{"id":70675,"date":"2022-05-26T04:30:37","date_gmt":"2022-05-26T07:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=70675"},"modified":"2022-05-26T16:20:25","modified_gmt":"2022-05-26T19:20:25","slug":"ans-pode-aprovar-o-maior-reajuste-da-historia-dos-planos-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/05\/26\/ans-pode-aprovar-o-maior-reajuste-da-historia-dos-planos-de-saude\/","title":{"rendered":"ANS pode aprovar o maior reajuste da hist\u00f3ria dos planos de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>ANS pode aprovar o maior reajuste da hist\u00f3ria dos planos de sa\u00fade individuais<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Em 2016, a ANS autorizou um reajuste de 13,57%, o maior da hist\u00f3ria da ag\u00eancia. Este ano, segundo estudos recentes, a alta poder\u00e1 ser ainda maior<\/em><\/p>\n<p>Em 2021, os raros consumidores que possuem um plano de sa\u00fade&nbsp;individual receberam uma not\u00edcia hist\u00f3rica: ao inv\u00e9s dos recorrentes aumentos, a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) aprovou um desconto de 8,2% nos planos de sa\u00fade. A boa not\u00edcia, no entanto, n\u00e3o vai se repetir este ano. Se as recentes proje\u00e7\u00f5es de especialistas se confirmarem, o brasileiro poder\u00e1 precisar\u00e1 engolir nada menos que o maior reajuste da hist\u00f3ria do \u00f3rg\u00e3o regulador. O recorde foi de 13,57% em 2016.<\/p>\n<p>De acordo com as recentes proje\u00e7\u00f5es, os reajustes estariam entre 15% e pouco mais de 18%, o que superaria com folga o recorde de 2016.<\/p>\n<p>O estudo mais recente \u00e9 do&nbsp;IESS&nbsp;(Instituto de Estudos da Sa\u00fade Suplementar). De acordo com o levantamento, a varia\u00e7\u00e3o dos&nbsp;custos m\u00e9dico-hospitalares&nbsp;feita pela IESS (VCMH-IESS), c\u00e1lculo que verifica a m\u00e9dia ponderada entre as diferentes categorias de pre\u00e7os do servi\u00e7o, foi de 18,2% para o per\u00edodo de 12 meses, encerrado em junho de 2021.<\/p>\n<p>\u201cObserva-se uma retomada do crescimento do indicador em mar\u00e7o de 2021, ap\u00f3s oito meses de varia\u00e7\u00e3o negativa. Destaca-se que nesse per\u00edodo a VCMH das terapias permaneceu positiva, ou seja, a despesa com esse tipo de procedimento cresceu. Tamb\u00e9m \u00e9 importante notar que para interna\u00e7\u00f5es e OSA (outros servi\u00e7os ambulatoriais) o per\u00edodo de VCMH negativa foi curto (setembro de 2020 a novembro de 20 para interna\u00e7\u00f5es e dezembro de 2020 a janeiro de 2021 para OSA) e a varia\u00e7\u00e3o das despesas com esses itens tem permanecido positiva. Quanto a consultas a VCMH ainda est\u00e1 negativa e para exames ela ficou negativa at\u00e9 abril de 2021. Isso deveu-se exclusivamente a redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia, pois os custos cresceram durante todo o per\u00edodo\u201d, justifica a entidade no estudo.<\/p>\n<p>Outra proje\u00e7\u00e3o de aumento est\u00e1 em um recente relat\u00f3rio do&nbsp;BTG Pactual. Eles apontam um crescimento menor que o IESS, por\u00e9m acima do recorde de 2016: at\u00e9 15%.<\/p>\n<p>\u201cO reajuste negativo de 2021 refletiu uma utiliza\u00e7\u00e3o anormalmente baixa (dos planos) em 2020, quando muitos procedimentos eletivos foram adiados na primeira onda de covid-19 no Brasil. Por outro lado, como as despesas m\u00e9dicas dispararam em 2021, enquanto a base de vidas nos planos de sa\u00fades individuais encolheu, esperamos um forte aumento de pre\u00e7o para o ciclo de 2022\u2033, informou o BTG.<\/p>\n<h4><strong>&nbsp;ANS decide e \u2018subtratamentos\u2019<\/strong><\/h4>\n<p>O pr\u00f3ximo \u00edndice oficial come\u00e7a a valer entre maio de 2022 e abril de 2023 e ser\u00e1 definido pela ANS.<\/p>\n<p>Segundo Rafael Robba, especialista em direito \u00e0 sa\u00fade do escrit\u00f3rio Vilhena Silva Advogados, \u00e9 prematuro afirmar qual ser\u00e1 a decis\u00e3o da ANS, por\u00e9m uma coisa \u00e9 certa: haver\u00e1 um aumento este ano, diferentemente do ano passado.<\/p>\n<p>\u201cDe forma mais recente, o BTG Pactual divulgou uma previs\u00e3o de 15% e agora o IESS soltou esse percentual de 18%. Eu vi ainda uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 12%. Por enquanto, eu penso que ainda \u00e9 muito especulativo. A ANS vai fazer a apura\u00e7\u00e3o com base nos dados de todos os planos individuais do mercado, ent\u00e3o ela tem uma an\u00e1lise mais ampla. Eu imagino que o \u00edndice n\u00e3o ser\u00e1 negativo para este ano, mas n\u00e3o dever\u00e1 chegar a 18%\u2019, afirma.<\/p>\n<p>Para Cl\u00e1udio Tafla, presidente da ASAP, entidade sem fins econ\u00f4micos criada para desenvolver uma gest\u00e3o mais eficiente na sa\u00fade suplementar, a pandemia mudou a rotina nos cuidados com a sa\u00fade e resultou em \u201csubdiagn\u00f3sticos\u201d e, consequentemente, \u2018subtratamentos\u201d no per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cToda essa infla\u00e7\u00e3o ainda tem uma demanda reprimida de casos em que, com a pandemia, as pessoas ficaram foram do ambiente de acompanhamento e gest\u00e3o das suas doen\u00e7as. Com isso, com certeza, n\u00f3s vamos ter um \u2018subdiagn\u00f3stico\u2019 dessa popula\u00e7\u00e3o durante esse per\u00edodo, um \u2018subtratamento\u2019 das doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis \u2013 hipertens\u00e3o, diabetes \u2013 e um subdiagn\u00f3stico de c\u00e2nceres, porque as pessoas n\u00e3o fizeram seus exames. Ent\u00e3o tudo isso vai impactar num tsunami de casos que a gente vai ter que harmonizar junto com aqueles casos que v\u00e3o acontecer naturalmente com a libera\u00e7\u00e3o da demanda\u201d, afirma.<\/p>\n<h4><strong>E os planos coletivos?<\/strong><\/h4>\n<p>O futuro dos planos coletivos empresariais \u00e9 outra inc\u00f3gnita quando o assunto \u00e9 reajuste. No entanto, o aumento \u00e9 quase certo e h\u00e1 quem aposte em um percentual bem superior aos planos individuais.<\/p>\n<p>\u00c9 o que afirma Daniela Scott Capanema, advogada do escrit\u00f3rio Sarubbi Cysneiros Advogados Associados. \u201cEnquanto os planos individuais apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o de valor no patamar de menos 8,19% em 2021, os planos coletivos tiveram um aumento de 16%, mesmo ap\u00f3s um lucro de 50% de gastos no ano anterior em raz\u00e3o da pandemia. Ou seja, se mesmo com lucro hist\u00f3rico em 2021 as operadoras aumentaram 16% do valor das mensalidades dos planos coletivos, conjecturemos o enorme aumento que estar por vir com o retorno, em massa, dos usu\u00e1rios aos servi\u00e7os. Certamente os consumidores dos planos coletivos dever\u00e3o tirar o burro da sombra e esperar por significativo aumento das mensalidades em 2022\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Ivan Ventura\/Consumidor Moderno &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 26\/05\/2022<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANS pode aprovar o maior reajuste da hist\u00f3ria dos planos de sa\u00fade individuais Em 2016, a ANS autorizou um reajuste de 13,57%, o maior da hist\u00f3ria da ag\u00eancia. 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