{"id":80136,"date":"2023-05-22T04:30:46","date_gmt":"2023-05-22T07:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=80136"},"modified":"2023-05-23T05:17:05","modified_gmt":"2023-05-23T08:17:05","slug":"plano-de-saude-individual-vai-ficar-mais-caro-setor-preve-alta-de-ate-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/05\/22\/plano-de-saude-individual-vai-ficar-mais-caro-setor-preve-alta-de-ate-12\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade individual vai ficar mais caro; setor prev\u00ea alta de at\u00e9 12%"},"content":{"rendered":"<div class=\"text-top-content\">\n<div class=\"read-aloud\" data-station=\"economia\">\n<div class=\"top-container screen-call-to-action playback-unstarted dockable layout-thin icon-style-none progress-linear draggable\" tabindex=\"-1\" aria-label=\"Player de leitura em voz alta\">\n<div class=\"dragger-handle\">Os planos de sa\u00fade individuais e familiares v\u00e3o ficar mais caros. A expectativa do setor \u00e9 de que o aumento seja de 10% a 12% neste ano, de acordo com a Abramge (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planos de Sa\u00fade).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text \">\n<h3><strong>Como ser\u00e1 aplicado o reajuste?<\/strong><\/h3>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>O reajuste \u00e9 v\u00e1lido para o per\u00edodo de maio de 2023 a abril de 2024.<\/strong>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">Ainda n\u00e3o se sabe quando a ANS (Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar) vai divulgar o reajuste m\u00e1ximo. Normalmente a divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita entre maio e junho.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Anualmente, a ANS determina qual o teto para o reajuste que as operadoras podem aplicar para planos individuais e familiares.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">No ano passado, os planos tiveram o&nbsp;maior reajuste em 22 anos, de 15,5%.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>O setor alega estar acumulando preju\u00edzos, mas o Idec considera que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica para motivar reajustes muito elevados.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">S\u00e3o quase 9 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios de planos individuais e familiares hoje no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>O aumento s\u00f3 poder\u00e1 ser aplicado no m\u00eas de anivers\u00e1rio do contrato; ou seja, no m\u00eas que foi assinado.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">Ele n\u00e3o vale para os planos coletivos por ades\u00e3o e empresariais, que representam a maior fatia do mercado hoje.<\/span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>O que temos ouvido \u00e9 que o setor apresentou uma situa\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil, de lucros menores, e isso poderia levar a um reajuste mais alto. Ainda que a situa\u00e7\u00e3o do setor esteja um pouco pior, essas empresas tiveram lucros recordes na pandemia.<\/strong> <\/em>Matheus Falc\u00e3o, advogado e pesquisador do programa de sa\u00fade do Idec<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-80132 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/plano.jpg?resize=591%2C479\" alt=\"\" width=\"591\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/plano.jpg?w=591&amp;ssl=1 591w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/plano.jpg?resize=300%2C243&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/plano.jpg?resize=518%2C420&amp;ssl=1 518w\" sizes=\"auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/p>\n<h3><strong>Planos coletivos j\u00e1 est\u00e3o aplicando reajustes<\/strong><\/h3>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>As operadoras s\u00e3o livres para determinar o percentual de reajuste dos planos coletivos<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">A ANS entende que as operadoras e as empresas t\u00eam poder para negociar os melhores reajustes e condi\u00e7\u00f5es de igual para igual. As empresas consideram a sinistralidade (ou seja, o uso do plano) para justificar o aumento. Quanto maior o uso do plano, maior o valor do reajuste.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Hoje a maior parte dos planos s\u00e3o coletivos (mais de 80% de todo mercado).&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">S\u00e3o 8,9 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios de planos individuais e familiares frente a 41,3 milh\u00f5es de pessoas em planos coletivos. O&nbsp;Idec&nbsp;diz que as operadoras t\u00eam deixado de ofertar planos individuais, pois preferem operar planos que coletivos, que n\u00e3o t\u00eam teto de reajuste.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>O reajuste de planos coletivos j\u00e1 aplicados em 2023 para pequenas e m\u00e9dias empresas passa de 35%.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">Um relat\u00f3rio do BTG Pactual mostra que algumas operadoras v\u00e3o aplicar o maior reajuste em dez anos. \u00c9 o caso da Hapvida (19,94%), GNDI (21,94%), Bradesco (23,79%) e Amil (23,4%). Um relat\u00f3rio do Ita\u00fa diz que os planos da Unimed FESP tiveram reajuste de 35,9%.&nbsp; <\/span>O pre\u00e7o m\u00e9dio dos planos de sa\u00fade no pa\u00eds subiu 15,3% no acumulado em 12 meses at\u00e9 abril, segundo a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o do IBGE.<\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Os planos com at\u00e9 29 pessoas t\u00eam uma regra de reajuste diferente.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">As operadoras precisam unir todos os seus planos deste perfil para avaliar a sinistralidade e determinar o percentual de reajuste anual. O valor vai ser o mesmo para todos os planos com este perfil dentro da operadora.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Para o Idec, planos coletivos tamb\u00e9m deveriam ter o teto de reajuste definido pela ANS.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">Segundo o instituto, n\u00e3o existe poder de negocia\u00e7\u00e3o de igual para igual entre as operadoras e pequenas empresas. Falc\u00e3o diz que em planos menores em que alguma pessoa fa\u00e7a tratamentos caros, como cirurgias ou tratamento de c\u00e2ncer, isso aumentaria a sinistralidade do plano e, consequentemente, o reajuste para todos. Ao unir as carteiras, isto dilui o risco e faz com que os reajustes sejam mais controlados.<\/span><\/p>\n<h3><strong>O que dizem os planos de sa\u00fade<\/strong><\/h3>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>A FenaSa\u00fade, federa\u00e7\u00e3o de empresas do setor de sa\u00fade, diz que o reajuste \u00e9 indispens\u00e1vel para a sustentabilidade das operadoras.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">A entidade diz que o setor acumula preju\u00edzos e que sem os reajustes a opera\u00e7\u00e3o corre o risco de parar de funcionar. A FenaSa\u00fade n\u00e3o divulgou a proje\u00e7\u00e3o de aumento dos planos para este ano.<\/span><\/p>\n<p>Os motivos que justificam o aumento dos planos de sa\u00fade, segundo a entidade, s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Crescimento da frequ\u00eancia de uso dos planos de sa\u00fade<\/li>\n<li>Fim da limita\u00e7\u00e3o de consultas e sess\u00f5es de terapias ambulatoriais com fonoaudi\u00f3logos e psic\u00f3logos, em julho do ano passado<\/li>\n<li>Infla\u00e7\u00e3o&nbsp;dos custos da sa\u00fade<\/li>\n<li>Obrigatoriedade de oferta de tratamentos cada vez mais caros, com doses, em alguns casos, a cifras milion\u00e1rias e com crit\u00e9rios fr\u00e1geis de incorpora\u00e7\u00e3o ao rol da ANS<\/li>\n<li>Fraudes e a judicializa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p><cite>Em 2022, a opera\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-hospitalar acumulou um preju\u00edzo de R$ 11,5 bilh\u00f5es. Nesse cen\u00e1rio, sem os reajustes adequados, a opera\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade corre s\u00e9rio risco de se inviabilizar, como \u00e9 o caso de 263 operadoras que fecharam o ano de 2022 com despesas operacionais acima da receita.<br \/>\n<strong>FenaSa\u00fade, em nota<\/strong><\/cite><\/p>\n<h3><strong>O que fazer se n\u00e3o concordar com o reajuste<\/strong><\/h3>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>O reajuste anual deve ser comunicado ao consumidor pela operadora.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>&nbsp;<\/strong>A regra vale tanto para planos individuais e familiares como coletivos. Giselle Tapai, especialista em direito do consumidor com foco em sa\u00fade e s\u00f3cia do Tapai Advogados, diz que qualquer reajuste deve aparecer no boleto de cobran\u00e7a dos planos.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Se a operadora cobrar mais do que o percentual autorizado, o consumidor deve procurar a ANS.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">O primeiro passo \u00e9 pedir esclarecimentos para a operadora, diz a ANS.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Se o problema n\u00e3o for solucionado pela empresa, o consumidor deve procurar a ANS.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">\u00c9 poss\u00edvel entrar em contato pelos telefones 0800 701 9656 e 0800 021 2105 (para pessoas com defici\u00eancia auditiva) ou pelo&nbsp;&#8220;Fale Conosco&#8221;&nbsp;da ANS.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>No caso de planos coletivos, \u00e9 poss\u00edvel contestar o reajuste se ele for muito alto.&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">O primeiro passo \u00e9 pedir que a operadora justifique o aumento. Se a empresa n\u00e3o explicar, o consumidor deve procurar a ANS, \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor, como o Procon, e at\u00e9 a Justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\"><strong>Quem n\u00e3o conseguir pagar a nova mensalidade pode buscar a portabilidade de car\u00eancias.<\/strong>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span class=\"topicText\">A portabilidade vale tanto para planos individuais e familiares como coletivos. Na pr\u00e1tica, o consumidor consegue fazer a troca de plano sem ter nenhum tipo de car\u00eancia (desde que siga algumas&nbsp;regras determinadas pela ANS).<\/span><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:&nbsp;<\/strong><strong><span class=\"author-names\">Giuliana Saringer \/ <\/span>UOL -@ dispon\u00edvel na internet 22\/05\/2023<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os planos de sa\u00fade individuais e familiares v\u00e3o ficar mais caros. 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