{"id":77004,"date":"2023-01-11T04:31:41","date_gmt":"2023-01-11T07:31:41","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=77004"},"modified":"2023-01-10T17:42:09","modified_gmt":"2023-01-10T20:42:09","slug":"desprotegido-e-desvalorizado-vida-de-pesquisador-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/01\/11\/desprotegido-e-desvalorizado-vida-de-pesquisador-no-brasil\/","title":{"rendered":"Desprotegido e desvalorizado: vida de pesquisador no Brasil"},"content":{"rendered":"<header class=\"sc-kNjMHG ecLapU\">\n<p class=\"sc-gicCDI sc-bZkfAO czqpjL hngCMv sc-afnQL btTUfE teaser-text\">&#8220;Voc\u00ea s\u00f3 estuda? Quando vai trabalhar de verdade?&#8221; Sem prote\u00e7\u00e3o trabalhista e mal remunerados, pesquisadores brasileiros enfrentam realidade desoladora, tendo que lidar com preconceito e at\u00e9 mesmo adoecendo.<\/p>\n<p>&#8220;Eu nem sei o que fa\u00e7o primeiro em 2023, se vou ao dentista, ao oftalmologista \u2013 porque minha vis\u00e3o tem piorado bastante \u2013 ou ao psicoterapeuta\/psiquiatra; se pago pela revis\u00e3o textual de um artigo que traduzi para o ingl\u00eas; ou ainda se custeio um evento muito importante na minha \u00e1rea que acontecer\u00e1 em outro estado.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 com essa preocupa\u00e7\u00e3o que Thiago Mikael, doutorando em psicologia pela UFMG, come\u00e7ou o ano.&nbsp;&#8220;At\u00e9 os 32 anos de idade, nunca havia experimentado ansiedade, mas agora, al\u00e9m dos seus sintomas, tenho desenvolvido os de s\u00edndrome do p\u00e2nico. Parte do medo est\u00e1 profundamente relacionada com a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, pois temo adoecer e n\u00e3o conseguir entregar meu trabalho ou n\u00e3o ter mais sa\u00fade para construir uma carreira num cen\u00e1rio t\u00e3o competitivo&#8221;, acrescenta ele.<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"sc-gicCDI sc-bZkfAO czqpjL hngCMv sc-lfiFoR fjBTnm rich-text has-italic\">\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-evrZIY iOdYFo sc-fIavCj kUdzMx lazy-load-container\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Assim como Thiago, muitos pesquisadores brasileiros est\u00e3o, cada vez mais, adoecendo e apresentando quadro de ansiedade. Para entendermos a raz\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio ilustrar o que \u00e9 ser pesquisador no Brasil. Tive a oportunidade de conversar com cerca de 20 p\u00f3s-graduandos de diversos programas e regi\u00f5es. Eu mesmo ainda n\u00e3o estive na p\u00f3s. Portanto, esta coluna ser\u00e1 composta majoritariamente pelas perspectivas e experi\u00eancias deles.<\/p>\n<p>De forma resumida: h\u00e1 um contraste entre o que \u00e9 exigido e o que recebem em troca, tanto no sentido de valoriza\u00e7\u00e3o quanto na quest\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o: \u00e9 requerida uma dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e esperada uma grande produtividade, mas eles, diferentemente de profissionais contratados via CLT, n\u00e3o est\u00e3o sob nenhuma prote\u00e7\u00e3o trabalhista ou previdenci\u00e1ria nem ter\u00e3o acesso a direitos b\u00e1sicos&nbsp;como o 13\u00ba sal\u00e1rio e f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Trouxeram-me tamb\u00e9m uma quest\u00e3o que \u00e9 pouco divulgada: h\u00e1 casos de p\u00f3s-graduandos que se acidentam durante o trabalho e n\u00e3o encontram nenhum respaldo oficial dos \u00f3rg\u00e3os de fomento. N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que est\u00e3o sob nenhuma prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>&#8220;Voc\u00ea s\u00f3 estuda?&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p>Al\u00e9m disso, a remunera\u00e7\u00e3o pelo trabalho \u00e9 chamada de bolsa, quando na verdade se trata do sal\u00e1rio. Nesse contexto, n\u00e3o \u00e9 incomum um p\u00f3s-graduando ser indagado, pelas mais diversas pessoas, sobre quando come\u00e7ar\u00e1 &#8220;um trabalho de verdade&#8221;&nbsp;ou ouvir aquela velha e infeliz frase: &#8220;Ah, voc\u00ea s\u00f3 estuda? N\u00e3o trabalha?&#8221;&nbsp;Se isso j\u00e1 era ruim o bastante no ensino m\u00e9dio ou na gradua\u00e7\u00e3o, imaginem na p\u00f3s? Essa deslegitima\u00e7\u00e3o abre margem para que os produtores de ci\u00eancia no pa\u00eds se sintam desvalorizados e desmotivados.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da desvaloriza\u00e7\u00e3o, o per\u00edodo dedicado \u00e0 pesquisa simplesmente n\u00e3o \u00e9 coberto pela legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. Alberto Alonso Mu\u00f1oz, por exemplo, dedicou uma d\u00e9cada&nbsp;de sua vida&nbsp;\u00e0 ci\u00eancia, e esses anos n\u00e3o constam oficialmente como per\u00edodo trabalhado.<\/p>\n<p>&#8220;Existe ainda uma vis\u00e3o bacharelesca e belletrista do trabalho de pesquisa, muito ligada \u00e0s origens olig\u00e1rquicas da universidade brasileira e muito conveniente at\u00e9 hoje. Voc\u00ea deve ser grato por receber algo para estudar, o que \u00e9 uma vis\u00e3o equivocada do trabalho cient\u00edfico, que deve ser desinteressado&#8221;, opina&nbsp;ele, que hoje atua como juiz.<\/p>\n<h4><strong>Dificuldades financeiras<\/strong><\/h4>\n<p>Outro problema \u00e9 a quest\u00e3o do valor da remunera\u00e7\u00e3o de nossos pesquisadores. Nos dois maiores \u00f3rg\u00e3os de fomento, os valores s\u00e3o: R$ 1.500 para o mestrado e R$ 2.200 para o doutorado. Eles est\u00e3o defasados h\u00e1 quase 10 anos, e com o n\u00edvel de pre\u00e7os em nosso pa\u00eds&nbsp;subindo, especialmente nos \u00faltimos anos,&nbsp;o poder de compra dos cientistas est\u00e1 caindo.<\/p>\n<p>Consequentemente, aqueles que decidem seguir a carreira no Brasil precisam, muitas vezes, abrir m\u00e3o de muitas conquistas pessoais. Foi o que aconteceu com a Tathiana. Ela \u00e9 graduada em hist\u00f3ria e adiou o sonho da p\u00f3s por quest\u00f5es financeiras. O caminho foi tornar-se professora na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e seguiu assim at\u00e9 recentemente, quando, em comum acordo com o marido, decidiu retornar \u00e0 pesquisa.<\/p>\n<p>Atualmente no doutorado, ela&nbsp;lamenta a situa\u00e7\u00e3o financeira: &#8220;A bolsa \u00e9 menos da metade do que eu ganhava dando aula, tive que fazer a aposta de que a minha forma\u00e7\u00e3o me possibilitaria ser professora universit\u00e1ria e para isso teria que reduzir, e muito, as despesas em casa. Adiamos o projeto de comprar um carro, pagamos aluguel e as despesas com filhos, tudo para dar conta de viver com essas rendas. O programa permite conciliar com uma pequena carga hor\u00e1ria em sala de aula, mas o pr\u00f3prio perfil inviabiliza fazer isso: s\u00e3o sete disciplinas ministradas durante a semana, durante o dia, fora as obriga\u00e7\u00f5es dos bolsistas, como n\u00famero m\u00ednimo de publica\u00e7\u00f5es e participa\u00e7\u00e3o em evento todos os semestres.&#8221;<\/p>\n<p>O mesmo ato de coragem teve Maria de Melo, atualmente pesquisadora na USP: &#8220;Trabalhava no setor privado e decidi pedir demiss\u00e3o para fazer mestrado, j\u00e1 sabendo que minha vida financeira iria piorar. Eu tenho que me policiar pra n\u00e3o ficar me comparando com os meus amigos que j\u00e1 est\u00e3o ganhando bem na minha idade. Voc\u00ea sente que as pessoas de fora falam com voc\u00ea sobre o assunto como se tivessem pena. Outra coisa que me incomoda \u00e9 que muitas pessoas acham que eu n\u00e3o trabalho, mesmo eu ficando no laborat\u00f3rio das 8h at\u00e9 as 17h todos os dias.&#8221;<\/p>\n<p>Antes que algu\u00e9m diga&nbsp;&#8220;Ah, mas \u00e9 s\u00f3 abrir m\u00e3o da bolsa e trabalhar tamb\u00e9m em outro lugar&#8221;, sim, \u00e9 poss\u00edvel, mas devido ao n\u00edvel de produtividade e dedica\u00e7\u00e3o exigido, podemos interpretar essa op\u00e7\u00e3o quase como uma miss\u00e3o imposs\u00edvel, a come\u00e7ar pela escolha de orientador, visto que muitos n\u00e3o enxergam com bons olhos aqueles que trabalham em outro lugar.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com a Andressa, engenheira de forma\u00e7\u00e3o e rec\u00e9m mestra pela UFRN. &#8220;Passei pelo processo seletivo, fui para a entrevista para decidir orientador, e de cara j\u00e1 ofereceram resist\u00eancia ao fato de eu trabalhar&#8221;, conta.&nbsp;<\/p>\n<p>Ela finalmente conseguiu um orientador, mas os desafios de concilia\u00e7\u00e3o ainda estavam por vir: &#8220;No entanto, nos tr\u00eas primeiros meses,&nbsp;ele mesmo come\u00e7ou a exigir v\u00e1rias pesquisas sem p\u00e9 nem cabe\u00e7a e fora do hor\u00e1rio que combinamos. Eu moro no interior e passava tr\u00eas dias na capital para assistir \u00e0s aulas. At\u00e9 que chegou o ponto de fazer perguntas inconvenientes, do tipo: &#8216;Voc\u00ea pelo menos tem filho para ter que voltar para o interior? O mestrado tem que ser sua prioridade&#8217;.&#8221; Andressa&nbsp;teve crise de ansiedade e estava prestes a desistir quando, finalmente, conseguiu mudar de orientador e concluir o mestrado.<\/p>\n<p>De forma geral, a vida dos pesquisadores brasileiros \u00e9 repleta de incertezas e muitos fazem uma aposta, dedicando boa parte de suas vidas \u00e0 atividade. H\u00e1 alguns que, infelizmente, perdem ou n\u00e3o conseguem&nbsp;bolsa. Nesses casos n\u00e3o \u00e9 incomum precisarem desistir.<\/p>\n<h4><strong>Mercado n\u00e3o absorve profissionais qualificados<\/strong><\/h4>\n<p>Outra quest\u00e3o comum \u00e9 o fato da absor\u00e7\u00e3o desses profissionais ainda ser um desafio no Brasil, especialmente no setor privado. Giovanni, mestrando em psicologia pela UNESP, comenta: &#8220;O pa\u00eds n\u00e3o absorve os profissionais qualificados a n\u00edvel de mestrado, doutorado ou p\u00f3s doutorado, formando uma aporia do capitalismo tupiniquim: todas as empresas privadas querem profissionais extremamente qualificados, mas n\u00e3o querem pagar, na enorme maioria das vezes, um sal\u00e1rio condizente com essa forma\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Infelizmente, em algumas \u00e1reas a absor\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais incerta. Cec\u00edlia Soares, filha de docentes universit\u00e1rios, dedicou boa parte de sua vida \u00e0 pesquisa na \u00e1rea de Ci\u00eancias Sociais. Durante o doutorado, decidiu engatar concomitantemente outra gradua\u00e7\u00e3o, em Engenharia, e n\u00e3o demorou para notar grandes diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Sobre o sentimento de ser pesquisadora, ela comenta: &#8220;A gente se sente infantilizado e dependente. O que eu teria se n\u00e3o tivesse feito Engenharia? Muitos diplomas, potencial, mas nada concreto. N\u00e3o sei se teria sa\u00fade mental para aguentar. Como podemos ser adultos assim? Se as pessoas ouvirem &#8216;mestrado&#8217;&nbsp;ou &#8216;doutorado&#8217;, podem at\u00e9 achar interessante, mas n\u00e3o \u00e9 isso que vai justificar a conquista da vaga. No trabalho enquanto engenheira me d\u00e1 uma ang\u00fastia ao ver funcion\u00e1rios de&nbsp;23, 24 anos ganhando por m\u00eas o que eu nunca ganhei em 10 anos de forma\u00e7\u00e3o, sabe? \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensar &#8216;cara, se eu tivesse um sal\u00e1rio desse eu tinha resolvido n\u00e3o s\u00f3 parte da vida, como poupado minha sa\u00fade mental&#8217;. E fica uma coisa paradoxal na cabe\u00e7a das pessoas, porque a gente consegue ir para o exterior pesquisar. Isso soa muito glamour, parece que est\u00e1 tudo dando certo. Mas voc\u00ea mesmo n\u00e3o tem lastro algum.&#8221;<\/p>\n<h4><strong>Cen\u00e1rio desolador<\/strong><\/h4>\n<p>Este texto \u00e9 um daqueles que, para mim, \u00e9 um grande desafio concluir com esperan\u00e7a e otimismo. Inclusive, confesso, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais complexo e pessimista do que eu havia imaginado e posso apenas imaginar o quanto \u00e9 desolador para muitos fazerem ci\u00eancia em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Concluirei com uma reflex\u00e3o do Alberto: &#8220;Qual a diferen\u00e7a entre esse trabalho e o de um qu\u00edmico que realiza a mesma coisa numa empresa, exceto com carteira assinada e os direitos previdenci\u00e1rios e trabalhistas? Entre um bi\u00f3logo ou um agr\u00f4nomo desenvolvendo um projeto de mestrado de produ\u00e7\u00e3o de novas sementes na ESALQ e um outro, contratado, trabalhando numa multinacional, fazendo a mesma coisa? Essa vis\u00e3o rom\u00e2ntica da pesquisa alimenta o preconceito e sustenta o interesse econ\u00f4mico de manter o trabalho de pesquisa com baix\u00edssima remunera\u00e7\u00e3o, extremamente barato, e desprovido de qualquer prote\u00e7\u00e3o social. O que ocorre se um pesquisador n\u00e3o apresentar o relat\u00f3rio final com a tese defendida? As ag\u00eancias de fomento \u00e0 pesquisa cobram judicialmente o valor investido. Se isso n\u00e3o \u00e9 a prova de que o trabalho de pesquisa \u00e9 trabalho e n\u00e3o &#8216;estudo&#8217;, n\u00e3o sei o que mais dizer, mesmo que do ponto de vista legal convenientemente n\u00e3o tenha essa natureza. Social e economicamente \u00e9 trabalho e precarizado.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: <span class=\"sc-gicCDI czqpjL\">Vin\u00edcius de Andrade na <\/span><span class=\"sc-gicCDI sc-kLLXSd czqpjL hYSDHq opinion-type\">Coluna <\/span><span class=\"sc-gicCDI sc-kLLXSd czqpjL hYSDHq sc-ikZpkk fDxmDU series-name has-italic\">Vozes da Educa\u00e7\u00e3o \/Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 11\/01\/2023<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em>Vozes da Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma coluna quinzenal escrita por jovens do Salvaguarda, programa social de volunt\u00e1rios que auxiliam alunos da rede p\u00fablica do Brasil a entrar na universidade. Revezam-se na autoria dos textos o fundador do programa, Vin\u00edcius De Andrade, e alunos auxiliados pelo Salvaguarda em todos os estados da federa\u00e7\u00e3o. Siga o perfil do Salvaguarda no Instagram em @salvaguarda1<\/em><\/p>\n<\/div>\n<footer class=\"sc-boKtkb wUDby\">\n<div class=\"sc-gspIFj cHXnUc row\">\n<div class=\"sc-hmLeec fOSaUO col col-12 col-xl-6 one-author author\">\n<div class=\"author-name\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Voc\u00ea s\u00f3 estuda? 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