{"id":69818,"date":"2022-04-26T04:30:19","date_gmt":"2022-04-26T07:30:19","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=69818"},"modified":"2022-04-26T02:48:13","modified_gmt":"2022-04-26T05:48:13","slug":"industria-4-0-sete-em-cada-dez-empresas-ja-entraram-no-processo-de-digitalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/04\/26\/industria-4-0-sete-em-cada-dez-empresas-ja-entraram-no-processo-de-digitalizacao\/","title":{"rendered":"Industria 4.0: Sete em cada dez empresas j\u00e1 entraram no processo de digitaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos cinco anos, a&nbsp;ind\u00fastria brasileira&nbsp;passou por um processo de digitaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, 69% das empresas aderiram a novas tecnologias. Em 2016 esse percentual era de 48%. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de pesquisa divulgada nesta ter\u00e7a-feira (26) pela CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria).<\/p>\n<p>Mais de mil empresas foram consultadas e 18 tecnologias diferentes foram listadas \u2013 8 a mais que em 2016. Segundo Samantha Cunha, gerente de Pol\u00edtica Industrial da CNI, apesar dessa diferen\u00e7a \u00e9 evidente o crescimento. \u201cSe analisar os resultados produzidos a partir de uma subamostra formada pelas mesmas empresas participantes em 2016 e 2021, a maioria que respondeu que n\u00e3o adotava, ou n\u00e3o sabia se adotava alguma tecnologia digital, passou a adotar pelo menos uma tecnologia digital em 2021\u201d, explica.<\/p>\n<p>O foco principal das tecnologias continua sendo a melhoria do processo produtivo. Mas o uso para maior customiza\u00e7\u00e3o de produtos tamb\u00e9m ganhou espa\u00e7o nos \u00faltimos anos. Por outro lado, tecnologias mais complexas, como as que envolvem intelig\u00eancia artificial, ainda s\u00e3o pouco utilizadas (9%).<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h4 class=\"content\"><strong>In\u00edcio do processo de digitaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p>Apesar do crescimento, o levantamento apontou que boa parte da ind\u00fastria ainda est\u00e1 em um processo inicial de digitaliza\u00e7\u00e3o. Apenas 7% utilizam 10 ou mais tecnologias listadas pela pesquisa. 26% usam de 1 a 3 e 36% de 4 a 9.<\/p>\n<p>Entre os setores que mais implementaram recursos digitais est\u00e3o os com maior intensidade tecnol\u00f3gica e os que s\u00e3o pioneiros nessa ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O n\u00famero de tecnologias adotadas tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado ao porte. Entre as grandes empresas, 86% usam pelo menos uma das 18 tecnologias. J\u00e1 entre as m\u00e9dias esse percentual cai para 64% e entre as pequenas para 42%.<\/p>\n<p>O percentual de empresas que utilizam at\u00e9 6 tecnologias entre neg\u00f3cios de grande porte \u00e9 1,5 vezes maior quando comparado com a utiliza\u00e7\u00e3o entre as de pequeno porte. A diferen\u00e7a aumenta para quinze vezes quando observada a utiliza\u00e7\u00e3o de 10 ou mais tecnologias.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h4 class=\"content\"><strong>Alto custo e falta de m\u00e3o-de-obra qualificada s\u00e3o as principais barreiras<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p>O elevado investimento necess\u00e1rio para a implementa\u00e7\u00e3o de novas tecnologias \u00e9 o principal obst\u00e1culo para as empresas iniciarem e expandir o processo de digitaliza\u00e7\u00e3o. Assim como em 2016, 66% ainda considerem essa a maior barreira interna. Veja os entraves citados na pesquisa:&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Estrutura e cultura da empresa: 26%<\/p>\n<p>&#8211; Falta de clareza na defini\u00e7\u00e3o do retorno sobre o investimento: 25%<\/p>\n<p>&#8211; Falta de conhecimento t\u00e9cnico sobre as tecnologias digitais 25%<\/p>\n<p>&#8211; Dificuldade para integrar novas tecnologias e softwares 18%<\/p>\n<p>&#8211; Infraestrutura de TI inapropriada: 14%<\/p>\n<p>&#8211; Tempo de implementa\u00e7\u00e3o elevado: 13%<\/p>\n<p>&#8211; Risco para a seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o: 6%<\/p>\n<p>Externamente, o maior entrave \u00e9 a falta de m\u00e3o de obra qualificada (37%), percentual que cresceu em rela\u00e7\u00e3o a 2016, quando era de 30%. Confira: outras dificuldades citadas:<\/p>\n<p>&#8211;&nbsp;Dificuldade para identificar tecnologias e parceiros: 33%&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211;&nbsp;O mercado ainda n\u00e3o est\u00e1 preparado (clientes e fornecedores): 29%<\/p>\n<p>&#8211; Aus\u00eancia de linhas de financiamento apropriadas: 20%<\/p>\n<p>&#8211; Infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es do pa\u00eds insuficiente: 19%<\/p>\n<p>&#8211; Falta de normaliza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica: 9%<\/p>\n<p>&#8211; Falta de regula\u00e7\u00e3o \/ regula\u00e7\u00e3o inadequada: 6%<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h4 class=\"content\"><strong>Benef\u00edcios da digitaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p>Para 72% o aumento da produtividade \u00e9 a principal vantagem da ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias. 61% constataram uma melhora da qualidade dos produtos, 60% redu\u00e7\u00e3o dos custos operacionais.<\/p>\n<p>As empresas consultadas tamb\u00e9m citaram o avan\u00e7o no processo de tomada de decis\u00e3o (49%), aumento da seguran\u00e7a do trabalhador (38%), crescimento da efici\u00eancia energ\u00e9tica (22%), desenvolvimento de produtos ou servi\u00e7os mais customizados (15%) e redu\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais (15%) e queda no tempo de lan\u00e7amento de novos produtos 12%.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h4 class=\"content\"><strong>Setores que se destacam<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p>No setor de Equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos 88% das empresas utilizam pelo menos uma tecnologia digital, seguido pelo setor de Biocombust\u00edveis (81%) e o de Sab\u00f5es, detergentes, produtos de limpeza, cosm\u00e9ticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (HPPC) (80%).<\/p>\n<p>Mas o setor automativo \u00e9 que mais se destaca quando o assunto \u00e9 avan\u00e7ar no processo de digitaliza\u00e7\u00e3o intensamente. No setor de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias 35% das empresas utilizam 7 ou mais tecnologias digitais. Enquanto no de HPPC, esse percentual \u00e9 de apenas 8% das empresas.<\/p>\n<p>As ind\u00fastrias com menos empresas usando pelo menos uma tecnologia digital s\u00e3o as de produtos de minerais n\u00e3o met\u00e1licos (44%), couros e artefatos de couro (45%) e impress\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es (46%).<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: &nbsp;Camila Nascimento, estagi\u00e1ria do R7, sob supervis\u00e3o de Ana Vinhas &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 26\/04\/2022<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.r7.com\/video\/i\/625a08b2416eb9af6b002990\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos cinco anos, a&nbsp;ind\u00fastria brasileira&nbsp;passou por um processo de digitaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, 69% das empresas aderiram a novas tecnologias. Em 2016 esse percentual era de 48%. 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