{"id":7294,"date":"2016-11-19T06:29:37","date_gmt":"2016-11-19T09:29:37","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=7294"},"modified":"2016-11-19T06:29:37","modified_gmt":"2016-11-19T09:29:37","slug":"maioria-do-stf-vota-contra-contribuicao-previdenciaria-sobre-adicionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/11\/19\/maioria-do-stf-vota-contra-contribuicao-previdenciaria-sobre-adicionais\/","title":{"rendered":"Maioria do STF vota contra contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre adicionais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre verba n\u00e3o incorpor\u00e1vel aos proventos de aposentadoria do servidor p\u00fablico. Esse \u00e9 o entendimento que est\u00e1 prevalecendo at\u00e9 o momento no Supremo Tribunal Federal, que discute\u00a0a incid\u00eancia ou n\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de servidor p\u00fablico sobre parcelas adicionais da remunera\u00e7\u00e3o, como ter\u00e7o de f\u00e9rias, horas extras, adicional noturno e adicional de insalubridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso, com repercuss\u00e3o geral reconhecida, come\u00e7ou a ser jugado em mar\u00e7o de 2015, mas ainda n\u00e3o foi conclu\u00eddo. Nesta quarta-feira (16\/11) ele voltou \u00e0 pauta do STF, mas foi suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Foi esse pedido, inclusive, que\u00a0<a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2016-nov-17\/discussao-entre-gilmar-lewandowski-exemplifica-polarizacao-pais\" target=\"_blank\">motivou uma discuss\u00e3o acalorada<\/a>\u00a0entre Mendes e Ricardo Lewandowski. O primeiro ministro j\u00e1 havia votado, mas decidiu voltar atr\u00e1s e pedir vista dos autos, interrompendo o julgamento quando j\u00e1 havia maioria formada. A atitude foi questionada por Lewandowski e iniciou-se a discuss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem contabilizar o voto de Mendes, at\u00e9 o momento 8 dos 11 ministros j\u00e1 se posicionaram sobre o caso. A maioria seguindo o relator,\u00a0ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, pelo parcial provimento do recurso.\u00a0A tese defendida pelo relator \u00e9 que n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre verba n\u00e3o incorpor\u00e1vel aos proventos de aposentadoria do servidor p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu voto, proferido em mar\u00e7o de 2015, o\u00a0relator observou que a jurisprud\u00eancia do STF at\u00e9 o momento exclui a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre as verbas adicionais ao sal\u00e1rio. Segundo ele, se n\u00e3o h\u00e1 benef\u00edcio para o segurado no momento da aposentadoria, as parcelas n\u00e3o devem estar sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. \u201cO conjunto normativo \u00e9 clar\u00edssimo no sentido de que a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria s\u00f3 deve computar os ganhos habituais e os que t\u00eam reflexos para aposentadoria\u201d, salientou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro lembrou que o sistema previdenci\u00e1rio, tanto do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (para os trabalhadores celetistas) quanto do regime pr\u00f3prio dos servidores p\u00fablicos, tem car\u00e1ter contributivo e solid\u00e1rio, o que, segundo ele, impede que haja contribui\u00e7\u00e3o sem o correspondente reflexo em qualquer benef\u00edcio efetivo. O voto do relator foi seguido por Rosa Weber, Luiz Fux, C\u00e1rmen L\u00facia, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diverg\u00eancia<\/strong><br \/>\nA diverg\u00eancia foi aberta pelo ministro Teori Zavascki, que considerou que, mesmo sem reflexos nos proventos de aposentadoria, a Constitui\u00e7\u00e3o autoriza a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre todas as parcelas integrantes da remunera\u00e7\u00e3o dos servidores. Teori Zavascki foi seguido pelos ministros Dias Toffoli e Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu voto, Toffoli\u00a0sustentou que o grau de vincula\u00e7\u00e3o nas contribui\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 seguridade social deve ser m\u00e9dio, e n\u00e3o m\u00e1ximo. \u201cDeve haver proporcionalidade entre as contribui\u00e7\u00f5es exigidas e o benef\u00edcio concedido. O servidor deve estar protegido de altera\u00e7\u00f5es abruptas do regime, mas n\u00e3o tem direito subjetivo a uma estrita vincula\u00e7\u00e3o do valor do benef\u00edcio com as contribui\u00e7\u00f5es\u201d, apontou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu voto, o\u00a0ministro Gilmar Mendes tamb\u00e9m seguiu a diverg\u00eancia. Contudo, quando j\u00e1 havia maioria formada pelo parcial provimento ao recurso, o ministro decidiu pedir vista dos autos.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STF.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processos relacionados<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=593068&amp;classe=RE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\" target=\"_blank\">RE 593068<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito: CONJUR \u2013 dispon\u00edvel na web 19\/11\/2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre verba n\u00e3o incorpor\u00e1vel aos proventos de aposentadoria do servidor p\u00fablico. 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