para 9,330.<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo a proposta, a bandeira verde continua sem custo para o consumidor e servir\u00e1 para sinalizar condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia. A discuss\u00e3o sobre o incremento e mudan\u00e7a nas tarifas ocorreu ap\u00f3s o an\u00fancio do fim da cobran\u00e7a da bandeira de escassez h\u00eddrica, que estava em vigor desde setembro de 2021 por conta do n\u00edvel cr\u00edtico dos reservat\u00f3rios.<\/p>\n<h4><strong>Bandeira verde<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">Procurada pelo&nbsp;<strong>Correio<\/strong>, a Aneel explicou: &#8220;\u00c9 importante afirmar que h\u00e1 uma proje\u00e7\u00e3o do Operador Nacional do Sistema de que teremos bandeira verde at\u00e9 o final do ano. Esses patamares est\u00e3o em consulta p\u00fablica e s\u00f3 ser\u00e3o aplicados se houver bandeira amarela e vermelha este ano\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em entrevista coletiva concedica na segunda-feira (11\/4), o diretor-geral da Operadora Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, disse que n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de bandeira para bancar custo de produ\u00e7\u00e3o de energia por termel\u00e9trica, gra\u00e7as \u00e0 melhora nos \u00edndices pluviom\u00e9tricos. \u201cNessa situa\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia, a expectativa, \u00e9 de que a gente passe todo o ano com bandeira verde. Teremos um ano bastante bom, bastante tranquilo, que n\u00e3o vai causar tanta dor de cabe\u00e7a, tanta dor no bolso\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os reservat\u00f3rios do Sistema Interligado Nacional (SIN) chegam ao in\u00edcio deste per\u00edodo seco do ano com um volume de armazenamento de \u00e1gua de 63,1%. \u00c9 o melhor n\u00edvel de armazenagem desde 2012, bem acima dos 35,3% registrados no ano passado.<\/p>\n<h4><strong>Energia e infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">A mudan\u00e7a na tarifa\u00e7\u00e3o proposta pela Aneel tem potencial de criar um efeito cascata, com impacto no bolso do brasileiro. O atual valor pago pelo consumidor, por exemplo, \u00e9 resultado do ano anterior. \u201cEste \u00e9 um rescaldo do que aconteceu em 2021. Al\u00e9m da varia\u00e7\u00e3o das bandeiras, h\u00e1 o reajuste tarif\u00e1rio. Neste reajuste, h\u00e1 inadimpl\u00eancia, tributos e encargos, repactua\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio do ano. Al\u00e9m da crise, houve alta do d\u00f3lar, que ainda n\u00e3o foi repassado para a bandeira e ser\u00e1 passado para agora\u201d, disse ao&nbsp;<strong>Correio<\/strong>&nbsp;Delberis Lima, professor e diretor do Departamento de Engenharia El\u00e9trica do Centro T\u00e9cnico Cient\u00edfico da PUC-Rio. \u201cEsse tipo de coisa, utilizada para atenuar, tem uma in\u00e9rcia grande. O custo deve continuar impactando a infla\u00e7\u00e3o e consequentemente gerando impacto na infla\u00e7\u00e3o\u201d, completou.<\/p>\n<p class=\"texto\">O economista Calebe Vieira ressaltou o impacto inflacion\u00e1rio subjacente \u00e0 proposta da Aneel. \u201cA energia vai influenciar no pre\u00e7o final dos produtos, que chegar\u00e3o mais caros \u00e0 prateleira\u201d, projetou.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deborah Hana Cardoso \/ Correio Braziliense &#8211; @dispon\u00edvel na internet 13\/04\/2022<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reajuste se aplicaria \u00e0s bandeiras amarela e vermelha 1, a partir de junho deste ano. Ag\u00eancia ressalta que a expectativa \u00e9 de que a bandeira verde se mantenha at\u00e9 o fim de 2022. 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