{"id":81356,"date":"2023-07-11T04:20:34","date_gmt":"2023-07-11T07:20:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=81356"},"modified":"2023-07-11T05:32:12","modified_gmt":"2023-07-11T08:32:12","slug":"invasao-chinesa-faz-brasil-perder-espaco-e-deixar-de-exportar-r-52-bilhoes-a-vizinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/07\/11\/invasao-chinesa-faz-brasil-perder-espaco-e-deixar-de-exportar-r-52-bilhoes-a-vizinhos\/","title":{"rendered":"&#8220;Invas\u00e3o chinesa&#8221; faz Brasil perder espa\u00e7o e deixar de exportar R$ 52 bilh\u00f5es a vizinhos"},"content":{"rendered":"<div class=\"styles__ContentWrapperContainerStyled-sc-1ehbu6v-0 klsZKo content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<h6><em><strong>Em uma d\u00e9cada, as empresas brasileiras perderam, em m\u00e9dia, 11% do mercado que detinham nos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, principalmente na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/h6>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Numa evid\u00eancia de que o Brasil est\u00e1 deixando de ser competitivo at\u00e9 mesmo nos lugares onde tem vantagem geogr\u00e1fica e tarif\u00e1ria, o Pa\u00eds perdeu, em uma d\u00e9cada, participa\u00e7\u00e3o de mercado em metade dos produtos fornecidos a pa\u00edses vizinhos da&nbsp;Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Os concorrentes, principalmente a&nbsp;China, tomaram do Brasil, em m\u00e9dia, 11% desses mercados, o equivalente a US$ 10,7 bilh\u00f5es (R$ 52 bilh\u00f5es) que deixaram de ser exportados \u00e0 regi\u00e3o. Se n\u00e3o tivesse perdido esse espa\u00e7o, o Brasil poderia exportar anualmente 30% a mais aos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Os n\u00fameros fazem parte de um estudo feito pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) em parceria com o Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri), cuja motiva\u00e7\u00e3o foi a percep\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria de que o com\u00e9rcio na regi\u00e3o sofre uma queda estrutural. Os resultados do trabalho, foram considerados preocupantes.<\/p>\n<div id=\"player-teads-arc\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-81357 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/56b3f3c2-78ea-48ee-b8bf-9a4ecc234435.jpg?resize=696%2C826\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"826\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/56b3f3c2-78ea-48ee-b8bf-9a4ecc234435.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/56b3f3c2-78ea-48ee-b8bf-9a4ecc234435.jpg?resize=253%2C300&amp;ssl=1 253w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/56b3f3c2-78ea-48ee-b8bf-9a4ecc234435.jpg?resize=696%2C826&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/56b3f3c2-78ea-48ee-b8bf-9a4ecc234435.jpg?resize=354%2C420&amp;ssl=1 354w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/56b3f3c2-78ea-48ee-b8bf-9a4ecc234435.jpg?resize=708%2C840&amp;ssl=1 708w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Mais de 70% dos segmentos nos quais o Brasil perdeu participa\u00e7\u00e3o de mercado na Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o tradicionais na&nbsp;ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o: m\u00e1quinas e equipamentos, produtos qu\u00edmicos e pl\u00e1sticos, al\u00e9m de metais como ferro, a\u00e7o e alum\u00ednio. Se consideradas apenas as compras de bens de consumo, a participa\u00e7\u00e3o dos produtos brasileiros nos pa\u00edses sul-americanos teve um encolhimento de 27,6 pontos porcentuais em dez anos.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">A China foi a maior respons\u00e1vel por deslocar as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras na regi\u00e3o, mas n\u00e3o a \u00fanica, j\u00e1 que o Brasil tamb\u00e9m perdeu espa\u00e7o, a depender do mercado, para Estados Unidos e \u00cdndia, assim como para competidores da pr\u00f3pria Am\u00e9rica do Sul \u2014 caso do Paraguai, que ganhou mercado na Argentina, e da pr\u00f3pria Argentina, que avan\u00e7ou sobre o espa\u00e7o ocupado por produtos brasileiros na Bol\u00edvia. Em cada pa\u00eds da regi\u00e3o, competidores de 15 origens diferentes avan\u00e7aram, em m\u00e9dia, sobre o terreno deixado pelo Brasil.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Para chegar a esses resultados, o estudo comparou as importa\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses em 2021 (ano de refer\u00eancia) com as de 2011 \u2014 ou seja, per\u00edodo de uma d\u00e9cada. A partir de dados do&nbsp;Banco Mundial, os pesquisadores identificaram os grupos de produtos nos quais o Brasil perdeu alguma participa\u00e7\u00e3o de mercado \u2014 50% do total \u2014, bem como os pa\u00edses que mais ganharam espa\u00e7o nos segmentos nos quais o Brasil perdeu competitividade.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o havia muito o que se fazer contra o avan\u00e7o generalizado chin\u00eas, uma tend\u00eancia global por a China ter aumentando suas exporta\u00e7\u00f5es ao restante do mundo em 77% no per\u00edodo analisado. Por\u00e9m, chamou a aten\u00e7\u00e3o dos autores do estudo a baixa resili\u00eancia do Brasil ao \u201cfen\u00f4meno China\u201d.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Da Argentina, principal parceiro comercial do Brasil na regi\u00e3o, ao Suriname, uma economia pequena da Am\u00e9rica do Sul, o estudo mostra perda disseminada da participa\u00e7\u00e3o brasileira, qualquer que seja o tamanho do pa\u00eds ou o volume de com\u00e9rcio. S\u00f3 para a Argentina, o Brasil deixou de exportar US$ 4,3 bilh\u00f5es (R$ 20,9 bilh\u00f5es) por ano.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper\">\n<h4><strong>Falta de competitividade<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Sem se aprofundar nas poss\u00edveis causas, o estudo relaciona a perda de peso do Brasil na regi\u00e3o tanto a velhos problemas dom\u00e9sticos de competitividade, como o atraso da infraestrutura, as dificuldades de financiamento ao com\u00e9rcio exterior e os res\u00edduos tribut\u00e1rios nas exporta\u00e7\u00f5es, quanto a barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Enquanto pa\u00edses da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico (Chile, Peru e Col\u00f4mbia) colocaram em vigor acordos com parceiros de fora da regi\u00e3o, como China, Estados Unidos e Jap\u00e3o, a Argentina costurou acordos de swap cambial com Pequim e contou com o financiamento chin\u00eas para contornar a sua cr\u00f4nica escassez de d\u00f3lares.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Mais recentemente, os dois pa\u00edses fecharam acordo para que a Argentina use o yuan, no lugar do d\u00f3lar, para pagar importa\u00e7\u00f5es chinesas. Em paralelo, a converg\u00eancia regulat\u00f3ria dentro da Am\u00e9rica do Sul evoluiu timidamente, resultando em um n\u00famero ainda elevado de barreiras t\u00e9cnicas que comprometem a fluidez nas trocas de produtos entre os pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">\u201cA China ganhou competitividade em diversos setores e j\u00e1 conseguiu superar as quest\u00f5es, que antes eram colocadas, sobre a qualidade de seus produtos. A China tem uma combina\u00e7\u00e3o de produtos e financiamentos mais estruturada do que o Brasil. Cabe a n\u00f3s destravar as agendas para aproveitar as vantagens log\u00edsticas do Brasil na regi\u00e3o\u201d, comenta Gustavo Bonini, diretor titular do departamento de rela\u00e7\u00f5es internacionais e com\u00e9rcio exterior da Fiesp.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">A aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria pela C\u00e2mara na semana passada foi considerada um passo fundamental, j\u00e1 que com a cria\u00e7\u00e3o do IVA, o imposto sobre valor agregado, os produtos brasileiros n\u00e3o devem mais disputar mercados internacionais carregando res\u00edduos tribut\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Por\u00e9m, a Fiesp observa que \u00e9 preciso tamb\u00e9m avan\u00e7ar mais na agenda de coopera\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria entre os pa\u00edses, visando \u00e0 remo\u00e7\u00e3o das barreiras t\u00e9cnicas ao com\u00e9rcio na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 bUErhD\">Um dos caminhos propostos para o Mercosul caminhar mais r\u00e1pido nessa frente \u00e9 dar prioridade \u00e0s exig\u00eancias essenciais de qualidade e seguran\u00e7a dos produtos, ao inv\u00e9s da negocia\u00e7\u00e3o, mais morosa, de regulamentos espec\u00edficos e considerados excessivamente prescritivos.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Eduardo Laguna \/ O Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 11\/07\/2023<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma d\u00e9cada, as empresas brasileiras perderam, em m\u00e9dia, 11% do mercado que detinham nos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, principalmente na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o Numa evid\u00eancia de que o Brasil est\u00e1 deixando de ser competitivo at\u00e9 mesmo nos lugares onde tem vantagem geogr\u00e1fica e tarif\u00e1ria, o Pa\u00eds perdeu, em uma d\u00e9cada, participa\u00e7\u00e3o de mercado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":81358,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-81356","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/brasil-china.jpg?fit=1469%2C983&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81356"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81359,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81356\/revisions\/81359"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}