{"id":7668,"date":"2016-12-03T00:25:12","date_gmt":"2016-12-03T03:25:12","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=7668"},"modified":"2016-12-02T15:26:40","modified_gmt":"2016-12-02T18:26:40","slug":"mulheres-trabalham-cinco-horas-a-mais-e-ganham-76-do-salario-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/12\/03\/mulheres-trabalham-cinco-horas-a-mais-e-ganham-76-do-salario-dos-homens\/","title":{"rendered":"Mulheres trabalham cinco horas a mais e ganham 76% do sal\u00e1rio dos homens"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento econ\u00f4mico do Brasil na \u00faltima d\u00e9cada n\u00e3o se refletiu em mais igualdade no mercado de trabalho. Com ou sem crise, as mulheres brasileiras continuam trabalhando mais \u2013 cinco horas a mais, em m\u00e9dia \u2013 e recebendo menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A renda das mulheres equivale a 76% da renda dos homens e elas continuam sem as mesmas oportunidades de assumir cargos de chefia ou dire\u00e7\u00e3o. A dupla jornada tamb\u00e9m segue afastando muitas mulheres do mercado de trabalho, apesar de elas serem respons\u00e1veis pelo sustento de quatro em cada dez casas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As contata\u00e7\u00f5es s\u00e3o da S\u00edntese de Indicadores Sociais &#8211; Uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira, divulgada hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A pesquisa estudou os indicadores entre os anos de 2005 e 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mulheres tendem a receber menos que os homens porque trabalham seis horas a menos por semana em sua ocupa\u00e7\u00e3o remunerada. Por\u00e9m, como dedicam duas vezes mais tempo que eles \u00e0s atividades dom\u00e9sticas, trabalham, no total, cinco horas a mais que eles. Ao todo, a jornada das mulheres \u00e9 de 55,1 horas por semana, contra 50,5 horas deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisadora do IBGE Cristiane Soares, os homens continuam se esquivando de tarefas da casa, o que se reflete em mais horas na conta delas. &#8220;Na d\u00e9cada, a jornada masculina com os afazeres dom\u00e9sticos permanece em 10 horas semanais&#8221;, destacou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo trabalhando mais horas, as mulheres t\u00eam renda menor, de 76% da remunera\u00e7\u00e3o dos homens. Esse n\u00famero era de 71% em 2005 e reflete o fato de mulheres ganharem menos no emprego e tamb\u00e9m por n\u00e3o serem escolhidas para cargos de chefia e dire\u00e7\u00e3o. Dos homens com mais de 25 anos, 6,2% ocupavam essas posi\u00e7\u00f5es, contra 4,7% das mulheres com a mesma idade. Por\u00e9m, mesmo nesses cargos, fazendo a mesma coisa, o sal\u00e1rio delas era 68% do deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar deste cen\u00e1rio, a pesquisa mostra que cresce o n\u00famero de mulheres chefes de fam\u00edlia. Considerando todos os arranjos familiares, elas s\u00e3o a pessoa de refer\u00eancia de 40% das casas. Entre aqueles arranjos formados por casais com filhos, uma em cada quatro casas \u00e9 sustentada por mulheres. O percentual de homens morando sozinho com filhos \u00e9 m\u00ednimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nem trabalham, nem estudam<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhando a tend\u00eancia mundial, as mulheres jovens entre 15 e 29 tamb\u00e9m est\u00e3o em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o aos homens da mesma idade. No Brasil, boa parte delas interrompe os estudos e para de trabalhar para cuidar da casa. Entre o total de mulheres, 21,1% n\u00e3o trabalha nem estuda, contra 7,8% dos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma d\u00e9cada, a situa\u00e7\u00e3o dos jovens chamados de nem-nem mudou pouco. Em 2005, 20,2% das mulheres estavam nesta situa\u00e7\u00e3o e 5,4% dos meninos. De acordo com a pesquisa, a hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel \u00e9 que essas meninas estejam cuidando de filhos ou da casa. Em m\u00e9dia, 91,6% delas contaram que dedicam 26,3 horas semanais a afazeres dom\u00e9sticos. J\u00e1 entre os meninos, 26,3% dos nem-nem que responderam cuidar da casa dedicam 10,3 horas semanais \u00e0 atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A especialista do IBGE no tema, Luana Botelho, destaca que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se alterou na d\u00e9cada, mesmo quando a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds era mais favor\u00e1vel, em 2005.&#8221;Podemos olhar a s\u00e9rie hist\u00f3rica que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se altera com a economia. O fato de ter mais ou menos emprego n\u00e3o vai fazer essa mulher deixar de ser nem-nem&#8221;, disse. Para ela, s\u00e3o necess\u00e1rias medidas espec\u00edficas para permitir que as jovens diminuam a dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas e voltem a trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No total, cerca de 70% das mulheres brasileiras est\u00e3o fora do mercado de trabalho. A maioria tem 50 anos ou mais e n\u00e3o tem instru\u00e7\u00e3o ou s\u00f3 completou o ensino fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 03\/12\/2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento econ\u00f4mico do Brasil na \u00faltima d\u00e9cada n\u00e3o se refletiu em mais igualdade no mercado de trabalho. Com ou sem crise, as mulheres brasileiras continuam trabalhando mais \u2013 cinco horas a mais, em m\u00e9dia \u2013 e recebendo menos. 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