{"id":82401,"date":"2023-08-23T04:25:55","date_gmt":"2023-08-23T07:25:55","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=82401"},"modified":"2023-08-22T15:26:05","modified_gmt":"2023-08-22T18:26:05","slug":"competencias-para-inovar-na-industria-textil-e-de-confeccao-brasileira-4-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/08\/23\/competencias-para-inovar-na-industria-textil-e-de-confeccao-brasileira-4-0\/","title":{"rendered":"Compet\u00eancias para inovar na Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o Brasileira 4.0"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Compet\u00eancias para inovar na Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o Brasileira 4.0: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura<\/strong><\/span><\/h4>\n<p><span>Na hist\u00f3ria da humanidade, em decorr\u00eancia do crescimento populacional e do desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas de sobreviv\u00eancia, do dom\u00ednio de tecnologias e de novos instrumentos de produ\u00e7\u00e3o, as interven\u00e7\u00f5es na sociedade t\u00eam se tornado cada vez mais numerosas e frequentes.&nbsp;O setor industrial \u00e9 parte integrante de muitas economias de na\u00e7\u00f5es mundiais e, desde o in\u00edcio da industrializa\u00e7\u00e3o, esse setor tem proporcionado mudan\u00e7as nos paradigmas tecnol\u00f3gicos e inovadores.&nbsp;Essas mudan\u00e7as de paradigma s\u00e3o chamadas de revolu\u00e7\u00f5es industriais (SHAMIM, 2016).&nbsp;Nesse contexto, Branco (2012) afirma que a primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial foi um marco na rela\u00e7\u00e3o entre a sociedade e a natureza por meio do estabelecimento de novas formas de produ\u00e7\u00e3o, trazendo mudan\u00e7as significativas para a economia e a sociedade e tornando-as mais complexas.&nbsp;As mudan\u00e7as introduzidas pelas revolu\u00e7\u00f5es industriais transformaram as rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas;&nbsp;na\u00e7\u00f5es tiveram que se adaptar a este novo mundo.&nbsp;Essas mudan\u00e7as na sociedade produziram grande diversidade cultural e econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p><span>Durante os movimentos da revolu\u00e7\u00e3o industrial que trouxeram avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos significativos para a ind\u00fastria mundial, alguns pa\u00edses investiram no desenvolvimento de suas pr\u00f3prias compet\u00eancias nacionais, o que contribuiu para sustentar a propriedade nacional nas ind\u00fastrias de m\u00e9dia tecnologia e avan\u00e7ar nos setores de alta tecnologia com base em \u201cl\u00edderes nacional.&#8221;&nbsp;O Brasil n\u00e3o tem feito a\u00e7\u00f5es como essas, aumentando sua depend\u00eancia do know-how estrangeiro para seu desenvolvimento.&nbsp;A gera\u00e7\u00e3o de tecnologia muitas vezes esteve ausente desde o in\u00edcio do desenvolvimento capitalista na Am\u00e9rica Latina.&nbsp;Os n\u00edveis de investimento estatal e privado em ci\u00eancia e tecnologia, pesquisa e desenvolvimento eram muito baixos, ao contr\u00e1rio do que acontecia, por exemplo, nos Estados Unidos, na Europa e no continente asi\u00e1tico (NERY, 2015).<\/span><\/p>\n<p><span>Atualmente, a ind\u00fastria mundial passa por uma nova mudan\u00e7a de paradigma caracterizada pela integra\u00e7\u00e3o e conectividade.&nbsp;Conhecido como a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, ou Industrie 4.0, esse paradigma visa uma produ\u00e7\u00e3o mais eficiente, flex\u00edvel e individualizada, alcan\u00e7ada por meio da gest\u00e3o descentralizada da produ\u00e7\u00e3o e\/ou das cadeias de valor totalmente controladas digitalmente (GEBHARDT, 2015), onde a automa\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o em tempo real tecnologias de sensores desempenham um papel crucial na produ\u00e7\u00e3o industrial (KAGERMANN, 2013).<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) (2016), o conhecimento da ind\u00fastria brasileira sobre as tecnologias digitais da Ind\u00fastria 4.0 \u00e9 pouco difundido: 42% das empresas brasileiras desconhecem a import\u00e2ncia dessas tecnologias para a competitividade do mercado, enquanto mais mais da metade das empresas n\u00e3o utiliza nenhuma tecnologia digital entre as dez op\u00e7\u00f5es apresentadas na pesquisa.&nbsp;Tamb\u00e9m, segundo a CNI, h\u00e1 diferen\u00e7a na intensidade de uso dessas tecnologias;&nbsp;por exemplo, o setor t\u00eaxtil e de vestu\u00e1rio utiliza aproximadamente 29% dessas tecnologias, enquanto o setor petrol\u00edfero utiliza aproximadamente 60%.<\/span><\/p>\n<p><span>A quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial apresenta um novo modelo de produ\u00e7\u00e3o industrial baseado na conectividade e em um grande volume de dados gerenciados em tempo real.&nbsp;O cen\u00e1rio de competi\u00e7\u00e3o e as grandes mudan\u00e7as industriais apresentam a complexidade dos sistemas produtivos atuais e futuros.&nbsp;Esse ambiente produtivo est\u00e1 em processo de conforma\u00e7\u00e3o pela Industrie 4.0, oferecendo oportunidades de desenvolvimento e competitividade para as ind\u00fastrias que acompanham a transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><span>O conceito de Ind\u00fastria 4.0 est\u00e1 ligado \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico, desempenhando um papel importante em cada organiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;A ado\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria 4.0 faz parte de um processo de inova\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 apenas tecnol\u00f3gico, mas tamb\u00e9m organizacional (inova\u00e7\u00e3o organizacional) (Ferreira, 2019).&nbsp;Apesar disso, a realidade das ind\u00fastrias brasileiras, principalmente as ind\u00fastrias t\u00eaxtil e de confec\u00e7\u00f5es devido a sua caracter\u00edstica trajet\u00f3ria tecnol\u00f3gica, dominada por fornecedores (Pavitt, 1984), \u00e9 de dificuldades e desafios na implementa\u00e7\u00e3o dessas tecnologias.&nbsp;Empresas dominadas por fornecedores s\u00e3o aquelas onde a mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica se origina quase inteiramente de fornecedores de m\u00e1quinas e outros insumos de produ\u00e7\u00e3o (TIDD, BESSANT e PAVITT; 2005).&nbsp;De acordo com Trott (2012),<\/span><\/p>\n<p><span>A transforma\u00e7\u00e3o organizacional \u00e9 um dos desafios a serem enfrentados.&nbsp;Este artigo tem como objetivo revisar a literatura sobre compet\u00eancias organizacionais, ou compet\u00eancias para inovar, necess\u00e1rias \u00e0 inova\u00e7\u00e3o organizacional das ind\u00fastrias t\u00eaxtil e de confec\u00e7\u00f5es por meio da assimila\u00e7\u00e3o do paradigma da Industrie 4.0.<\/span><\/p>\n<p><strong><span>Palavras-chave<\/span><\/strong><span>&nbsp;: inova\u00e7\u00e3o;&nbsp;Ind\u00fastria 4.0;&nbsp;Ind\u00fastria Brasileira 4.0;&nbsp;industria t\u00eaxtil;&nbsp;e compet\u00eancias organizacionais.<\/span><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Kamila Rodrigues Merle (SENAI CETIQT)&nbsp;e Ricardo Kropf Santos Fermam (INMETRO)&nbsp; &#8211; @ dispon\u00edvel no linkedin do Ricardo Ferman&nbsp; 23\/08\/2023<\/strong><\/p>\n<p><strong>acesse a \u00edntegra do artigo:&nbsp;<\/strong> <span style=\"color: #0000ff;\"><strong><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vista-do-Competencias-para-inovar-na-Industria-40-do-setor-textil-e-de-vestuario-brasileiro-_-Sistemas-Gestao.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vista do Compet\u00eancias para inovar na Ind\u00fastria 4,0 do setor t\u00eaxtil e de vestu\u00e1rio brasileiro _ Sistemas &amp; Gest\u00e3o<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compet\u00eancias para inovar na Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o Brasileira 4.0: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura Na hist\u00f3ria da humanidade, em decorr\u00eancia do crescimento populacional e do desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas de sobreviv\u00eancia, do dom\u00ednio de tecnologias e de novos instrumentos de produ\u00e7\u00e3o, as interven\u00e7\u00f5es 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