{"id":82820,"date":"2023-09-11T04:30:23","date_gmt":"2023-09-11T07:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=82820"},"modified":"2023-09-12T02:16:51","modified_gmt":"2023-09-12T05:16:51","slug":"bastidores-das-operadoras-de-planos-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2023\/09\/11\/bastidores-das-operadoras-de-planos-de-saude\/","title":{"rendered":"Bastidores das Operadoras de Planos de Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li><strong>Dona da Amil quer venda sem &#8216;fatias&#8217; em neg\u00f3cio que interessa Junior, o &#8220;amig\u00e3o de Lula&#8221;<\/strong><\/li>\n<li class=\"sc-c4a67c2e-0 bEYuXH\"><strong>Tenho plano de sa\u00fade coletivo e tive um aumento de 95%. \u00c9 legal?<\/strong><\/li>\n<li class=\"sc-c4a67c2e-0 bEYuXH\"><strong>Queremos que as pessoas usem melhor o plano de sa\u00fade, diz CEO da SulAm\u00e9rica Sa\u00fade e Odonto&nbsp;<\/strong><\/li>\n<li class=\"sc-c4a67c2e-0 bEYuXH\"><strong>Planos de sa\u00fade criam obst\u00e1culos para liberar pagamento bilion\u00e1rio a hospitais, diz entidade<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<hr>\n<h4 class=\"content-head__title\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Dona da Amil quer venda sem &#8216;fatias&#8217; em neg\u00f3cio que interessa Junior, o &#8216;amig\u00e3o de Lula&#8217;<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>O United Health Group, que contratou o BTG vender a&nbsp;Amil&nbsp;e sua rede de hospitais, s\u00f3 aceita fechar qualquer neg\u00f3cio vendendo todo o pacote. N\u00e3o topa fatiar. Uma das alternativas que est\u00e1 sendo montada pelo BTG \u00e9 que um cons\u00f3rcio de empresas e fundos com interesses na \u00e1rea da sa\u00fade fa\u00e7a um lance conjunto e depois reparta entre si os ativos.<\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"38\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">A prop\u00f3sito, Jos\u00e9 Seripieri Filho, alcunhado de Junior, amig\u00e3o de Lula, tem conversado com fundos de investimentos estrangeiros. Quer entrar no neg\u00f3cio, que marcaria sua volta ao setor: ele fundou e depois vendeu a Qualicorp e a QSa\u00fade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">O grande n\u00f3 do neg\u00f3cio \u00e9 o plano de sa\u00fade individual da Amil que, para ficar de p\u00e9 ser\u00e1 preciso uma capitaliza\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria, em torno dos R$ 16 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\"><strong>Cr\u00e9dito: Lauro Jardim \/ O Globo &#8211; @ Dispon\u00edvel na internet 11\/09\/2023<\/strong><\/p>\n<hr>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"42\" data-block-id=\"2\">\n<div class=\"article-top\" data-v-612f4b6f=\"\">\n<div class=\"header-container mt-4 px-3 lg:px-0\" data-v-612f4b6f=\"\">\n<div class=\"article-header\" data-v-612f4b6f=\"\">\n<h4 class=\"sc-c4a67c2e-0 bEYuXH\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Tenho plano de sa\u00fade coletivo e tive um aumento de 95%. \u00c9 legal?<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Os pre\u00e7os e reajustes dos planos de sa\u00fade empresariais e coletivos s\u00e3o definidos diretamente pelas operadoras, ou seja, o reajuste \u00e9 negociado entre a operadora e a pessoa jur\u00eddica de acordo com as regras estabelecidas no contrato.<\/p>\n<p>Sendo assim, a operadora \u00e9 livre para aplicar os reajustes unilateralmente, colocando o consumidor em extrema desvantagem.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma regra que estabele\u00e7a quais s\u00e3o os crit\u00e9rios espec\u00edficos que a operadora de sa\u00fade deve observar ao definir o \u00edndice de reajuste de seus contratos, contudo, o c\u00e1lculo dos planos coletivos \u00e9 feito com base na sinistralidade, que \u00e9 basicamente a despesa que a operadora teve com um grupo de benefici\u00e1rios durante o ano, levando em considera\u00e7\u00e3o o percentual da receita atingida no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ocorre que o reajuste n\u00e3o pode ser aleat\u00f3rio e as empresas precisam demonstrar como chegaram a determinado valor. Como regra geral, toda vez que o reajuste anual aplicado for muito superior ao \u00edndice estabelecido pela ANS para o reajuste dos contratos individuais, dever\u00e1 o consumidor (pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica) exigir esclarecimentos para a operadora.<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese de a operadora n\u00e3o demonstrar contabilmente a raz\u00e3o do aumento, \u00e9 poss\u00edvel ingressar com uma a\u00e7\u00e3o judicial para reduzir o valor das mensalidades.&nbsp; Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel pedir a devolu\u00e7\u00e3o de eventuais quantias pagas al\u00e9m do que foi efetivamente devido (dos \u00faltimos tr\u00eas anos). Para tanto, \u00e9 essencial consultar um advogado especialista na \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: <span class=\"sc-c4a67c2e-5 llHVFn\">Giselle Tapai \/ EXAME &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 11\/09\/2023<\/span><\/strong><\/p>\n<hr>\n<h4 class=\"sc-c4a67c2e-0 bEYuXH\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Queremos que as pessoas usem melhor o plano de sa\u00fade, diz CEO da SulAm\u00e9rica Sa\u00fade e Odonto<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Prestes a completar nove meses como CEO da&nbsp;Sulam\u00e9rica Sa\u00fade e Odonto, Raquel Reis, experiente no setor de sa\u00fade suplementar, pode comemorar \u2014 ainda timidamente \u2014 os resultados positivos da empresa. Em conversa com a EXAME, ela esclarece seu projeto para a empresa:&nbsp; reestruturar a companhia, recompor os pr\u00eamios e coibir fraudes, incorporando inova\u00e7\u00e3o a um setor marcado pelo tradicionalismo e investindo em capital humano.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o queiramos que as pessoas usem plano de sa\u00fade. Muito pelo contr\u00e1rio, queremos que usem da maneira correta at\u00e9 para que usem melhor&#8221;, afirma Reis.<\/p>\n<p>No \u00faltimo trimestre, a empresa surpreendeu analistas do mercado financeiro. As receitas cresceram 18% na compara\u00e7\u00e3o anual e o \u00edndice de sinistralidade (que mede&nbsp;a rela\u00e7\u00e3o entre custos dos servi\u00e7os e os valores recebidos pela contrata\u00e7\u00e3o do plano) ca\u00edram para 86%, refletindo aumento dos pre\u00e7os e melhoria dos controles de custo. Com isso, o EBTIDA finalizou o per\u00edodo com perdas de R$ 7 milh\u00f5es, n\u00famero muito melhor do que os cerca de R$ 70 milh\u00f5es esperados pelo mercado.<\/p>\n<div>Para buscar rentabilidade, Reis lan\u00e7ou m\u00e3o de novos produtos \u2014 afirma que a SulAm\u00e9rica inaugurou mais produtos nos \u00faltimos oito meses do que nos \u00faltimos cinco anos \u2014, entre eles pacotes com maior modula\u00e7\u00e3o de coparticipa\u00e7\u00e3o. Historicamente, ela pondera, o maior volume de todo o reembolso vai para consultas e honor\u00e1rios m\u00e9dicos-cir\u00fargicos. &#8220;Isso se perdeu. Hoje \u00e9 exame, depois terapia, depois, consulta e depois honor\u00e1rio m\u00e9dico-cir\u00fargico. Esses novos produtos que a gente est\u00e1 lan\u00e7ando est\u00e3o modulando a coparticipa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Em fevereiro do ano passado, a <strong>SulAm\u00e9rica foi&nbsp;adquirida pela Rede D&#8217;Or.<\/strong>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A executiva fez um balan\u00e7o da fus\u00e3o entre as opera\u00e7\u00f5es at\u00e9, do ponto de vista da operadora de planos de sa\u00fade. &#8220;Em um primeiro momento, muita sinergia foi gerada porque permaneceu dentro da SulAm\u00e9rica o que efetivamente \u00e9&nbsp;<i>core<\/i>&#8220;, diz.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Por fim, refletiu sobre os desperd\u00edcios que, em sua vis\u00e3o, impedem um uso adequado dos planos de sa\u00fade no Brasil. &#8220;Se voc\u00ea perguntar para algu\u00e9m da sua fam\u00edlia dificilmente eles v\u00e3o saber como \u00e9 a l\u00f3gica de um plano de sa\u00fade, o princ\u00edpio do mutualismo. Todo mundo coloca dinheiro dentro de um balde para aqueles que precisarem usar. Parece que \u00e9 um buraco sem fim. As pessoas t\u00eam dificuldade de entender a rela\u00e7\u00e3o de causa e consequ\u00eancia desse consumo desordenado&#8221;, diz. &#8220;Grande parte desse problema \u00e9 causado por n\u00f3s, que talvez n\u00e3o demos a informa\u00e7\u00e3o da forma correta.&#8221;<\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Confira-a-integra-da-entrevista.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Confira a \u00edntegra da entrevista<\/a><\/span><\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cr\u00e9dito: Luciano P\u00e1dua \/ EXAME &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 11\/09\/2023<\/strong><\/div>\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Planos de sa\u00fade criam obst\u00e1culos para liberar pagamento bilion\u00e1rio a hospitais, diz entidade<\/strong><\/span><\/h4>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">\u201cUma situa\u00e7\u00e3o sem precedentes.\u201d \u00c9 assim que Ant\u00f4nio Britto, diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hospitais Privados (Anahp), interpreta os resultados de um levantamento que a entidade realizou na semana passada. Segundo informa\u00e7\u00f5es levantadas com 48 hospitais, essas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o com&nbsp;R$ 2,3 bilh\u00f5es retidos&nbsp;em pagamentos por servi\u00e7os j\u00e1 prestados a&nbsp;operadoras de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Esse montante se refere a todos os tipos de procedimentos que s\u00e3o realizados por quem tem um conv\u00eanio m\u00e9dico: desde o atendimento na emerg\u00eancia e a realiza\u00e7\u00e3o de exames at\u00e9 o pedido por interna\u00e7\u00e3o. \u201cA conta de todos os servi\u00e7os prestados no hospital \u00e9 enviada para a operadora\u201d, resume Britto.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Mas, com as dificuldades que as operadoras est\u00e3o enfrentando, a Anahp entende que elas passaram a criar obst\u00e1culos em todo o caminho que leva at\u00e9 o pagamento.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planos de Sa\u00fade (Abramge), as operadoras registraram em 2022 preju\u00edzo operacional de R$ 10,7 bilh\u00f5es. Trata-se do pior resultado desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2001. De janeiro a junho de 2023, a conta j\u00e1 est\u00e1 negativada em R$ 4,3 bilh\u00f5es, e a perspectiva \u00e9 que, at\u00e9 o final deste ano, o valor chegue de novo \u00e0 casa dos R$ 10 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo a Anahp, as operadoras definiram um \u00fanico dia para que os hospitais lancem a fatura de um m\u00eas inteiro, o que complica o processo de pagamento. Outra estrat\u00e9gia nesse sentido foi fixar um limite de pagamento por m\u00eas. \u201cN\u00e3o importa quantas pessoas foram atendidas, elas s\u00f3 lan\u00e7am contas at\u00e9 certo valor\u201d, afirma Britto. E, mesmo que tenham dado autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para determinado procedimento, depois ocorrem questionamentos sobre o que foi feito.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Para ele, os planos t\u00eam o direito de recorrer ao que se chama de glosa, que \u00e9 colocar em an\u00e1lise uma conta com a qual n\u00e3o concordam. Acontece que esse \u00edndice quase triplicou. Antes, era de 3,5%. Ou seja, se os planos recebiam uma conta de R$ 100, questionavam R$ 3,50. Agora, a taxa saltou para 9%. \u201cO esp\u00edrito da glosa \u00e9 permitir a discuss\u00e3o daquilo que \u00e9 discut\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 um instrumento para arrumar o caixa das operadoras \u00e0s custas dos hospitais\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">J\u00e1 o prazo para os hospitais receberem por todos os atendimentos que prestaram quase dobrou. \u201cE nenhum hospital tem caixa suficiente para contar com esse valor s\u00f3 50, 70 dias depois\u201d, afirma. \u201cIsso vem criando uma dificuldade muito grande\u201d.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper \">\n<h4><strong>D\u00e9ficit dos hospitais deve ser ainda maior<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Embora a Anahp tenha ouvido 48 institui\u00e7\u00f5es, a entidade representa, no total, 120 institui\u00e7\u00f5es. Mas o Brasil conta com mais de 3 500 hospitais privados. \u201cE todo hospital que presta servi\u00e7o aos planos de sa\u00fade est\u00e1 na mesma situa\u00e7\u00e3o\u201d, informa Britto.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Ele nota ainda que n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 hospitais que oferecem atendimentos a usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade: h\u00e1 laborat\u00f3rios, cl\u00ednicas e servi\u00e7os de hemodi\u00e1lise, por exemplo. \u201cS\u00e3o milhares de prestadores de servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, diz o diretor-executivo da Anahp.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper \">\n<h4><strong>Setor vive crise financeira<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Segundo Marcos Novais, superintendente executivo da Abramge, todos os atendimentos que aconteceram e n\u00e3o foram pagos est\u00e3o provisionados, ou seja, o valor referente aos procedimentos est\u00e1 separado e vai cair na conta dos hospitais. \u201cIsso s\u00f3 n\u00e3o aconteceu por causa de algum motivo que arrastou o processo, como a an\u00e1lise de certos gastos\u201d, comenta.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">O executivo frisa que o setor vive uma crise financeira nunca vista antes, e esse \u00e9 um dos motivos que levaram as operadoras a aumentar os filtros diante das cobran\u00e7as que recebem. \u201cA discuss\u00e3o passa a demorar mais mesmo\u201d, diz. \u201cQuando voc\u00ea est\u00e1 em meio a uma crise, vivendo no preju\u00edzo, os crit\u00e9rios realmente mudam, porque cada centavo importa. O cen\u00e1rio \u00e9 de falta de recursos na ponta. O que estamos cobrando de mensalidade n\u00e3o est\u00e1 pagando as despesas m\u00e9dicas. Ent\u00e3o, precisamos avaliar se a despesa m\u00e9dica est\u00e1 de fato coerente\u201d, defende.<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Mas ele refor\u00e7a que, embora a apura\u00e7\u00e3o das contas tenha se alongado, o dinheiro para o pagamento dos hospitais est\u00e1 reservado. \u201cDos valores glosados, alguns s\u00e3o devidos e ser\u00e3o pagos. Outros, n\u00e3o\u201d, diz. \u201cNo fim, o preju\u00edzo ficar\u00e1 com a operadora.\u201d Novais ressalta que os planos vivem tr\u00eas anos seguidos de preju\u00edzos. \u201c\u00c9 um momento complicado.\u201d<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Entre os motivos apontados para o rombo nas contas, as operadoras costumam citar as fraudes, a chegada de terapias com custo na casa dos milh\u00f5es, o aumento de idosos na carteira de clientes, a regra que permite n\u00famero ilimitado de terapias e a judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"styles__IntertitleWrapper-sc-1mcv1te-0 iOVxiD intertitle-wrapper \">\n<h4><strong>\u2018Necessidade de di\u00e1logo\u2019<\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Britto faz quest\u00e3o de ressaltar que a Anahp entende a crise enfrentada pelas operadoras de sa\u00fade. \u201cMas ela precisa ser solucionada com di\u00e1logo\u201d, afirma. \u201cEsse \u00e9 um problema que n\u00e3o vai se resolver isoladamente, ou seja, com as operadoras transferindo o problema para os hospitais\u201d, diz. \u201cPrecisamos encontrar uma sa\u00edda para o setor como um todo\u201d, acrescenta. \u201cAs pessoas que s\u00e3o antigas e experientes na \u00e1rea dizem que nunca viram nada nem perto desses valores.\u201d<\/p>\n<p class=\"styles__ParagraphStyled-rhi54a-0 gsXpUS \">Novais afirma que essa comunica\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe, e que nunca foi t\u00e3o madura como agora. \u201cHoje, quando as operadoras e os hospitais sentam \u00e0 mesa para conversar, existe uma sensibilidade. As engrenagens v\u00e3o come\u00e7ando a dar problemas nesse grande sistema, mas a gente percebe que todos os lados est\u00e3o tentando se encaixar para dar certo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Tha\u00eds Manarini \/ O Estado de S\u00e3o paulo &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 11\/09\/2023<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dona da Amil quer venda sem &#8216;fatias&#8217; em neg\u00f3cio que interessa Junior, o &#8220;amig\u00e3o de Lula&#8221; Tenho plano de sa\u00fade coletivo e tive um aumento de 95%. \u00c9 legal? 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