{"id":77779,"date":"2023-02-13T04:17:33","date_gmt":"2023-02-13T07:17:33","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=77779"},"modified":"2023-02-13T04:14:55","modified_gmt":"2023-02-13T07:14:55","slug":"incerteza-aflige-boa-parte-dos-brasileiros-que-nao-estudam-nem-trabalham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/02\/13\/incerteza-aflige-boa-parte-dos-brasileiros-que-nao-estudam-nem-trabalham\/","title":{"rendered":"Incerteza aflige boa parte dos brasileiros que n\u00e3o estudam nem trabalham"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\"><em><strong>A ociosidade, fator preponderante que leva cada vez mais jovens a se tornarem desqualificados para o mercado, chama a aten\u00e7\u00e3o de especialistas. Para eles, trata-se de uma quest\u00e3o a ser equacionada pela sociedade, sobretudo empresas e toda a esfera governamental<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"texto\">Gr\u00e1vida de sete meses, Let\u00edcia Ferreira da Silva, 19 nos, concluiu o ensino m\u00e9dio h\u00e1 dois anos e, desde ent\u00e3o, nunca mais estudou. No setor de ch\u00e1cara da Cidade Estrutural, onde mora com a m\u00e3e \u2014 faxineira e bab\u00e1 \u2014 e os cinco irm\u00e3os mais novos, ela se viu obrigada a cancelar as faxinas di\u00e1rias que fazia para ajudar no or\u00e7amento da casa devido a complica\u00e7\u00f5es na gravidez. Seus planos de iniciar um curso t\u00e9cnico foram tamb\u00e9m interrompidos e, h\u00e1 mais de cinco meses, nem trabalha e nem estuda.<\/p>\n<p class=\"texto\">Let\u00edcia \u00e9 apenas uma entre os 36% dos jovens brasileiros na faixa et\u00e1ria entre 18 e 24 anos que n\u00e3o est\u00e3o ocupados nem frequentam qualquer tipo de curso, de acordo com estudo da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O levantamento revela que o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds com maior percentual dos chamados jovens &#8220;nem nem&#8221; do mundo, ficando atr\u00e1s apenas da \u00c1frica do Sul. Em linhas gerais, o termo designa essa parcela da popula\u00e7\u00e3o que nem estuda nem trabalha.<\/p>\n<p class=\"texto\">A jovem pretende se especializar em veterin\u00e1ria, mas a gravidez n\u00e3o planejada atrapalhou seus planos. &#8220;N\u00e3o tentei o Enem em 2021 porque perdi o prazo da inscri\u00e7\u00e3o, mas este ano vou ficar mais atenta. Quero fazer faculdade de veterin\u00e1ria para cuidar de animais abandonados&#8221;, conta ela, explicando que se esqueceu da inscri\u00e7\u00e3o porque passa o tempo inteiro cuidando da casa, cozinhando e tomando conta dos ca\u00e7ulas. A jovem, que nasceu em Arinos, no Noroeste de Minas, foi criada pela av\u00f3 materna, \u00e0s margens do rio Carinhanha e suas \u00e1guas barrentas. Com o falecimento da av\u00f3, h\u00e1 dois anos, ela veio morar com a m\u00e3e em Bras\u00edlia. Assim como a m\u00e3e, cujo parceiro &#8220;desapareceu no mundo&#8221;, a jovem vai ter que se virar sozinha para criar o filho. &#8220;O pai do menino sumiu, nem quer se aproximar, diz que j\u00e1 tem muitos filhos&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p class=\"texto\">Diretora de Opera\u00e7\u00f5es da JA Brasil \u2014 organiza\u00e7\u00e3o social incentivadora de jovens \u2014, Brenda dos Santos observa que a ociosidade leva os jovens a se tornarem menos qualificados para o mercado de trabalho, perpetuando, assim, o ciclo da pobreza. &#8220;Todos n\u00f3s, setor p\u00fablico, sociedade civil e empresas, somos respons\u00e1veis em solucionar o problema relacionado ao crescente n\u00famero de jovens &#8216;nem nem&#8217; no Brasil. Quando adolescentes deixam de frequentar a escola, as consequ\u00eancias podem ser tanto de n\u00edvel pessoal quanto de coletivo&#8221;, diz ela, observando que, no pessoal, os adolescentes que n\u00e3o concluem os estudos tendem a ter uma autoestima mais baixa, al\u00e9m de menor desenvolvimento cognitivo, intelectual, cultural e emocional&#8221;, constata.<\/p>\n<h4 class=\"texto\"><strong>Causas e efeitos<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">A evas\u00e3o escolar \u00e9 outro fator apontado por especialistas para que o fen\u00f4meno &#8220;nem nem&#8221; seja cada vez mais impulsionado. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), cerca de 20% dos jovens que n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio em 2020 estavam desempregados no primeiro semestre do mesmo ano.<\/p>\n<p class=\"texto\">Brenda constata que, no n\u00edvel coletivo, uma sociedade onde h\u00e1 alto \u00edndice de evas\u00e3o escolar est\u00e1 fadada a lidar com m\u00e3o de obra prec\u00e1ria e desqualificada para o desenvolvimento econ\u00f4mico da sua regi\u00e3o. &#8220;Antes de endere\u00e7ar as solu\u00e7\u00f5es para que o jovem termine os seus estudos e tenha melhores oportunidades de trabalho, precisamos entender quais s\u00e3o as raz\u00f5es que levam os adolescentes a deixar a escola ou n\u00e3o dar continuidade a cursos profissionalizantes&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo dados do IBGE, a necessidade de contribuir financeiramente em casa, gravidez na adolesc\u00eancia, tarefas dom\u00e9sticas e falta de interesse s\u00e3o algumas das raz\u00f5es que levam os adolescentes a deixarem o ambiente escolar. Brenda dos Santos observa, ainda, que o alto \u00edndice de evas\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 qualidade do ensino p\u00fablico \u00e0 dist\u00e2ncia imposta pela pandemia de covid-19, assim como a falta de preparo de escolas para acolher Pessoas com Defici\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em rela\u00e7\u00e3o ao acesso universit\u00e1rio, ela observa que apenas 18% dos jovens de 18 a 24 anos est\u00e3o matriculados em um ensino de n\u00edvel superior, segundo dados da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educa\u00e7\u00e3o (Semesp). E conclui que o acesso o ensino superior ainda \u00e9 para poucos.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Pensando nessas raz\u00f5es, o poder p\u00fablico precisa trabalhar com a busca ativa dos adolescentes para retornar aos estudos e lutar pela qualidade do ensino p\u00fablico, qualidade da estrutura, com alimenta\u00e7\u00e3o, garantindo que esses adolescentes tenham condi\u00e7\u00f5es de chegar no local de estudo e aproximar a fam\u00edlia da escola&#8221;, diz. &#8220;Como organiza\u00e7\u00e3o social, precisamos pensar em solu\u00e7\u00f5es para preparar esse jovem, de forma gratuita, para o mercado de trabalho&#8221;, completa.<\/p>\n<h4 class=\"texto\"><strong>Especialistas preferem adotar o termo &#8220;sem sem&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">&#8220;O termo &#8216;nem-nem&#8217; carrega uma valora\u00e7\u00e3o social negativa, contida na vis\u00e3o velada de se tratar jovens que &#8216;n\u00e3o querem nada com nada&#8217;, cujo estere\u00f3tipo \u00e9 o do jovem &#8216;ocioso e improdutivo&#8217;, que n\u00e3o estuda e n\u00e3o trabalha por op\u00e7\u00e3o&#8221;, pondera a pesquisadora do&nbsp;Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), Enid Rocha. Ela lembra ser comum, em debates entre estudiosos da \u00e1rea, a utiliza\u00e7\u00e3o do termo &#8220;sem-sem&#8221;, para enfatizar a falta de acesso a estudo e trabalho por parte desses jovens que, em sua avalia\u00e7\u00e3o, est\u00e3o longe de poderem ser considerados improdutivos, j\u00e1 que muitos deles se ocupam do trabalho n\u00e3o remunerado no \u00e2mbito dos domic\u00edlios. No entanto, observa, a denomina\u00e7\u00e3o &#8216;nem-nem&#8217; segue sendo ainda a mais utilizada nos estudos acad\u00eamicos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Doutora em Ci\u00eancias Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) na \u00e1rea de Transforma\u00e7\u00f5es Sociais e Pol\u00edticas P\u00fablicas nas Sociedades Contempor\u00e2neas, Enid Rocha entende que h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a, n\u00e3o apenas sem\u00e2ntica, entre referir-se aos jovens que est\u00e3o sem estudar e sem trabalhar como jovens que s\u00e3o &#8220;nem-nem&#8221; ou dizer que esses jovens est\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o de sem estudar e sem trabalhar por falta de acesso e oportunidades.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com pesquisa do Ipea, dos 15 aos 17 anos, a maioria dos jovens fora da for\u00e7a de trabalho est\u00e1 somente estudando. O estudo mostra, ainda que, nessa faixa et\u00e1ria, a taxa dos jovens &#8220;nem-nem&#8221;, que inclui aqueles que somente procuram trabalho e aqueles sem estudo e sem trabalho, \u00e9 de apenas cerca de 9% em m\u00e9dia nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p class=\"texto\">J\u00e1 entre os de 18 a 24 anos, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente, visto que a maioria j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais dedicada exclusivamente aos estudos, sendo observado o contr\u00e1rio: boa parte desses indiv\u00edduos est\u00e1 engajada em trabalhar ou em procurar emprego. &#8220;Entendemos que a faixa de 18 a 24 anos \u00e9 uma fase de transi\u00e7\u00e3o para uma grande parcela dos jovens que saem da escola e o ingresso no mercado de trabalho consiste em um problema, pois \u00e9 justamente a partir dos 18 anos que a condi\u00e7\u00e3o de sem trabalho e sem estudo se torna mais acentuada&#8221;, observa Enid Rocha.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ainda segundo o estudo, a taxa dos jovens &#8220;nem-nem&#8221; no Brasil \u00e9 de cerca de um ter\u00e7o entre os jovens de 18 a 24 anos, o triplo da encontrada na faixa et\u00e1ria de 15 a 17 anos. Na faixa et\u00e1ria de 25 a 29 anos, os jovens nem-nem alcan\u00e7am 25%.&nbsp;Gr\u00e1vida de sete meses, Let\u00edcia Ferreira da Silva, 19 nos,&nbsp;\u00e9 uma entre os cerca de 12 milh\u00f5es de jovens brasileiros que est\u00e3o sem estudar e sem trabalhar.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00c9 o caso do estudante Rog\u00e9rio Pereira Engelman. 17, h\u00e1 dois anos sem perspectiva de emprego. Rog\u00e9rio, que mora com a m\u00e3e, professora aposentada, em Vicente Pires, conta que j\u00e1 trabalhou como gar\u00e7om, chapeiro e animador de festa infantil. Sem dinheiro at\u00e9 mesmo para transporte p\u00fablico, ele afirma ser impratic\u00e1vel se deslocar para outras \u00e1reas do DF em busca que cursos de qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">Rog\u00e9rio confessa que, enquanto aguarda o resultado do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), passa a maior parte do tempo dormindo ou passeando com amigos. &#8220;Tenho o dia inteiro vago. Fico nessa rotina ociosa. Me sinto a merc\u00ea de muitas coisas, sem rumo, sem nexo&#8221;, diz Rog\u00e9rio, que sonha em cursar pol\u00edticas p\u00fablicas e psicologia.<\/p>\n<h4><strong>&#8220;Pontes entre escola e mercado de trabalho foram dinamitadas&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p class=\"texto\">Embora a mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) assinale melhora relativa no processo de absor\u00e7\u00e3o de jovens pelo mercado de trabalho, ob trabalho informal e a qualidade do emprego ainda \u00e9 bastante prec\u00e1ria, avalia o diretor do Escrit\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vin\u00edcius Pinheiro, que aposta em dias melhores para a expressiva parcela dos que n\u00e3o trabalham e nem estudam na atual gest\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">Pinheiro engrossa o coro dos que afirmam que somente pol\u00edticas efetivas voltadas ao ensino profissionalizante e \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de empregos poder\u00e1 reverter esse quadro, ainda preocupante. &#8220;Vislumbramos a perspectiva de aumento de investimento social, melhor estrutura\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, principalmente com foco nos jovens, mulheres, pessoas negras, com defici\u00eancia, ind\u00edgenas, enfim, voltadas a grupos vulner\u00e1veis. \u00c9 importante que seja promovido esse resgate&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p class=\"texto\">O dirigente da OIT no Brasil observa que os efeitos da pandemia ainda persistem entre consider\u00e1vel parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 ocupada e n\u00e3o estuda. O alto \u00edndice de evas\u00e3o escolar e a precariedade do ensino remoto s\u00e3o fatores que, segundo ele, agravaram ainda mais esse quadro. &#8220;A qualidade do ensino diminuiu, o que implica em uma pior processo de prepara\u00e7\u00e3o para entrada tanto na vida quanto no trabalho. Em muitos casos, as pontes entre a escola e o mercado de trabalho foram dinamitadas&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Esse per\u00edodo marcado pelo confinamento e ensino a dist\u00e2ncia, em sua avalia\u00e7\u00e3o, afetou gera\u00e7\u00f5es que est\u00e3o concluindo o ensino t\u00e9cnico profissionalizante, o terceiro grau e em busca de est\u00e1gio ou primeiro emprego. &#8220;Justamente por causa da pandemia as empresas fecharam as portas, reduzindo draticamente a oferta de programas de aprendizagem ou est\u00e1gio. Nesse momento, perde-se uma ponte entre a escola e o mercado, que ser\u00e1 muito dif\u00edcil reconstruir. Se o jovem n\u00e3o se emprega depois de dois anos ap\u00f3s concluir a universidade ou o ensino t\u00e9cnico fundamental, a probabilidade que ele se empregue depois \u00e9 menor. E isso est\u00e1 ainda acontecendo&#8221;, avalia.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com a pesquisa do IBGE, um quarto (25,8%) dos jovens brasileiros de 15 a 29 anos n\u00e3o estudava nem estava ocupado em 2021. Ao todo, eram 12,7 milh\u00f5es de pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o. O estudo mostra que a parcela de jovens nesta situa\u00e7\u00e3o foi menor que em 2020 \u2014 ano de maior impacto da pandemia no mercado de trabalho, quando chegou a 28% \u2014, mas ainda ficou acima dos 24,1% de 2019, antes de qualquer efeito da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"texto\">Pinheiro assinala, ainda, que o \u00edndice crescente de oferta de empregos de baixa qualidade \u00e9 outro fator preocupante gerado pela pandemia. &#8220;H\u00e1 um expressivo n\u00famero de pessoas que completaram o ensino universit\u00e1rio e n\u00e3o encontram vagas no mercado de trabalho, levando essas pessoas a trabalhar em profiss\u00f5es para as quais n\u00e3o s\u00e3o qualificadas&#8221;, afirma. &#8220;O medo do desemprego e da<\/p>\n<p class=\"texto\">instabilidade na economia, elas acabam aceitando tarefas mais prec\u00e1rias. sal\u00e1rios menores e menos benef\u00edcios e, em muitos casos, trabalhos informais&#8221;, completa, apontando como a diferen\u00e7a gritante entre homens e mulheres nesse contexto como outro fator importante a ser equacionado.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Olhando para o futuro, pode haver perspectivas positivas, mas hoje o grande problema \u00e9 o descolamento entre base educacional e o mercado de trabalho. O mercado quer um tipo de perfil e as escolas e universidades entregam outro. \u00c9 importante pensar politicas que construam pontes entre a demanda e a oferta de profissionais que saem da escola, em especial no ensino t\u00e9cnico fundamental, nesse caso os que oferecem possibilidades muito maiores&#8221;, diz Pinheiro.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ele pondera que o mercado de trabalho vem mudando de forma muito r\u00e1pida e as institui\u00e7\u00f5es de ensino n\u00e3o est\u00e3o acompanham essa evolu\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 preciso mais gente com perfil na economia digital, na economia verde, que v\u00e3o trabalhar na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, e na economia criativa, voltada ao jovem, a chamada economia laranja, como artes visuais e arquitetura, assim como a economia do cuidado, com perspectivas de melhorar condi\u00e7\u00f5es de trabalho, que demanda muito emprego juvenil&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"texto\">Questionada sobre a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda para jovens que n\u00e3o trabalham e nem estudam, a assessoria do Minist\u00e9rio do Trabalho informou que \u201cpor enquanto, n\u00e3o h\u00e1 o que adiantar em virtude da \u00e1rea estar se estruturando em termos de espa\u00e7o f\u00edsico e equipe\u201d.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: J\u00e1der Rezende \/ Eu Estudante do Correio Braziliense &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 13\/02\/2023<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ociosidade, fator preponderante que leva cada vez mais jovens a se tornarem desqualificados para o mercado, chama a aten\u00e7\u00e3o de especialistas. 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