{"id":78329,"date":"2023-03-07T04:25:36","date_gmt":"2023-03-07T07:25:36","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=78329"},"modified":"2023-03-07T04:09:59","modified_gmt":"2023-03-07T07:09:59","slug":"a-importancia-da-amazonia-na-producao-de-energia-limpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/03\/07\/a-importancia-da-amazonia-na-producao-de-energia-limpa\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia na produ\u00e7\u00e3o de energia limpa"},"content":{"rendered":"<header class=\"sc-liaBrn ijrKQk\">\n<p class=\"sc-gicCDI sc-bZkfAO czqpjL hngCMv sc-afnQL btTUfE teaser-text\">Respons\u00e1vel por at\u00e9 70% da \u00e1gua que chega em polo vital de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica do pa\u00eds, Floresta Amaz\u00f4nica abriga solu\u00e7\u00f5es para instabilidades e falhas no abastecimento.<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"sc-gicCDI sc-bZkfAO czqpjL hngCMv sc-iLIByi kkWXvA rich-text has-italic\">\n<p>Depois de agonizar com&nbsp;a maior seca&nbsp;dos \u00faltimos 78 anos, a bacia do Paran\u00e1-Prata volta a ter mais \u00e1gua.&nbsp;No espa\u00e7o de um ano, a situa\u00e7\u00e3o foi de um extremo ao outro: o rio Paran\u00e1, que esteve dez metros abaixo do normal em janeiro de 2022, encheu tanto em fevereiro de 2023 que obrigou a hidrel\u00e9trica de Itaipu a abrir as comportas.<\/p>\n<p>&#8220;Agora est\u00e1 chovendo um pouco mais, o reservat\u00f3rio est\u00e1 enchendo. Mas a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe da normalidade, as&nbsp;chuvas est\u00e3o mais irregulares,&nbsp;as esta\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o mais uniformes&#8221;, analisa Jos\u00e9 Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).<\/p>\n<p>Marengo \u00e9 um dos cientistas que assina um&nbsp;estudo feito em parceria com a Comiss\u00e3o Europeia sobre a longa seca na bacia do Paran\u00e1-Prata, a segunda maior da Am\u00e9rica do Sul, que banha&nbsp;Brasil, Argentina e Paraguai. A falta de chuva ao longo de dois anos seguidos deixou impactos dr\u00e1sticos na regi\u00e3o,&nbsp;afetou a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola&nbsp;e levou hidrel\u00e9tricas a operarem em n\u00edveis cr\u00edticos.<\/p>\n<p>Est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil prever uma normalidade no sistema h\u00eddrico brasileiro. No caso do Paran\u00e1-Prata, por outro lado, h\u00e1 uma componente importante para o equil\u00edbrio: a Floresta Amaz\u00f4nica. \u00c9 dela que vem cerca de 70% da \u00e1gua que cai na bacia, apontou um estudo publicado em 2010.<\/p>\n<p>Esse transporte de umidade feito nas alturas, por meio dos chamados rios voadores, tem participa\u00e7\u00e3o fundamental das&nbsp;\u00e1rvores amaz\u00f4nicas.&nbsp;Elas reciclam a umidade que recebem do Atl\u00e2ntico e &#8220;disparam&#8221; para a atmosfera toda essa carga, que viaja milhares de quil\u00f4metros at\u00e9 cair&nbsp;em forma de chuva em outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;A Amaz\u00f4nia supre bacias no Centro-Sul e no Nordeste. A do Paran\u00e1 principalmente, que tem um monte de hidrel\u00e9tricas, uma depois da outra. Se n\u00e3o tiver essa quantidade de \u00e1gua transportada pelos rios voadores, n\u00e3o vai encher reservat\u00f3rios e n\u00e3o vai produzir energia&#8221;, analisa Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa).<\/p>\n<h4><strong>Energia limpa e depend\u00eancia da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h4>\n<p>Embora a rela\u00e7\u00e3o nem sempre apare\u00e7a de forma direta, a Amaz\u00f4nia tem peso consider\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica, considerada uma fonte limpa pela Ag\u00eancia Internacional de Energia. No Brasil, a for\u00e7a hidr\u00e1ulica gera 53% da eletricidade, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE)&nbsp;de 2021.<\/p>\n<div class=\"render-container embed dw-widget\">\n<div class=\"sc-fjOrxA hjKlNR dw-widget\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-78330 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/459b203a-3cd4-4fc0-8e06-8d453e3ac818.jpg?resize=591%2C1074&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"591\" height=\"1074\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/459b203a-3cd4-4fc0-8e06-8d453e3ac818.jpg?w=591&amp;ssl=1 591w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/459b203a-3cd4-4fc0-8e06-8d453e3ac818.jpg?resize=165%2C300&amp;ssl=1 165w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/459b203a-3cd4-4fc0-8e06-8d453e3ac818.jpg?resize=563%2C1024&amp;ssl=1 563w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/459b203a-3cd4-4fc0-8e06-8d453e3ac818.jpg?resize=231%2C420&amp;ssl=1 231w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/459b203a-3cd4-4fc0-8e06-8d453e3ac818.jpg?resize=462%2C840&amp;ssl=1 462w\" sizes=\"auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p>Naquele ano, a escassez h\u00eddrica agravou a gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica e fez com que o pa\u00eds aumentasse a depend\u00eancia de&nbsp;usinas t\u00e9rmicas,&nbsp;mais caras e poluentes. A conta de luz encareceu&nbsp;e o pa\u00eds bateu o&nbsp;recorde de gera\u00e7\u00e3o em centrais termel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>&#8220;A umidade transportada para fora da Amaz\u00f4nia \u00e9 extremamente importante para essa matriz hidrel\u00e9trica. Sem a floresta, haveria menos \u00e1gua, o clima seria mais quente. Ela \u00e9 fundamental para a seguran\u00e7a h\u00eddrica, principalmente com o clima sofrendo varia\u00e7\u00f5es&#8221;, explica Marengo.<\/p>\n<p>Com base em estudos j\u00e1 publicados, Fearnside calcula que 10 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua em forma de vapor entrem na Amaz\u00f4nia a cada ano com os ventos vindos do Atl\u00e2ntico. Desse total, cerca de 6,6 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos anuais s\u00e3o descarregados na foz do rio Amazonas. A diferen\u00e7a, em torno de 3,4 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos, \u00e9 &#8220;exportada&#8221; para outras regi\u00f5es.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-evrZIY iOdYFo sc-fIavCj kUdzMx lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Dois barcos no delta do rio Paran\u00e1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/60499190_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Dois barcos no delta do rio Paran\u00e1\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Delta do rio Paran\u00e1 na ArgentinaFoto: Cristian Iorio\/DW<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Para efeito&nbsp;de compara\u00e7\u00e3o, esses&nbsp;3,4 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos s\u00e3o&nbsp;aproximadamente o volume que passa pelo famoso encontro dos rios Solim\u00f5es e Negro, em Manaus.<\/p>\n<p>&#8220;Metade desse volume &#8216;faz a curva&#8217; com os rios voadores em dire\u00e7\u00e3o ao Sudeste brasileiro. Por isso, preservar a floresta \u00e9 fundamental se o pa\u00eds quer continuar produzindo energia hidrel\u00e9trica. Grande parte desta chuva cai em cabeceiras de rios importantes, como o Paran\u00e1 e o S\u00e3o Francisco, cheios de hidrel\u00e9tricas&#8221;, detalha Fearnside em entrevista para a DW.<\/p>\n<h4><strong>Rela\u00e7\u00e3o entre desmatamento e crise h\u00eddrica<\/strong><\/h4>\n<p>Parte da seca extrema registrada de 2020 a 2022 na regi\u00e3o da bacia do Paran\u00e1-Prata pode ser explicada pelo fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, que se caracteriza por um resfriamento anormal das \u00e1guas superficiais do Pac\u00edfico, afirma o relat\u00f3rio assinado por Marengo em parceria com pesquisadores europeus.<\/p>\n<p>Um outro estudo, focado na rela\u00e7\u00e3o entre o&nbsp;desmatamento da Amaz\u00f4nia&nbsp;e a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Brasil, apontou conclus\u00f5es preocupantes. Segundo a pesquisa conduzida por Fernanda Leonardis, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP),&nbsp;a devasta\u00e7\u00e3o da floresta j\u00e1 afeta a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica na regi\u00e3o central do Brasil, que abriga parte da bacia.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados considerados no estudo d\u00e3o ind\u00edcios de que uma poss\u00edvel crise no fornecimento de energia no pa\u00eds j\u00e1 se anunciava, a partir da an\u00e1lise de s\u00e9ries hist\u00f3ricas e a identifica\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es hidrol\u00f3gicos das regi\u00f5es que recebem influ\u00eancia direta da umidade trazida da floresta Amaz\u00f4nica e que abrigam importantes usinas hidrel\u00e9tricas&#8221;, afirma a disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Leonardis.<\/p>\n<p>O investimento em outras fontes renov\u00e1veis tamb\u00e9m seria estrat\u00e9gico, argumenta Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor El\u00e9trico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>&#8220;Neste momento de 2023, em que h\u00e1 mais chuvas que nos anos anteriores, a situa\u00e7\u00e3o nas hidrel\u00e9tricas parece confort\u00e1vel. Faz anos que isso n\u00e3o acontece. Mas a previsibilidade para os anos seguintes \u00e9 zero. Por isso, \u00e9 preciso continuar aumentando a capacidade de outras fontes, como a e\u00f3lica, a solar e o&nbsp;hidrog\u00eanio verde&#8221;, comenta Castro.<\/p>\n<p>Em 2021, depois das hidrel\u00e9tricas, o g\u00e1s natural, derivado de combust\u00edvel f\u00f3ssil, foi a segunda fonte mais usada na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, com 13% de participa\u00e7\u00e3o. A e\u00f3lica foi a terceira (10,6%) e a solar ficou em pen\u00faltimo lugar (2,5%), \u00e0 frente apenas da nuclear (2,2%).<\/p>\n<div class=\"render-container embed dw-widget\">\n<div class=\"sc-fjOrxA hjKlNR dw-widget\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-78331 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/94dc025f-8d8c-42bf-9230-61bf6f7991ef.jpg?resize=591%2C1054&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"591\" height=\"1054\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/94dc025f-8d8c-42bf-9230-61bf6f7991ef.jpg?w=591&amp;ssl=1 591w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/94dc025f-8d8c-42bf-9230-61bf6f7991ef.jpg?resize=168%2C300&amp;ssl=1 168w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/94dc025f-8d8c-42bf-9230-61bf6f7991ef.jpg?resize=574%2C1024&amp;ssl=1 574w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/94dc025f-8d8c-42bf-9230-61bf6f7991ef.jpg?resize=236%2C420&amp;ssl=1 236w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/94dc025f-8d8c-42bf-9230-61bf6f7991ef.jpg?resize=471%2C840&amp;ssl=1 471w\" sizes=\"auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/div>\n<\/div>\n<h4><strong>Solu\u00e7\u00f5es made in Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h4>\n<p>Vista como fornecedora de recursos,&nbsp;a Amaz\u00f4nia Legal tem car\u00eancias graves quando se fala em atendimento energ\u00e9tico. A regi\u00e3o, que engloba 772 cidades em nove estados (Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Roraima e Tocantins), gera 27% da eletricidade nacional produzida em hidrel\u00e9tricas, mas vive \u00e0 base de combust\u00edvel f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o sistemas de gera\u00e7\u00e3o fundamentalmente isolados, mantidos com geradores a \u00f3leo diesel. H\u00e1 comunidades que n\u00e3o t\u00eam atendimento nenhum, sem eletrifica\u00e7\u00e3o&#8221;, critica Rubem Souza, diretor do Centro de Desenvolvimento Energ\u00e9tico Amaz\u00f4nico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).<\/p>\n<p>Para Souza, a quest\u00e3o energ\u00e9tica precisa ser vista tamb\u00e9m como um investimento para o desenvolvimento sustent\u00e1vel local. &#8220;Se os estados pensassem dessa forma, n\u00e3o estariam usando diesel. A&nbsp;energia solar&nbsp;tamb\u00e9m n\u00e3o seria a melhor op\u00e7\u00e3o para a Amaz\u00f4nia. Os pain\u00e9is s\u00e3o feitos de min\u00e9rio, movimentam a ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o e s\u00e3o fabricados sobretudo na China, que \u00e9 movida a carv\u00e3o. E, como sabemos, o impacto das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa \u00e9 global, ou seja, emite na China, mas afeta a gente&#8221;, justifica.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"sc-evrZIY iOdYFo sc-fIavCj kUdzMx lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Leute sch\u00e4len Maniok im Wald \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/62414511_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Leute sch\u00e4len Maniok im Wald \" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mandioca seria fonte limpa para a produ\u00e7\u00e3o de biomassa, diz especialistaFoto: La\u00eds Modelli\/DW<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>O desmatamento n\u00e3o seria bom neg\u00f3cio para a gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, principalmente na pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia. &#8220;N\u00e3o precisa desmatar, pode-se usar as \u00e1reas antropizadas para culturas energ\u00e9ticas, para produ\u00e7\u00e3o de biomassa, que s\u00e3o livres do &#8216;efeito d\u00f3lar&#8217;, de conflito, e emprega m\u00e3o de obra local&#8221;, cita como exemplo o pesquisador.<\/p>\n<p>Na lista de alternativas com potencial est\u00e3o a gaseifica\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed, uso de casca de cupua\u00e7u, da castanha do Brasil e do caro\u00e7o de tucum\u00e3. Uma das solu\u00e7\u00f5es limpas apontadas como mais promissora \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool \u00e0 base de mandioca.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma&nbsp;cultura nativa&nbsp;da Amaz\u00f4nia. Toda essa oferta de biomassa regional poderia ser usada ainda na gera\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio verde&#8221;, sugere Souza. &#8220;Mas, para tudo isso evoluir, precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas. S\u00f3 assim o pa\u00eds entra em definitivo para a era da energia limpa com a Amaz\u00f4nia de p\u00e9&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: <span class=\"sc-gicCDI czqpjL\">N\u00e1dia Pontes \/ Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 07\/03\/2023<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por at\u00e9 70% da \u00e1gua que chega em polo vital de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica do pa\u00eds, Floresta Amaz\u00f4nica abriga solu\u00e7\u00f5es para instabilidades e falhas no abastecimento. 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