{"id":80400,"date":"2023-06-01T04:08:53","date_gmt":"2023-06-01T07:08:53","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=80400"},"modified":"2023-06-01T05:17:21","modified_gmt":"2023-06-01T08:17:21","slug":"camara-aprova-marco-temporal-das-terras-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/06\/01\/camara-aprova-marco-temporal-das-terras-indigenas\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova marco temporal das terras ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<header class=\"sc-cxalrY geOVqp\">\n<p class=\"sc-gicCDI sc-bZkfAO czqpjL hngCMv sc-gJwTLC bbQptl teaser-text\">Parlamentares aprovam projeto de lei que que cria novas regras sobre a demarca\u00e7\u00e3o de terras dos povos origin\u00e1rios \u00e0s v\u00e9speras de an\u00e1lise do tema pelo STF.<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"sc-gicCDI sc-bZkfAO czqpjL hngCMv sc-fuZBBP pmNJC rich-text has-italic\">\n<p>O plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta ter\u00e7a-feira (30\/05) o texto-base do Projeto de Lei (PL) 490\/2007, sobre o chamado&nbsp;marco temporal, que cria novas regras para a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL), incluiu como pauta \u00fanica de vota\u00e7\u00e3o desta ter\u00e7a-feira, frustrando as tentativas de integrantes do governo do presidente&nbsp;Luiz In\u00e1cio Lula da Silva&nbsp;de adiar a aprecia\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n<p>O requerimento para encerrar a discuss\u00e3o e iniciar a vota\u00e7\u00e3o foi aprovado por 311 votos a 137. Deputados governistas apresentaram quest\u00f5es de ordem para tentar impedir a vota\u00e7\u00e3o, mas a Presid\u00eancia da C\u00e2mara deu prosseguimento \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>Ao final da vota\u00e7\u00e3o, o PL foi aprovado por 283 votos a favor, 155 contra e uma absten\u00e7\u00e3o. A aprova\u00e7\u00e3o da proposta foi mais uma derrota para o governo Lula na \u00e1rea ambiental.&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>O que diz o PL&nbsp;490\/2007<\/strong><\/h4>\n<p>De acordo com a proposta, no futuro poderiam ser demarcadas apenas terras ind\u00edgenas que estivessem tradicionalmente ocupadas por esses povos at\u00e9 5 de outubro de 1988, data da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O texto tamb\u00e9m retira a demarca\u00e7\u00e3o de terras da al\u00e7ada da Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) e devolve a atribui\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara desde 2007, mas teve sua an\u00e1lise acelerada ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o de um requerimento de urg\u00eancia no \u00faltimo dia 24 de maio. Segundo cr\u00edticos da proposta, o objetivo seria tentar influenciar o Supremo Tribunal Federal (<a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/stf\/t-39374707\">STF<\/a>), que voltar\u00e1 a analisar na pr\u00f3xima semana, em 7 de julho, um caso relacionado ao marco temporal.<\/p>\n<p>A proposta estabelece que, para serem consideradas terras ocupadas tradicionalmente, \u00e9 preciso comprovar &#8220;objetivamente&#8221; que elas, na data de promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, eram habitadas em car\u00e1ter permanente e usadas para atividades produtivas e necess\u00e1rias \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dos recursos ambientais e \u00e0 reproduc\u0327a\u0303o fi\u0301sica e cultural.<\/p>\n<p>O texto prev\u00ea, ainda, entre outros pontos, a proibi\u00e7\u00e3o da amplia\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas j\u00e1 demarcadas, e que os processos administrativos que ainda n\u00e3o tenham sido conclu\u00eddos sejam adequados \u00e0 nova regra.<\/p>\n<p>De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, &#8220;s\u00e3o reconhecidos aos \u00edndios sua organiza\u00e7\u00e3o social, costumes, l\u00ednguas, cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es, e os direitos origin\u00e1rios sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo \u00e0 Uni\u00e3o demarc\u00e1-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.&#8221; A Constitui\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o determina nenhuma data como marco temporal.<\/p>\n<p>Os ruralistas, favor\u00e1veis \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do PL, argumentam que o marco temporal daria maior seguran\u00e7a jur\u00eddica contra desapropria\u00e7\u00f5es de suas propriedades e para o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<h4><strong>Argumentos contra o PL<\/strong><\/h4>\n<p>A Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) afirma que a ado\u00e7\u00e3o do marco temporal limitaria o acesso dos ind\u00edgenas ao seu direito origin\u00e1rio sobre suas terras e que h\u00e1 casos de povos que foram expulsos delas algumas d\u00e9cadas antes da entrada em vigor da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O direito de&nbsp;povos ind\u00edgenas&nbsp;a seus territ\u00f3rios n\u00e3o come\u00e7a e nem termina em uma data arbitr\u00e1ria&#8221;, justifica Maria Laura Canineu, diretora da ONG Human Rights Watch no Brasil. &#8220;Aprovar esse projeto de lei seria um retrocesso inconceb\u00edvel, violaria os&nbsp;direitos humanos&nbsp;e sinalizaria que o Brasil n\u00e3o est\u00e1 honrando seu compromisso de defender aqueles que comprovadamente melhor protegem nossas florestas&#8221;.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas, o texto pode &#8220;inviabilizar demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas, amea\u00e7ar os territ\u00f3rios j\u00e1 homologados e destituir direitos constitucionais, configurando-se como uma das mais graves amea\u00e7as aos povos ind\u00edgenas do Brasil na atualidade&#8221;.<\/p>\n<p>Em audi\u00eancia na C\u00e2mara dos Deputados, a assessora jur\u00eddica do Conselho do Povo Terena, Priscila Terena, disse que, caso o PL entre em vigor, impactar\u00e1 156 terras, oito etnias e mais de 80 mil ind\u00edgenas. &#8220;A aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o do nosso exterm\u00ednio e o in\u00edcio da institucionaliza\u00e7\u00e3o do nosso genoc\u00eddio&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A presidente da Comiss\u00e3o da&nbsp;Amaz\u00f4nia&nbsp;e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Ind\u00edgenas, deputada C\u00e9lia Xakriab\u00e1 (PSOL-MG), destacou que a proposta facilitaria, entre outros pontos, a grilagem de terras ao permitir obras \u2013 como constru\u00e7\u00e3o de rodovias e hidrel\u00e9tricas \u2013 sem consulta aos ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n<p>Os protestos contra o marco temporal tamb\u00e9m reverberam no exterior. Em abril do ano passado, um grupo de 29 parlamentares alem\u00e3es enviou uma carta aberta aos membros do Congresso brasileiro expressando preocupa\u00e7\u00e3o com o PL 490\/2007.<\/p>\n<h4><strong>Os argumentos da Defensoria<\/strong><\/h4>\n<p>A Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU) apontou a necessidade de rejei\u00e7\u00e3o integral do projeto de lei na demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas. A recomenda\u00e7\u00e3o foi encaminhada pelo defensor p\u00fablico-geral federal em exerc\u00edcio, Fernando Mauro Junior, ao presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL).<\/p>\n<p>Segundo o documento, a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser utilizada como refer\u00eancia para a ocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, que tem par\u00e2metros diferentes dos requisitos da posse do direito civil.<\/p>\n<p>&#8220;O que se sabe \u00e9 que o territ\u00f3rio \u2013 quando transformado em terra \u2013 \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico necess\u00e1rio para que determinada sociedade ind\u00edgena desenvolva suas rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas, segundo suas pr\u00f3prias bases culturais. \u00c9 o elo subjetivo dos povos ind\u00edgenas com seu territ\u00f3rio tradicional que permite serem quem eles s\u00e3o e, dessa feita, o espa\u00e7o tem verdadeiro valor para assegurar a sobreviv\u00eancia f\u00edsica e cultural, sendo por isso de vital import\u00e2ncia para a execu\u00e7\u00e3o dos seus direitos fundamentais&#8221;, ressalta o documento.<\/p>\n<h4><strong>Os argumentos da Defensoria<\/strong><\/h4>\n<p>A Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU) apontou a necessidade de rejei\u00e7\u00e3o integral do projeto de lei na demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas. A recomenda\u00e7\u00e3o foi encaminhada pelo defensor p\u00fablico-geral federal em exerc\u00edcio, Fernando Mauro Junior, ao presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL).<\/p>\n<p>Segundo o documento, a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser utilizada como refer\u00eancia para a ocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, que tem par\u00e2metros diferentes dos requisitos da posse do direito civil.<\/p>\n<p>&#8220;O que se sabe \u00e9 que o territ\u00f3rio \u2013 quando transformado em terra \u2013 \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico necess\u00e1rio para que determinada sociedade ind\u00edgena desenvolva suas rela\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas, segundo suas pr\u00f3prias bases culturais. \u00c9 o elo subjetivo dos povos ind\u00edgenas com seu territ\u00f3rio tradicional que permite serem quem eles s\u00e3o e, dessa feita, o espa\u00e7o tem verdadeiro valor para assegurar a sobreviv\u00eancia f\u00edsica e cultural, sendo por isso de vital import\u00e2ncia para a execu\u00e7\u00e3o dos seus direitos fundamentais&#8221;, ressalta o documento.<\/p>\n<h4><strong>Julgamento no STF<\/strong><\/h4>\n<p>O&nbsp;STF&nbsp;come\u00e7ou a analisar&nbsp;em 2021 uma a\u00e7\u00e3o que envolve o marco&nbsp;temporal e deve retomar o julgamento no dia 7 de junho. O processo trata da disputa pela posse da Terra Ind\u00edgena Ibirama, em Santa Catarina.<\/p>\n<p>A \u00e1rea \u00e9 habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani. O processo tem repercuss\u00e3o geral, o que significa que a decis\u00e3o servir\u00e1 de par\u00e2metro para a resolu\u00e7\u00e3o de, pelo menos, 82 casos semelhantes, segundo o STF.<\/p>\n<p>O plen\u00e1rio da Corte dever\u00e1 decidir se as demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas devem seguir o crit\u00e9rio do marco temporal. O estado de Santa Catarina argumenta que na data de promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia ocupa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea. Por outro lado, ind\u00edgenas argumentam que, naquela ocasi\u00e3o, haviam sido expulsos do local.<\/p>\n<p>O procurador-geral do Estado de Santa Catarina, M\u00e1rcio Vicari, defende o marco temporal e diz que a realidade de Santa Catarina \u00e9 diferente da de outras unidades federativas. &#8220;H\u00e1 localidades em que a demarca\u00e7\u00e3o envolve um latif\u00fandio de um \u00fanico propriet\u00e1rio, mas, no nosso estado, isso impacta na realidade de centenas de fam\u00edlias, muitas delas de produtores rurais&#8221;, afirmou, em&nbsp;audi\u00eancia na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do in\u00edcio&nbsp;do julgamento do STF em 2021, cerca de 6 mil ind\u00edgenas de 170 povos acamparam em Bras\u00edlia, em uma \u00e1rea da Esplanada dos Minist\u00e9rios, para protestar&nbsp;por seus direitos e contra o marco temporal.<\/p>\n<h4><strong>A origem da quest\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Toda a quest\u00e3o teve origem em 2009, quando um conflito entre ind\u00edgenas e agricultores em Roraima chegou ao STF. Para resolver a disputa sobre a quem pertenceria de direito a Terra Ind\u00edgena Raposa Serra do Sol, os ministros argumentaram em favor do povo ind\u00edgena \u2014 alegando que eles l\u00e1 estavam quando foi promulgada a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se naquele caso a tese era favor\u00e1vel aos povos origin\u00e1rios, o precedente ficou aberto para a argumenta\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio: ou seja, que ind\u00edgenas n\u00e3o pudessem reivindicar como suas as terras que n\u00e3o estivessem ocupando em 1988.<\/p>\n<p>Em 2017, a Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU) emitiu um parecer de que seria pertinente a tese do marco temporal. Como resultado, h\u00e1 dezenas de processos de demarca\u00e7\u00e3o de terra emperrados, \u00e0 espera de uma defini\u00e7\u00e3o do STF. Entre eles, o caso dos ind\u00edgenas Xokleng, da Terra Ind\u00edgena Ibirama La-Kl\u00e3n\u00f5, em Santa Catarina, que voltar\u00e1 a julgamento na semana que vem.<\/p>\n<p>Historicamente perseguidos pelos colonizadores, os remanescentes da etnia acabaram afastados de suas terras originais na primeira metade do s\u00e9culo 20. Em 1996, contudo, conseguiram a demarca\u00e7\u00e3o de 15 mil hectares \u2014 que depois se expandiria, em 2003, para 37 mil hectares. Com o argumento do marco temporal, agora a \u00e1rea \u00e9 reivindicada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Reda\u00e7\u00e3o\/20Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 01\/06\/2023<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parlamentares aprovam projeto de lei que que cria novas regras sobre a demarca\u00e7\u00e3o de terras dos povos origin\u00e1rios \u00e0s v\u00e9speras de an\u00e1lise do tema pelo STF. 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