{"id":77300,"date":"2023-01-23T04:28:27","date_gmt":"2023-01-23T07:28:27","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=77300"},"modified":"2023-01-23T04:39:25","modified_gmt":"2023-01-23T07:39:25","slug":"davos-forum-economico-mundial-destaca-riscos-globais-na-economia-e-polarizacao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/01\/23\/davos-forum-economico-mundial-destaca-riscos-globais-na-economia-e-polarizacao-social\/","title":{"rendered":"DAVOS: F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial destaca riscos globais na economia e polariza\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>O&nbsp;<strong><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tudo-sobre\/forum-economico-mundial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial<\/a><\/span><\/strong>&nbsp;publicou relat\u00f3rio, no qual destaca riscos globais deste ano. Entre eles est\u00e3o uma eventual piora da economia, com aumento no custo de vida, um \u201chiato\u201d nas medidas para conter as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a polariza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>A entidade elaborou uma lista de riscos no curto e no longo prazos.<\/p>\n<p>No horizonte de dois anos, s\u00e3o mencionados uma eventual crise pela alta no custo de vida, em quadro de&nbsp;infla\u00e7\u00e3o&nbsp;global mais elevada, desastres naturais e eventos extremos no clima, confrontos geoecon\u00f4micos e o fracasso em mitigar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>S\u00e3o citados ainda neste cen\u00e1rio de mais curto prazo a eros\u00e3o da coes\u00e3o social e a polariza\u00e7\u00e3o da sociedade, incidentes com danos em larga escala no meio ambiente, o fracasso na adapta\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a dissemina\u00e7\u00e3o de crimes no mundo cibern\u00e9tico e a piora da seguran\u00e7a nesse ambiente, al\u00e9m de crises de recursos naturais e a imigra\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria em larga escala.<\/p>\n<p>No horizonte de dez anos, s\u00e3o mencionados, entre outros, o risco de fracasso para mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e se adaptar a elas, desastres naturais, perda de biodiversidade; imigra\u00e7\u00e3o em larga escala involunt\u00e1ria e crises em recursos naturais, entre outros.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial adverte para o risco de \u201cpolicrises\u201d, definidas como um conjunto de riscos globais relacionados e que se mesclam, com o impacto total superando a soma de cada parte. Nesse contexto, defende uma abordagem estruturada para identificar futuros potenciais do tipo e se preparar para mitigar esses problemas. Tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o a fim de se refor\u00e7ar mais o preparo para lidar com riscos globais.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Gabriel Bueno da Costa (Estad\u00e3o Conte\u00fado) \/ CNN Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 23\/01\/2023<\/strong><\/p>\n<hr>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-77301 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=696%2C343\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=300%2C148&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=768%2C378&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=696%2C343&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=853%2C420&amp;ssl=1 853w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=324%2C160&amp;ssl=1 324w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=648%2C320&amp;ssl=1 648w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/06-2.jpg?resize=533%2C261&amp;ssl=1 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<hr>\n<h4 class=\"columnist-title\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>\u00c9 preciso cuidado com a infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>A desorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas ap\u00f3s a pandemia de covid-19, a guerra na Ucr\u00e2nia e as demandas por novas tecnologias rumo \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica inauguraram uma discuss\u00e3o sobre o n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel nas economias avan\u00e7adas. No F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em Davos, na Su\u00ed\u00e7a, Christian Ulbrich, CEO do grupo imobili\u00e1rio global JLL, expressou o entendimento de uma parte de executivos das maiores empresas do mundo a respeito do impacto desses fatores no regime inflacion\u00e1rio. Essas mudan\u00e7as, para os executivos, teriam um car\u00e1ter estrutural e elevariam a infla\u00e7\u00e3o nas economias mais avan\u00e7adas dos atuais 2% para 5%.<\/p>\n<p>Ao qualificar esse cen\u00e1rio como \u201cnovo normal\u201d, o&nbsp;<em>Financial Times<\/em>&nbsp;alertou que as impress\u00f5es do executivo deveriam ser ouvidas com aten\u00e7\u00e3o pelos investidores, mesmo porque ele n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a pensar dessa forma. Em um artigo publicado pelo jornal recentemente, Olivier Blanchard, ex-economista-chefe do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), defendeu a revis\u00e3o da meta de infla\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses ricos para 3%. S\u00f3 o tempo dir\u00e1 se essas mudan\u00e7as na din\u00e2mica inflacion\u00e1ria s\u00e3o tempor\u00e1rias ou permanentes, mas esse debate j\u00e1 gera consequ\u00eancias no mundo todo, inclusive no Brasil, onde o processo inflacion\u00e1rio tem suas particularidades.<\/p>\n<p>Pelo segundo ano consecutivo, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, teve de enviar uma carta ao governo para justificar o descumprimento da meta de infla\u00e7\u00e3o. Em 2021, a meta era de 3,75%, e o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano em 10,06%. Em 2022, o alvo era de 3,5%, e o \u00edndice fechou em 5,75%. A despeito dos esfor\u00e7os do BC, tudo indica que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel atingir o centro da meta deste ano, de 3,25%, tanto que a autarquia diz trabalhar com um horizonte de seis trimestres \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o presidente Lula da Silva aproveitou para deixar claro seu inc\u00f4modo com a autonomia do Banco Central (BC). Se suas cr\u00edticas n\u00e3o trazem novidades, elas destacam uma teimosa convic\u00e7\u00e3o, compartilhada pela maioria do PT, de que uma infla\u00e7\u00e3o mais alta \u00e9 capaz de impulsionar o crescimento econ\u00f4mico \u2013 diferentemente da maioria dos economistas ortodoxos, para quem o controle da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 premissa para um crescimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel. A experi\u00eancia brasileira, de forma geral, e o governo Dilma Rousseff, em particular, mostram quem tem raz\u00e3o.<\/p>\n<p>O Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), colegiado formado pelos ministros da Fazenda e Planejamento e pelo presidente do Banco Central, j\u00e1 definiu a meta de infla\u00e7\u00e3o para 2024 e 2025 em 3%. O novo governo, no entanto, pode mudar esses objetivos.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o brasileira sofre os efeitos do c\u00e2mbio, das cota\u00e7\u00f5es das commodities, dos pre\u00e7os dos alimentos e dos pre\u00e7os administrados, mas h\u00e1 ao menos dois aspectos que influenciam seu comportamento de forma muito particular e que, por essa raz\u00e3o, n\u00e3o podem ser desprezados: as fragilidades fiscais e o mercado de trabalho. Aliados, seus efeitos podem ser tr\u00e1gicos. Deveria servir de alerta ao governo, portanto, o fato de que o Pa\u00eds acaba de aprovar um aumento de gastos que elevou o d\u00e9ficit prim\u00e1rio a mais de R$ 200 bilh\u00f5es e registrou um \u00edndice de desemprego de 8,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar desde abril de 2015.<\/p>\n<p>Quando a infla\u00e7\u00e3o volta a ser um problema para economias no mundo todo, o Brasil pode e deve debater seus limites, mas dentro de uma perspectiva muito mais cautelosa e vigilante. A hist\u00f3ria prova que o controle da infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi um trabalho f\u00e1cil. Em um contexto de maior toler\u00e2ncia com a infla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode perder de vista que os picos registrados nos Estados Unidos no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980 foram rapidamente debelados, enquanto no Brasil a batalha somente foi vencida mais de dez anos depois, com o Plano Real.<\/p>\n<p>Antes de liderar esse debate, o governo precisa compreender que ter uma meta de infla\u00e7\u00e3o realista \u00e9 muito diferente de n\u00e3o ter meta alguma, e que o controle da infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um capricho, mas uma conquista civilizat\u00f3ria, da qual o Pa\u00eds n\u00e3o pode abrir m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Notas &amp; Informa\u00e7\u00f5es \/ Estad\u00e3o &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 23\/01\/2023<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial&nbsp;publicou relat\u00f3rio, no qual destaca riscos globais deste ano. 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