{"id":7903,"date":"2016-12-10T06:36:18","date_gmt":"2016-12-10T09:36:18","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=7903"},"modified":"2016-12-10T06:36:18","modified_gmt":"2016-12-10T09:36:18","slug":"delator-da-odebrecht-cita-temer-renan-maia-e-mais-de-20-politicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/12\/10\/delator-da-odebrecht-cita-temer-renan-maia-e-mais-de-20-politicos\/","title":{"rendered":"Delator da Odebrecht cita Temer, Renan, Maia e mais de 20 pol\u00edticos"},"content":{"rendered":"<p>Um ex-executivo da empreiteira Odebrecht afirmou em acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada que entregou em 2014 dinheiro no escrit\u00f3rio de advocacia de Jos\u00e9 Yunes, amigo e assessor do presidente Michel Temer.<\/p>\n<p>O site de not\u00edcias BuzzFeed divulgou o material nesta sexta-feira (9). A\u00a0Folha\u00a0confirmou seu conte\u00fado e teve acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os recursos, segundo a empreiteira, faziam parte de um valor total de R$ 10 milh\u00f5es prometidos ao PMDB na campanha eleitoral naquele ano de maneira n\u00e3o contabilizada.<\/p>\n<p>informa\u00e7\u00e3o foi dada por Cl\u00e1udio Melo Filho, ex-vice-presidente de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da empreiteira, na negocia\u00e7\u00e3o de acordo com a Lava Jato.<\/p>\n<p>Segundo ele, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apelidado de &#8220;primo&#8221; pela empresa, foi quem orientou a distribui\u00e7\u00e3o de pelo menos R$ 4 milh\u00f5es dos R$ 10 milh\u00f5es acertados em um jantar no Pal\u00e1cio do Jaburu, em maio de 2014, que contou com a presen\u00e7a de Temer e de Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo e preso em Curitiba.<\/p>\n<p>Foi Eliseu Padilha, inclusive, segundo os termos da dela\u00e7\u00e3o, que pediu para que parte dos recursos fosse entregue no escrit\u00f3rio de Yunes, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos endere\u00e7os de entrega foi o escrit\u00f3rio de advocacia do sr. Jos\u00e9 Yunes, hoje assessor especial da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica&#8221;, diz trecho do documento.<\/p>\n<p>Melo n\u00e3o apontou quem teria recebido o dinheiro entregue no escrit\u00f3rio de Yunes em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Segundo ele, R$ 6 milh\u00f5es dos R$ 10 milh\u00f5es foram para a campanha de Paulo Skaf ao governo de S\u00e3o Paulo, em 2014.<\/p>\n<p>Nas palavras do delator, Temer solicitou, &#8220;direta e pessoalmente para Marcelo&#8221;, recursos para as campanha do PMDB em 2014. Segundo ele, o peemedebista se utilizava de &#8220;seus prepostos para atingir interesses pessoais&#8221;.<\/p>\n<p>O ministro da Casa Civil \u00e9 classificado de &#8220;arrecadador&#8221; pelo delator.<\/p>\n<p>Melo Filho n\u00e3o detalha quem entregou o dinheiro em cada lugar especificado por Padilha. A expectativa \u00e9 que outros executivos da Odebrecht, sobretudo os ligados \u00e0 chamada \u00c1rea de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas (que concentrava a verba de caixa dois e de propina a ser distribu\u00edda aos pol\u00edticos), detalhem tais informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Moreira Franco, secret\u00e1rio de Parceria e Investimentos do governo Temer, tamb\u00e9m \u00e9 chamado de arrecadador, mas &#8220;em menor escala&#8221;. Melo diz ter conhecido Temer em 2005, por meio do ex-ministro Geddel Vieira Lima.<\/p>\n<p>POL\u00cdTICOS<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Eliseu Padilha e Jos\u00e9 Yunes, ao menos 20 pol\u00edticos s\u00e3o citados, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), apelidado de &#8220;justi\u00e7a&#8221; pela empreiteira, Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR), o &#8220;caju&#8221;, Eun\u00edcio Oliveira (PMDB-CE), o &#8220;\u00edndio&#8221;, Moreira Franco, chamado de &#8220;angor\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com Melo, o presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apelidado pela empresa de &#8220;Botafogo&#8221;, recebeu R$ 100 mil.<\/p>\n<p>Segundo o delator, Juc\u00e1 centralizou a distribui\u00e7\u00e3o de pelo menos R$ 23 milh\u00f5es dentro do PMDB.<\/p>\n<p>O senador \u00e9 apontado como o &#8220;homem de frente&#8221; para negociar medidas no Congresso de interesse da Odebrecht.<\/p>\n<p>Sobre o papel de Renan, o delator afirmou: &#8220;Acredito que em todos os casos que envolveram as atua\u00e7\u00f5es de Romero Juc\u00e1 em defesa de pleitos da empresa, o senador Renan Calheiros tamb\u00e9m atuava no mesmo sentido&#8221;.<\/p>\n<p>Melo Filho disse \u00e0s autoridades da Lava Jato que o jantar ocorreu no Jaburu como forma de &#8220;op\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica&#8221; para dar &#8220;mais peso&#8221; ao pedido feito por Temer e seus aliados.<\/p>\n<p>Padilha, diz o ex-executivo, atua como &#8220;verdadeiro preposto de Michel Temer&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;E deixa claro que muitas vezes fala em seu nome&#8221;.<\/p>\n<p>Temer, no entanto, segundo o delator, atua de forma &#8220;mais indireta&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sendo seu papel, em regra, pedir contribui\u00e7\u00f5es financeiras para o partido, embora isso tenha ocorrido de maneira relevante no ano de 2014.&#8221;<\/p>\n<p>Para corroborar suas afirma\u00e7\u00f5es de que era pr\u00f3ximo da c\u00fapula do PMDB, ele entregou \u00e0s autoridades, por exemplo, comprova\u00e7\u00e3o de que visitou Temer, quando era vice-presidente, no dia 27 de junho de 2011, na companhia de Marcelo Odebrecht.<\/p>\n<p>Outra informa\u00e7\u00e3o dada pelo delator refere-se a um recado de Marcelo Odebrecht que ele diz ter dado a Temer: Gra\u00e7a Foster, ent\u00e3o presidente da Petrobras, o questionou sobre pagamentos em nome da empresa a nomes do PMDB na campanha de 2010.<\/p>\n<p>A Odebrecht assinou no dia 1\u00ba de dezembro o acordo de leni\u00eancia com os procuradores da Lava Jato. No dia seguinte, foi conclu\u00eddo o processo de assinatura de acordos de dela\u00e7\u00e3o premiada de 77 executivos do grupo.<\/p>\n<p>Os dados integram os anexos da pr\u00e9-dela\u00e7\u00e3o e precisam ser ratificados em depoimentos. Para que as dela\u00e7\u00f5es sejam homologadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, os executivos precisam prestar depoimentos detalhando o que apresentaram de forma resumida na negocia\u00e7\u00e3o, nos chamados anexos. Tamb\u00e9m ter\u00e3o que apresentar provas.<\/p>\n<p>Entre os citados na dela\u00e7\u00e3o do ex-executivo da empreiteira, apenas L\u00facio Vieira Lima (PMDB-BA) tem doa\u00e7\u00e3o direta da Odebrecht ou Braskem registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2010 ou 2014.<\/p>\n<p>Lima recebeu contribui\u00e7\u00e3o oficial de R$ 30 mil da Braskem em 2014, segundo os dados divulgados pelo tribunal em seu site.<\/p>\n<p>OUTRO LADO<\/p>\n<p>A assessoria de imprensa do Pal\u00e1cio do Planalto disse que a contribui\u00e7\u00e3o de campanha acertada com o empres\u00e1rio Marcelo Odebrecht, no valor de R$ 10 milh\u00f5es, foi feita por meio de transfer\u00eancia banc\u00e1ria e registrada na Justi\u00e7a Eleitoral, referente \u00e0 campanha eleitoral de 2014, e que n\u00e3o houve recebimento destes recursos em dinheiro.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao assessor Jos\u00e9 Yunes, a assessoria disse que ele nega ter recebido da Odebrecht qualquer quantia em dinheiro na campanha de 2014 e que n\u00e3o se reuniu com Cl\u00e1udio Melo Filho em seu escrit\u00f3rio, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio diz ainda que o presidente n\u00e3o se lembra da presen\u00e7a de Cl\u00e1udio na reuni\u00e3o no Pal\u00e1cio do Jaburu, com o empres\u00e1rio Marcelo Odebrecht, quando foi acertada a doa\u00e7\u00e3o de campanha da empreiteira para o PMDB.<\/p>\n<p>O presidente tamb\u00e9m afirmou repudiar &#8220;com veem\u00eancia as falsas acusa\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;As doa\u00e7\u00f5es feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transfer\u00eancia banc\u00e1ria e declaradas ao TSE. N\u00e3o houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente.&#8221;<\/p>\n<p>O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que n\u00e3o foi candidato em 2014 &#8220;Nunca tratei de arrecada\u00e7\u00e3o para deputados ou para quem quer que seja. A acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mentira! Tenho certeza que no final isto restar\u00e1 comprovado.&#8221; O ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou que as doa\u00e7\u00f5es da Odebrecht em suas campanhas est\u00e3o declaradas \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 mentira. Reitero que jamais falei de pol\u00edtica ou de recursos para o PMDB com o senhor Claudio Melo Filho&#8221;, disse o secret\u00e1rio-executivo do PPI, Moreira Franco.<\/p>\n<p>A assessoria do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o senador jamais credenciou, autorizou ou consentiu que terceiros falassem em seu nome&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Reitera ainda que a chance de se encontrar irregularidades em suas contas pessoais ou eleitorais \u00e9 zero.&#8221;<\/p>\n<p>Em nota, a assessoria do presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que todas as doa\u00e7\u00f5es eleitorais recebidas foram legais e devidamente declaradas ao TSE.<\/p>\n<p>&#8220;O deputado nega com veem\u00eancia a acusa\u00e7\u00e3o de ter participado de qualquer tipo de negocia\u00e7\u00e3o com a Odebrecht para aprova\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria ou de outra proposta legislativa. Ele afirma que as declara\u00e7\u00f5es veiculadas pela imprensa s\u00e3o absurdas e que nunca recebeu nenhuma vantagem indevida para votar qualquer mat\u00e9ria.&#8221;<\/p>\n<p>O senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR) disse desconhecer a dela\u00e7\u00e3o e nega ter recebido recursos para o PMDB.<\/p>\n<p>Juc\u00e1 tamb\u00e9m diz que todos os recursos da empresa ao partido foram legais e que ele, na condi\u00e7\u00e3o de l\u00edder do governo, sempre tratou com v\u00e1rias empresas, mas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 articula\u00e7\u00e3o de projetos que tramitavam na Casa.<\/p>\n<p>Em nota, o senador Eun\u00edcio Oliveira (PMDB-CE) disse que &#8220;nunca autorizou o uso de seu nome por terceiros e jamais recebeu recursos para a aprova\u00e7\u00e3o de projetos ou apresenta\u00e7\u00e3o de emendas legislativas&#8221;. &#8220;A contribui\u00e7\u00e3o da Odebrecht, como as demais, fora recebidas e contabilizadas de acordo com a lei. E as contas aprovadas.&#8221;<\/p>\n<p>O senador Jos\u00e9 Agripino Maia (DEM-RN) disse que n\u00e3o foi candidato em 2014 e que repele os fatos citados. O advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, Pedro Ivo Velloso, disse que refuta &#8220;veementemente&#8221; qualquer suspeita relacionada ao tema. O deputado Her\u00e1clito Fortes confirmou ter recebido doa\u00e7\u00f5es da Odebrecht em campanhas eleitorais, mas que todo o valor foi pago legalmente e registrado na Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Leandro Colon diretor da sucursal de Bras\u00edlia\/ Folha de S\u00e3o Paulo \u2013 dispon\u00edvel na web 10\/12\/2016<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>10 milh\u00f5es: Delator da Odebrecht cita Temer e ministros do PMDB<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O ex-diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Odebrecht Cl\u00e1udio Melo Filho afirmou, em anexo entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que o presidente Michel Temer pediu \u201capoio financeiro\u201d para as campanhas do PMDB em 2014 a Marcelo Odebrecht, que se comprometeu com um pagamento de\u00a0R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>No documento de 82 p\u00e1ginas, que o Estado teve acesso, o delator cita ainda o papel do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e do secret\u00e1rio executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, al\u00e9m dos presidentes da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de outros parlamentares.<\/p>\n<p>O anexo foi entregue durante as tratativas para o acordo de dela\u00e7\u00e3o, no qual o executivo se compromete a contar o que sabe sobre o esquema de corrup\u00e7\u00e3o. Melo Filho precisar\u00e1 confirmar tudo que narra no anexo, em depoimento formal.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s todos os depoimentos, o material ser\u00e1 encaminhado para que seja ou n\u00e3o homologado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Caso seja homologado, as dela\u00e7\u00f5es v\u00e3o basear poss\u00edveis procedimentos de investiga\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p><strong>Jantar.<\/strong>\u00a0O ex-executivo detalha um jantar com Temer no Pal\u00e1cio do Jaburu, no qual estiveram presentes Temer, Marcelo Odebrecht e Padilha. Segundo o delator, Temer solicitou \u201cdireta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as campanhas do PMDB no ano de 2014\u201d.<\/p>\n<p>Uma das entregas foi feita no endere\u00e7o do escrit\u00f3rio de advocacia de Jos\u00e9 Yunes, amigo de Temer e atual assessor da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, segundo ele, o que sugere o pagamento em dinheiro em esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cNo jantar, acredito que considerando a import\u00e2ncia do PMDB e a condi\u00e7\u00e3o de possuir o Vice-Presidente da Rep\u00fablica como Presidente do referido partido pol\u00edtico, Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10.000.000,00. Claramente, o local escolhido para a reuni\u00e3o foi uma op\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica voltada a dar mais peso ao pedido de repasse financeiro que foi feito naquela ocasi\u00e3o\u201d, disse Melo Filho em seu depoimento. Ele cita que h\u00e1 troca de e-mails nos quais Marcelo Odebrecht se refere ao pagamento definido no jantar com refer\u00eancia a Temer como \u201cMT\u201d.<\/p>\n<p>Do valor negociado no jantar,\u00a0R$ 4 milh\u00f5es\u00a0foram realizados \u201cvia Eliseu Padilha\u201d, a quem Melo Filho chama de \u201cpreposto de Temer\u201d. Parte do pagamento, segundo Padilha informou ao delator, foi destinada ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). \u201cCompreendi que os outros R$ 6.000.000,00, por decis\u00e3o de Marcelo Odebrecht, seriam alocados para o Sr. Paulo Skaf\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O depoimento traz descri\u00e7\u00e3o detalhada e o ex-executivo complementa as informa\u00e7\u00f5es com data do jantar e placa dos carros da empresa que entraram no Jaburu, al\u00e9m de mencionar hor\u00e1rio de chamada telef\u00f4nica a Padilha no mesmo dia.<\/p>\n<p>No depoimento, Melo Filho detalhou que tinha um relacionamento \u201cmuito pr\u00f3ximo com o n\u00facleo pol\u00edtico\u201d de Temer. Segundo ele, Padilha e Moreira Franco eram respons\u00e1veis por transmitir os pedidos da Odebrecht ao atual presidente. \u201cTratei poucas vezes diretamente com Michel Temer\u201d, disse o executivo. Segundo ele, foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima quem o apresentou ao atual presidente da Rep\u00fablica, em 2005.<\/p>\n<p>Em 2011, Marcelo Odebrecht pediu que o executivo informasse a Temer que a ent\u00e3o presidente da Petrobr\u00e1s, Gra\u00e7a Foster, perguntou expressamente quais pessoas do PMDB o presidente do grupo ajudou financeiramente na campanha de 2010.<\/p>\n<p>Marcelo disse que n\u00e3o respondeu \u00e0 presidente da estatal, porque \u201cn\u00e3o dizia respeito a ela a rela\u00e7\u00e3o dele com o PMDB\u201d, e pediu pressa na transmiss\u00e3o do recado ao vice-presidente. O recado foi passado a Moreira Franco, que pouco tempo depois marcou um jantar no Jaburu, no qual Melo Filho contou a hist\u00f3ria a Temer. \u201cPara fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de m\u00e3o dupla, pois o atual Presidente da Rep\u00fablica tamb\u00e9m utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha\u201d, escreveu o delator.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m contou que Temer \u201cesteve dispon\u00edvel\u201d para ouvir tema de interesse da Odebrecht em uma viagem institucional do vice a Portugal. \u201cEsse exemplo deixa claro a esp\u00e9cie de contrapartida institucional esperada entre p\u00fablico e privado\u201d, relatou Melo Filho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do repasse de\u00a0R$ 4 milh\u00f5es\u00a0\u201cvia Padilha\u201d, o delator informou que tratou com o atual ministro sobre o Aeroporto de Goi\u00e2nia, sobre energia para a petroqu\u00edmica, sobre pol\u00edtica na Bahia e as pretens\u00f5es de Geddel, e tamb\u00e9m sobre o seu escrit\u00f3rio de advocacia em Porto Alegre. O codinome de Padilha era \u201cPrimo\u201d.<\/p>\n<p>Moreira, com quem o executivo diz conhecer h\u00e1 muitos anos em raz\u00e3o de um \u201cparentesco distante\u201d, tinha o apelido de \u201cAngor\u00e1\u201d. O ex-executivo diz ter tratado com Moreira de demanda da Odebrecht para manter o modelo de concess\u00f5es de aeroportos. \/<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/noticias\/geral,delator-da-odebrecht-cita-temer-e-ministros-do-pmdb,10000093687\"><strong>Not\u00edcias relacionadas<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/blogs\/fausto-macedo\/a-sociedade-precisa-saber-se-os-recursos-sao-legitimos-ou-fruto-de-propina-diz-oab-sobre-denuncias-de-dinheiro-para-temer\/\" target=\"_blank\" data-metric-event=\"Not\u00edcia Relacionada|Click N1|Fausto Macedo\">Sociedade precisa saber origem dos recursos, diz OAB<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/blogs\/fausto-macedo\/leia-delacao-de-claudio-melo-filho\/\" target=\"_blank\" data-metric-event=\"Not\u00edcia Relacionada|Click N2|Fausto Macedo\">\u00cdNTEGRA Leia a dela\u00e7\u00e3o do ex-executivo da empreiteira<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/noticias\/geral,juca-recebeu-pagamentos-de-r-22-mi-diz-ex-executivo,10000093688\" target=\"_blank\" data-metric-event=\"Not\u00edcia Relacionada|Click N3|10000093688\">Juc\u00e1 recebeu pagamentos de R$ 22 mi, diz ex-executivo<\/a><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Andreza Matais e Beatriz Bulla,do jornal O Estado de S. Paulo \u2013 dispon\u00edvel na web 10\/12\/2016\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ex-executivo da empreiteira Odebrecht afirmou em acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada que entregou em 2014 dinheiro no escrit\u00f3rio de advocacia de Jos\u00e9 Yunes, amigo e assessor do presidente Michel Temer. O site de not\u00edcias BuzzFeed divulgou o material nesta sexta-feira (9). A\u00a0Folha\u00a0confirmou seu conte\u00fado e teve acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. 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