{"id":79893,"date":"2023-05-10T04:15:11","date_gmt":"2023-05-10T07:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=79893"},"modified":"2023-05-10T05:20:56","modified_gmt":"2023-05-10T08:20:56","slug":"amazonia-em-pe-vale-sete-vezes-mais-do-que-lucro-de-exploracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/05\/10\/amazonia-em-pe-vale-sete-vezes-mais-do-que-lucro-de-exploracao\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia em p\u00e9 vale sete vezes mais do que lucro de explora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #008000;\"><em><strong>Amaz\u00f4nia em p\u00e9 vale sete vezes mais do que lucro de explora\u00e7\u00e3o, diz Banco Mundial<\/strong><\/em><\/span><\/h4>\n<h6><em>Preserva\u00e7\u00e3o da floresta \u00e9 estimada em, ao menos, R$ 1,5 trilh\u00e3o (US$ 317 bilh\u00f5es ) por ano, segundo relat\u00f3rio; valor da explora\u00e7\u00e3o chega a at\u00e9 US$ 98 bilh\u00f5es por ano.<\/em><\/h6>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">O valor de manter a&nbsp;Floresta Amaz\u00f4nica&nbsp;em p\u00e9 \u00e9 cerca de sete vezes superior ao lucro que pode ser obtido atrav\u00e9s de diferentes atividades de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da regi\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o consta de relat\u00f3rio divulgado nesta ter\u00e7a-feira, 9, pelo&nbsp;Banco Mundial, sobre o desenvolvimento na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal. A estimativa considera que a preserva\u00e7\u00e3o da floresta vale, ao menos, US$ 317 bilh\u00f5es por ano \u2013 o equivalente a R$ 1,5 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cEm termos econ\u00f4micos, o desmatamento \u00e9 uma enorme destrui\u00e7\u00e3o de riqueza, amea\u00e7a o clima global, amea\u00e7a a extraordin\u00e1ria biodiversidade e formas de vida e comunidades tradicionais\u201d, afirma o economista&nbsp;Marek Hanusch, que \u00e9 l\u00edder e coordenador do relat\u00f3rio \u201cEquil\u00edbrio delicado para a Amaz\u00f4nia Legal Brasileira \u2013 um memorando econ\u00f4mico\u201d, publicado pela institui\u00e7\u00e3o internacional. \u201cChegamos a um m\u00ednimo estimado. \u00c9 um m\u00ednimo de servi\u00e7os que a Amaz\u00f4nia proporciona\u201d, diz ele sobre a cifra de US$ 317 bilh\u00f5es anuais.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">No documento, os economistas do Banco Mundial se posicionam de maneira favor\u00e1vel a salvaguardas ambientais estabelecidas no acordo negociado entre Uni\u00e3o Europeia &nbsp;e&nbsp;Mercosul, criticam incentivos fiscais da&nbsp;Zona Franca de Manaus&nbsp;e dizem que o aumento de produtividade da economia nacional \u00e9 o caminho para garantir a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e a melhora das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">A conta do valor da floresta preservado inclui US$ 20 bilh\u00f5es anuais estimados em servi\u00e7os ecossist\u00eamicos s\u00f3 na&nbsp;Am\u00e9rica do Sul&nbsp;\u2013 isso considera, por exemplo, as chuvas para agricultura na regi\u00e3o. O maior montante vem do papel da regi\u00e3o como sumidouro de carbono (calculado em US$ 210 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Outros US$ 10 bilh\u00f5es anuais v\u00eam do chamado \u201cvalor de op\u00e7\u00e3o\u201d, que \u00e9 a prospec\u00e7\u00e3o associada a inova\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas baseadas em recursos gen\u00e9ticos, dada a biodiversidade da floresta. Mais US$ 65 bilh\u00f5es s\u00e3o calculados para \u201cvalor de exist\u00eancia\u201d, que consiste na prote\u00e7\u00e3o da cobertura florestal e da biodiversidade por si s\u00f3. Isso \u00e9 avaliado por meio de pesquisas amostrais com a popula\u00e7\u00e3o global que medem o valor atribu\u00eddo \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica para gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Os dados, segundo os pesquisadores, foram considerados de maneira conservadora no relat\u00f3rio. A maior parte do valor, ainda de acordo com o estudo, refere-se a um \u201cvalor de bem p\u00fablico global\u201d. Segundo o relat\u00f3rio, o desmatamento \u00e9 uma \u201credistribui\u00e7\u00e3o ineficiente de riquezas p\u00fablicas para o privado\u201d.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Do outro lado, para o c\u00e1lculo da explora\u00e7\u00e3o da floresta \u00e9 considerada a hip\u00f3tese de a \u00e1rea tropical ser eliminada, com substitui\u00e7\u00e3o por outra atividade, especialmente agropecu\u00e1ria e florestas plantadas \u2013 que t\u00eam valor de biodiversidade menor. Segundo o documento, o custo de oportunidade total da explora\u00e7\u00e3o da floresta, avaliado de forma muito menos conservadora, fica entre US$ 43 bilh\u00f5es (R$ 215 bilh\u00f5es) e US$ 98 bilh\u00f5es (R$ 490 bilh\u00f5es) por ano.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Se uma \u00e1rea de 20% a 35% da Amaz\u00f4nia fosse convertida em culturas de alta produtividade ou pastagens, com retorno l\u00edquido anual de at\u00e9 US$ 750 por hectare, o valor agr\u00edcola total atingiria at\u00e9 US$ 75 bilh\u00f5es por ano. A estimativa, segundo o pr\u00f3prio relat\u00f3rio, pode estar exagerada.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">No caso da extra\u00e7\u00e3o de madeira n\u00e3o sustent\u00e1vel, a estimativa de lucro anual \u00e9 de US$ 10 bilh\u00f5es. J\u00e1 na atividade de extra\u00e7\u00e3o mineral, a previs\u00e3o do valor l\u00edquido \u00e9 de US$ 8 bilh\u00f5es por ano, nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper\">\n<h4><strong>Desenvolvimento econ\u00f4mico<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cNo curto prazo, \u00e9 cr\u00edtico ter uma pol\u00edtica ambiental muito forte para reduzir o desmatamento. No m\u00e9dio e longo prazos, no entanto, argumentamos que o Brasil e a Amaz\u00f4nia precisam de um modelo de crescimento diferente\u201d, afirma o economista Marek Hanusch.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">O relat\u00f3rio argumenta que o desmatamento \u00e9 parte do modelo de desenvolvimento do Brasil e da Amaz\u00f4nia Legal. Para conter o desmatamento e propiciar aumento de riqueza para a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, segundo os pesquisadores, o Pa\u00eds tem de mudar seu motor de crescimento, reduzir o foco na expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, chamado de arco do desmatamento, e aumentar a produtividade dos outros setores: ind\u00fastria e servi\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">No documento, os pesquisadores sustentam que, quando a produtividade no Brasil cresce, h\u00e1 menos desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, ao comparar a trajet\u00f3ria de ambos de 1996 a 2021.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cEste relat\u00f3rio \u00e9 sobre a prote\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica, que depende fundamentalmente da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientais eficazes, e tamb\u00e9m da garantia de que as pessoas que vivem na floresta possam continuar a melhorar suas vidas. O relat\u00f3rio se pergunta como o Brasil pode promover um equil\u00edbrio t\u00e3o delicado? A resposta \u00e9 que n\u00e3o&nbsp;<em>(ser\u00e1)<\/em>&nbsp;com o modelo atual de desenvolvimento. Porque esse modelo se sustenta da extra\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel de riquezas da floresta, derrubando-a e convertendo-a em terras agr\u00edcolas\u201d, afirma Johannes Zutt, diretor do Banco Mundial para o Brasil.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cEsse modelo contrap\u00f5e as pessoas \u00e0 natureza, destruindo muito mais riquezas do que cria. Esse modelo continua a aproximar a Amaz\u00f4nia de um ponto de inflex\u00e3o, ap\u00f3s o qual a floresta perder\u00e1 a capacidade de gerar chuvas suficientes para se sustentar e tamb\u00e9m n\u00e3o oferece muitos benef\u00edcios aos 28 milh\u00f5es de residentes da Amaz\u00f4nia Legal\u201d, afirma Zutt.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">A regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal abarca nove Estados brasileiros, 28 milh\u00f5es de habitantes e abriga 60% da Floresta Amaz\u00f4nica, al\u00e9m de partes do cerrado e do Pantanal. O territ\u00f3rio \u00e9 maior em \u00e1rea do que a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">O relat\u00f3rio tamb\u00e9m destaca que, al\u00e9m de impactos econ\u00f4micos e pol\u00edticos ligados ao desmatamento na regi\u00e3o, a ina\u00e7\u00e3o sobre a preserva\u00e7\u00e3o da floresta \u201ctamb\u00e9m resulta em progresso social mais lento\u201d.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cNa maioria dos Estados amaz\u00f4nicos, especialmente os mais remotos, a pobreza estagnou ou aumentou nos \u00faltimos anos\u201d, aponta o estudo. A regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal abriga 380 mil ind\u00edgenas, cujas condi\u00e7\u00f5es de vida, segundo o Banco Mundial, s\u00e3o piores do que as do restante da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">A maioria (76%) das pessoas na Amaz\u00f4nia Legal j\u00e1 vive em \u00e1reas urbanas, mas a pobreza rural, segundo o relat\u00f3rio, \u00e9 mais severa. Em 2019, segundo os dados coletados, praticamente 46% da popula\u00e7\u00e3o pobre que vive em \u00e1reas rurais defecava a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cO modelo de desenvolvimento brasileiro e a incapacidade de aumentar produtividade t\u00eam impacto no desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal. O Brasil precisa aumentar a produtividade. \u00c9 cr\u00edtico\u201d, afirma Hanusch.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Est\u00e3o entre as recomenda\u00e7\u00f5es feitas pelo banco uma reforma nos incentivos \u00e0 agricultura extensiva, com altera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e no cr\u00e9dito rural. Tamb\u00e9m \u00e9 apontada a necessidade de fortalecimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal, da bioeconomia e da prote\u00e7\u00e3o social na regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">O Banco Mundial avalia haver oportunidades para financiar a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es, financiamento de institui\u00e7\u00f5es internacionais, institui\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, da implementa\u00e7\u00e3o de um mercado de carbono e de t\u00edtulos verdes (green bonds).<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper\">\n<h4><strong>Acordo UE-Mercosul<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Os economistas do Banco Mundial alegam que acordos comerciais podem gerar riscos maiores para o desmatamento na \u00e1rea da Amaz\u00f4nia. Ao tratar especificamente do acordo entre Uni\u00e3o Europeia e Mercosul, os pesquisadores respons\u00e1veis defendem \u201csalvaguardas ambientais\u201d, que s\u00e3o estabelecidas pelos europeus.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cV\u00e1rias salvaguardas ambientais destinam-se a reduzir os impactos desse acesso aprimorado ao mercado sobre o desmatamento\u201d, diz o relat\u00f3rio, que sustenta ainda que \u201cos efeitos dessas salvaguardas variam conforme o caso: \u00e9 importante que elas sejam implementadas e aplicadas adequadamente\u201d.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cOs acordos comerciais que incluem a liberaliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola continuar\u00e3o a representar um risco para a conserva\u00e7\u00e3o das florestas da Amaz\u00f4nia at\u00e9 que a maturidade econ\u00f4mica e institucional esteja suficientemente avan\u00e7ada\u201d, sustenta o Banco Mundial.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">O acordo de livre com\u00e9rcio entre os dois blocos foi firmado em junho de 2019, depois de duas d\u00e9cadas de negocia\u00e7\u00e3o. A conclus\u00e3o completa do texto ficou travada nos \u00faltimos anos, pois os europeus resistiam em tratar com o governo Jair Bolsonaro, diante da piora nos \u00edndices de desmatamento na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Os sinais de boa vontade dos dois lados para tirar o acerto do papel foram dados no in\u00edcio deste ano, com o estabelecimento de um cronograma para encerrar at\u00e9 julho todas as pend\u00eancias. Em mar\u00e7o, no entanto, a Uni\u00e3o Europeia enviou ao Mercosul um protocolo adicional, com novas condicionantes no campo ambiental. O movimento foi considerado \u201cdesbalanceado\u201d por Bras\u00edlia. O Mercosul ainda deve apresentar, ainda neste m\u00eas, uma resposta sobre o tema para a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Marek Hanusch afirma que a liberaliza\u00e7\u00e3o comercial tem impacto no uso da terra, mas diz que o ganho de competitividade com um acordo pode compensar eventuais riscos ambientais \u2013 se houver uma pol\u00edtica rigorosa de combate ao desmatamento em vigor.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cSe um pa\u00eds ou regi\u00e3o se abre para commodities agr\u00edcolas brasileiras vai, tecnicamente, aumentar a demanda por produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e aumentar a demanda por uso de terra agr\u00edcola. Esses s\u00e3o precisamente os mecanismos que aumentam o desmatamento. Se tivermos uma pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o ambiental muito forte, isso n\u00e3o ser\u00e1 um grande problema, porque o desmatamento ser\u00e1 contido\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Ele tamb\u00e9m diz que a exig\u00eancia de certifica\u00e7\u00e3o dos produtos exportados \u00e9 uma forma de evitar o consumo de produtos fruto de desmatamento. No m\u00eas passado, o&nbsp;Parlamento Europeu aprovou, com ampla maioria, uma legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;que impede que produtos oriundos de \u00e1reas florestais que foram desmatadas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2021 sejam vendidos nos 27 pa\u00edses que integram a Uni\u00e3o Europeia. A nova regra ser\u00e1 aplicada para importa\u00e7\u00e3o de gado, caf\u00e9, cacau, soja, madeira, borracha, \u00f3leo de palma e derivados, como couro, m\u00f3veis de madeira, carv\u00e3o e papel impresso.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cCombinar liberaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a abertura comercial pode, eventualmente, promover aumento de produtividade e, na m\u00e9dia, reduzir o desmatamento\u201d, diz Hanusch.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper\">\n<h4><strong>Zona Franca<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"styles__Container-sc-1v8tg5g-0 hpzqMC\">\n<p class=\"ads-placeholder-label\">O relat\u00f3rio tamb\u00e9m critica a Zona Franca de Manaus. No texto, os economistas do Banco Mundial apontam que os incentivos fiscais \u201cn\u00e3o ajudaram a estimular o crescimento da produtividade\u201d e, por isso, devem ser reavaliados.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cApesar do alto custo fiscal, o Amazonas vem perdendo competitividade, e encontra cada vez mais dificuldade para atrair novas empresas\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cClaramente, oferecer mais incentivos fiscais para as empresas n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o, porque isso introduz distor\u00e7\u00f5es que incentivam as empresas a se instalarem em lugares onde, de outra forma, n\u00e3o se instalariam e resultam em produtividade reduzida \u2014 exatamente o oposto do que um modelo de crescimento com foco na produtividade tentaria alcan\u00e7ar. Em vez disso, Manaus deve se concentrar mais em alavancar suas significativas capacidades urbanas, gerando um clima de neg\u00f3cios prop\u00edcio\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Beatriz Bulla \/ O Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 10\/05\/2023<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h3 class=\"bbc-14gqcmb e1p3vdyi0\" tabindex=\"-1\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>Amaz\u00f4nia: O que amea\u00e7a a floresta em cada um de seus 9 pa\u00edses? <\/strong><\/span><strong><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-51377232\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.bbc.com\/portuguese\/brasil-51377232<\/a><\/span><\/strong><\/h3>\n<figure id=\"attachment_79897\" aria-describedby=\"caption-attachment-79897\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-79897\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/amazonia-floresta.jpg?resize=500%2C283\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"283\"><figcaption id=\"caption-attachment-79897\" class=\"wp-caption-text\">Regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal abarca nove Estados brasileiros e \u00e9 maior em \u00e1rea do que a Uni\u00e3o Europeia Foto: Herton Escobar\/Estad\u00e3o &#8211;<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_79894\" aria-describedby=\"caption-attachment-79894\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-79894\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/110937795_f5df1e3d-b61f-4ebf-b0ea-1f1dcde49d16.jpg?resize=500%2C281\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/110937795_f5df1e3d-b61f-4ebf-b0ea-1f1dcde49d16.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/110937795_f5df1e3d-b61f-4ebf-b0ea-1f1dcde49d16.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/110937795_f5df1e3d-b61f-4ebf-b0ea-1f1dcde49d16.jpg?resize=696%2C392&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/110937795_f5df1e3d-b61f-4ebf-b0ea-1f1dcde49d16.jpg?resize=747%2C420&amp;ssl=1 747w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/110937795_f5df1e3d-b61f-4ebf-b0ea-1f1dcde49d16.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-79894\" class=\"wp-caption-text\">@reprodu\u00e7\u00e3o bbc<\/figcaption><\/figure>\n<h3 class=\"bbc-14gqcmb e1p3vdyi0\" tabindex=\"-1\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amaz\u00f4nia em p\u00e9 vale sete vezes mais do que lucro de explora\u00e7\u00e3o, diz Banco Mundial Preserva\u00e7\u00e3o da floresta \u00e9 estimada em, ao menos, R$ 1,5 trilh\u00e3o (US$ 317 bilh\u00f5es ) por ano, segundo relat\u00f3rio; valor da explora\u00e7\u00e3o chega a at\u00e9 US$ 98 bilh\u00f5es por ano. O valor de manter a&nbsp;Floresta Amaz\u00f4nica&nbsp;em p\u00e9 \u00e9 cerca de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":79895,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-79893","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/istockphoto-1222738862-612x612-1.jpg?fit=1224%2C604&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79893","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79893"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79893\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79898,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79893\/revisions\/79898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79895"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}