{"id":73660,"date":"2022-09-27T04:20:52","date_gmt":"2022-09-27T07:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=73660"},"modified":"2022-09-26T11:52:50","modified_gmt":"2022-09-26T14:52:50","slug":"pentoxido-de-niobio-cientistas-buscam-baterias-com-melhor-desempenho-para-veiculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/09\/27\/pentoxido-de-niobio-cientistas-buscam-baterias-com-melhor-desempenho-para-veiculos\/","title":{"rendered":"Pent\u00f3xido de Ni\u00f3bio: Cientistas buscam baterias com melhor desempenho para ve\u00edculos"},"content":{"rendered":"<div class=\"title\">\n<div class=\"content-title\">\n<div class=\"wrapper\">\n<div class=\"materia-title\">\n<h4><em><strong>Cientistas buscam baterias com melhor desempenho para ve\u00edculos<\/strong><\/em><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cb-publicidade-rasgado-1\" class=\"pub-hor\" data-google-query-id=\"CLPRwurXsvoCFQMK1Aodj3oMPw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/tecnologia\/internas_4__container__\">\n<p>Dois projetos em andamento tentam otimizar o uso dos dispositivos tradicionais, feitos de \u00edons de l\u00edtio. A expectativa dos criadores \u00e9 de que solu\u00e7\u00f5es como acelerar o carregamento de energia ajudem a impulsionar a escolha por ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/p>\n<p class=\"texto\">Devido \u00e0 crescente demanda mundial por ve\u00edculos el\u00e9tricos, alternativa para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono,&nbsp;as baterias que fornecem energia para esses carros tamb\u00e9m s\u00e3o cada vez mais procuradas. Por isso, cientistas buscam aprimorar as vers\u00f5es tradicionais, feitas de \u00edons de l\u00edtio, tanto para reduzir o tempo de carregamento, quanto para prolongar a vida \u00fatil. Dois novos projetos \u2014 um liderado pela Universidade Boise State em parceria com a Universidade da Calif\u00f3rnia e outro pela Universidade de Cambridge \u2014 pretendem impulsionar a evolu\u00e7\u00e3o dessa fonte de energia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os avan\u00e7os em pesquisa e desenvolvimento resultaram em baterias de l\u00edtio mais eficientes. Por\u00e9m, essa evolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o comporta mais a necessidade de carregamentos mais r\u00e1pidos. A equipe de pesquisadores das universidades Boise State e da Calif\u00f3rnia, ambas nos Estados Unidos, apostou em uma nova abordagem para solucionar esse problema: um material de alto desempenho a ser usado no eletrodo \u2014 a superf\u00edcie que possibilita a troca de el\u00e9trons \u2014 da bateria.<\/p>\n<figure style=\"width: 675px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"cb-article-destaque\" title=\"Reduzir o tempo de abastecimento e aumentar a dist\u00e2ncia percorrida ap\u00f3s uma carga est\u00e3o entre os principais desafios do setor em ascens\u00e3o - (cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/GW)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2022\/09\/23\/675x450\/1_electric_car_g2ade50e6a_1920-26499496.jpg?resize=675%2C450&#038;ssl=1\" alt=\"Reduzir o tempo de abastecimento e aumentar a dist\u00e2ncia percorrida ap\u00f3s uma carga est\u00e3o entre os principais desafios do setor em ascens\u00e3o - (cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/GW)\" width=\"675\" height=\"450\" data-src=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2022\/09\/23\/675x450\/1_electric_car_g2ade50e6a_1920-26499496.jpg?20220923194210?20220923194210\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Reduzir o tempo de abastecimento e aumentar a dist\u00e2ncia percorrida ap\u00f3s uma carga est\u00e3o entre os principais desafios do setor em ascens\u00e3o &#8211; (cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/GW)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-materia\">\n<div class=\"wrapper\">\n<section class=\"body-content-cb\">\n<article class=\"article\">\n<div class=\"responsive-img\">\n<div class=\"responsive-img-caption\">O composto utilizado \u00e9 o pent\u00f3xido de ni\u00f3bio. Durante a alimenta\u00e7\u00e3o da bateria, os \u00edons de l\u00edtio se movem do eletrodo positivo (c\u00e1todo) para o negativo (\u00e2nodo). O \u00e2nodo mais comum \u00e9 feito de grafite, que \u00e9 muito denso em energia, mas tem limites para acelera\u00e7\u00e3o do carregamento porque o metal de l\u00edtio pode se acumular na superf\u00edcie do grafeno. Esse efeito, conhecido como chapeamento, afeta o desempenho da bateria e pode causar curto-circuito, superaquecimento, inc\u00eandio e explos\u00f5es.<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">O fen\u00f4meno n\u00e3o acontece quando o dispositivo tem um eletrodo feito com a solu\u00e7\u00e3o proposta pelos cientistas americanos. &#8220;\u00d3xidos met\u00e1licos de intercala\u00e7\u00e3o, como o material a partir do pent\u00f3xido de ni\u00f3bio, s\u00e3o alternativas promissoras de \u00e2nodo devido ao risco reduzido de revestimento de l\u00edtio em baixas tens\u00f5es&#8221;, explica Claire Xiong, professora de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Boise State e principal autora do estudo.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o projeto-piloto, os cientistas constru\u00edram um pequeno dispositivo de bateria em formato circular, como uma moeda, com os eletrodos de pent\u00f3xido de ni\u00f3bio. O material tinha uma estrutura amorfa \u2014 um arranjo desordenado de \u00e1tomos. Quando a c\u00e9lula foi carregada e descarregada v\u00e1rias vezes, a estrutura desordenada se transformou em uma ordenada, cristalina. At\u00e9 ent\u00e3o, esse formato nunca havia sido relatado na literatura cient\u00edfica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo os criadores, em compara\u00e7\u00e3o com o arranjo desordenado, a estrutura cristalina in\u00e9dita permitiu o transporte mais f\u00e1cil e r\u00e1pido de \u00edons de l\u00edtio para o \u00e2nodo durante o carregamento, o que indica a possibilidade de uso do material de alto desempenho para agilizar o carregamento de energia. Outras medi\u00e7\u00f5es sinalizaram mais uma vantagem: a mudan\u00e7a de composi\u00e7\u00e3o nos eletrodos permitiu um maior armazenamento de carga.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Xiong, ela e os colegas chegaram a uma abordagem completamente nova para criar eletrodos de bateria de \u00edons de l\u00edtio. &#8220;A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica est\u00e1 relacionada a partir de uma fase de maior energia, como um material amorfo. O simples ciclo do material com l\u00edtio nos permite criar arranjos cristalinos que exibem propriedades aprimoradas al\u00e9m daquelas feitas por meios tradicionais, como rea\u00e7\u00f5es de estado s\u00f3lido&#8221;, afirma a autora.<\/p>\n<h4><strong>Intelig\u00eancia artificial<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">Tamb\u00e9m com o objetivo de aprimorar o uso de baterias, uma equipe da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, trabalha em um algoritmo de aprendizado de m\u00e1quina que promete ajudar motoristas, empresas e fabricantes a tirarem o m\u00e1ximo de proveito desse dispositivo. A ideia \u00e9 usar intelig\u00eancia artificial para sugerir rotas e padr\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o que minimizem a degrada\u00e7\u00e3o do aparelho.<\/p>\n<p class=\"texto\">Primeiramente, o grupo desenvolveu uma alternativa n\u00e3o invasiva de sondar as baterias, obtendo informa\u00e7\u00f5es sobre a sua sa\u00fade. O sistema fornece &#8220;biomarcadores&#8221; do estado do dispositivo enviando pulsos el\u00e9tricos de alta dimens\u00e3o e medindo a resposta a eles. Depois, esses sinais el\u00e9tricos foram programados em um algoritmo que previu como diferentes padr\u00f5es de controle de ve\u00edculos afetariam o funcionamento da bateria.<\/p>\n<p class=\"texto\">Alpha Lee, l\u00edder da pesquisa, afirma que a maioria dos modelos de previs\u00e3o da sa\u00fade da bateria assume que ela \u00e9 sempre operada da mesma maneira. &#8220;Esses modelos n\u00e3o podem ser aplicados a ve\u00edculos na estrada, que, normalmente, s\u00e3o usados de forma diferente no dia a dia&#8221;, diferencia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os resultados dos testes com 88 baterias comerciais de carros el\u00e9tricos mostraram que a intelig\u00eancia artificial conseguiu prever como a bateria responderia no pr\u00f3ximo ciclo de uso a depender da rapidez que fosse carregada e da velocidade que o carro atingiria quando voltasse a funcionar.<\/p>\n<p class=\"texto\">No experimento, detalhado no peri\u00f3dico cient\u00edfico Nature Communications, a equipe tamb\u00e9m identificou que, para fazer um progn\u00f3stico preciso do dispositivo, o algoritmo n\u00e3o dependia de informa\u00e7\u00f5es sobre o uso anterior. Al\u00e9m disso, poderia sinalizar quando houvesse possibilidade de erro na previs\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">O l\u00edder da pesquisa explica que o estudo \u00e9 interessante porque esse equipamento geralmente se degrada abruptamente: &#8220;Em um ve\u00edculo, se uma bateria morrer no meio de uma viagem, seria ruim. Da mesma forma, em um contexto de armazenamento estacion\u00e1rio, a energia bombeada para a bateria n\u00e3o \u00e9 necessariamente a mesma que pode ser extra\u00edda&#8221;. O monitoramento cont\u00ednuo da integridade da bateria, portanto, \u00e9 necess\u00e1rio para garantir que o sistema esteja realmente acondicionando a quantidade esperada de energia.<\/p>\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-4\" class=\"pub-ret\" data-google-query-id=\"CLOf8_PXsvoCFQcguQYdMioI7g\">\n<h4 id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/tecnologia\/internas_8__container__\"><strong><span style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 22px;\">Longo prazo<\/span><\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"texto\">Alexandre Lasthaus, engenheiro eletr\u00f4nico e professor do curso de engenharia mecatr\u00f4nica da Universidade Presbiteriana Mackenzie de S\u00e3o Paulo, aponta dificuldades enfrentadas por quem trabalha com esses dispositivos antes de eles chegarem ao mercado. &#8220;Est\u00e3o apostando que, com a alta demanda de ve\u00edculos el\u00e9tricos e o grande volume de produ\u00e7\u00e3o, os custos v\u00e3o cair. Mas ainda faltam sugest\u00f5es para mudar a composi\u00e7\u00e3o da bateria, que continua sendo de l\u00edtio, um material caro. Outro ponto \u00e9 a quest\u00e3o de peso e tamanho, que ainda \u00e9 muito grande em rela\u00e7\u00e3o ao resto do carro&#8221;, indica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista brasileiro, os projetos americano e o brit\u00e2nico, ainda que incipientes, s\u00e3o tentativas de melhorar esse campo de produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. &#8220;Eu n\u00e3o sei se s\u00e3o coisas revolucion\u00e1rias, mas os pesquisadores est\u00e3o tentando, cada um dentro da sua \u00e1rea, contribuir para que melhore o desempenho das baterias, principalmente de carros. Esses n\u00e3o s\u00e3o estudos que v\u00e3o trazer alguma coisa a curto prazo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Cr\u00e9dito: Alice Groth, estagi\u00e1ria sob a supervis\u00e3o de Carmen Souza\/ Correio Braziliense &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 27\/09\/2022<\/strong><\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas buscam baterias com melhor desempenho para ve\u00edculos Dois projetos em andamento tentam otimizar o uso dos dispositivos tradicionais, feitos de \u00edons de l\u00edtio. 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