{"id":87223,"date":"2024-03-11T04:15:53","date_gmt":"2024-03-11T07:15:53","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=87223"},"modified":"2024-03-10T19:16:44","modified_gmt":"2024-03-10T22:16:44","slug":"8-graficos-que-mostram-como-a-vida-das-brasileiras-mudou-na-ultima-decada-segundo-o-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2024\/03\/11\/8-graficos-que-mostram-como-a-vida-das-brasileiras-mudou-na-ultima-decada-segundo-o-ibge\/","title":{"rendered":"8 gr\u00e1ficos que mostram como a vida das brasileiras mudou na \u00faltima d\u00e9cada, segundo o IBGE"},"content":{"rendered":"<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (08\/03),&nbsp;Dia Internacional da Mulher, uma s\u00e9rie de dados sobre a diferen\u00e7a que ser mulher ou homem no&nbsp;Brasil&nbsp;faz em temas como acesso \u00e0&nbsp;educa\u00e7\u00e3o&nbsp;e ao mercado de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Os dados revelam que faz diferen\u00e7a tamb\u00e9m ser, por exemplo, mulher branca ou preta, ou&nbsp;mulher&nbsp;vivendo no Sul ou Norte do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;A interseccionalidade \u00e9 um m\u00e9todo de an\u00e1lise que permite combinar diversas caracter\u00edsticas dos indiv\u00edduos ou dos grupos sociais: sexo, g\u00eanero, cor ou ra\u00e7a, que regi\u00e3o reside, se \u00e9 urbano ou rural&#8221;, aponta Barbara Cobo, coordenadora-geral do estudo do IBGE.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Voc\u00ea pode ter mulheres mais sujeitas a sofrer mais com as desigualdades, que \u00e9 o caso das mulheres pretas ou pardas&#8221;, acrescenta a pesquisadora, doutora em economia e professora da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas (ENCE) do IBGE.<\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">As informa\u00e7\u00f5es divulgadas confirmam algumas tend\u00eancias j\u00e1 conhecidas, como a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de filhos por mulher, e traz tamb\u00e9m alguns dados surpreendentes \u2014 e positivos \u2014, como a grande diminui\u00e7\u00e3o do&nbsp;casamento precoce&nbsp;de meninas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;O estudo permite que se olhe para a desigualdade de g\u00eanero como ela deve ser vista: impactando todas as dimens\u00f5es da vida das mulheres, seja na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade, no trabalho, na viol\u00eancia ou nos direitos humanos&#8221;, diz Cobo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Confira alguns dados divulgados pelo IBGE e selecionados pela BBC News Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h4 id=\"Mulheres-mais-escolarizadas\" class=\"bbc-1f03ibc eglt09e0\" tabindex=\"-1\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Mulheres mais escolarizadas&#8230;<\/span><\/strong><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Considerando a faixa de 18 a 24 anos de idade, as mulheres j\u00e1 tinham, em 2016, um percentual de frequ\u00eancia escolar maior do que os homens: 32,5% delas estavam estudando, enquanto os homens nessa situa\u00e7\u00e3o eram 30,5%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Mas essa dist\u00e2ncia mais que dobrou em 2022, chegando a uma frequ\u00eancia de 32,6% entre elas e de 28,1% entre eles.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A frequ\u00eancia escolar inclui todos os n\u00edveis de ensino, da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do ensino t\u00e9cnico, educa\u00e7\u00e3o especial e Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA).<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-b78c3673\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/story\/2282629\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">S\u00f3 que, no ano mais recente, uma maior parcela de mulheres brancas (39,7%) do que pretas ou pardas (27,9%) estava estudando.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Quando se considera tanto ra\u00e7a quanto g\u00eanero, a maior dist\u00e2ncia na frequ\u00eancia escolar foi detectada entre mulheres brancas (39,7%) e homens pretos ou pardos (24,6%).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A constata\u00e7\u00e3o de que as mulheres, e especialmente as mulheres brancas, recebem maior educa\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada por outro dado: o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o de pessoas com 25 anos ou mais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Est\u00e3o na categoria mais &#8220;educada&#8221;, a que tem ensino superior completo, 16,8% dos homens e 21,3% das mulheres.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Entre as mulheres brancas, esse percentual chega a 29%. Para as mulheres pretas ou pardas, o percentual cai para quase metade, 14,7%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Mas mesmo que, em 2022, as mulheres fossem 60,3% dos estudantes que estavam concluindo cursos presenciais de gradua\u00e7\u00e3o, h\u00e1 grandes varia\u00e7\u00f5es dependendo do tipo de curso.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Elas eram minoria (22%) entre os estudantes concluindo gradua\u00e7\u00f5es em ci\u00eancias f\u00edsicas, engenharias, matem\u00e1tica e cursos tecnol\u00f3gicos; e a grande maioria (91%) nos cursos de bem-estar, que incluem servi\u00e7o social, gerontologia e assist\u00eancia a idosos e deficientes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Mesmo quando a mulher vai para o mercado de trabalho, ela acaba por buscar ocupa\u00e7\u00f5es de cuidado&#8221;, diz Barbara Cobo, apontando que as mulheres s\u00e3o historicamente ensinadas desde cedo a cuidar do outro, ao contr\u00e1rio dos homens.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h4 id=\"-mas-com-menor-valoriza\u00e7\u00e3o-no-trabalho\" class=\"bbc-1f03ibc eglt09e0\" tabindex=\"-1\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>&#8230; mas com menor valoriza\u00e7\u00e3o no trabalho<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">J\u00e1 no mercado de trabalho, s\u00e3o os homens que predominam quando se considera a taxa de participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho para pessoas com 15 anos ou mais (a taxa relaciona o percentual de pessoas na for\u00e7a de trabalho, ocupadas ou desocupadas buscando trabalho, ao universo de pessoas em idade de trabalhar).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Em 2022, a taxa de participa\u00e7\u00e3o dos homens foi de 73,2% e de mulheres, 53,3%, uma dist\u00e2ncia de quase 20 pontos percentuais.<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-b0144947\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/17065346\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Apesar de pequenas mudan\u00e7as ano a ano, essa desigualdade \u00e9 no geral observada ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica independente da ra\u00e7a de homens e mulheres.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Mas s\u00e3o as mulheres pretas ou pardas que t\u00eam a menor participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho: a taxa delas foi de 52,2% em 2022, enquanto para mulheres brancas foi ligeiramente maior, 54,7%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Estando [a mulher] mais escolarizada, mais educada, mais especializada, ela teria melhores oportunidades no mercado de trabalho. Mas a gente v\u00ea que, na verdade, na m\u00e9dia, n\u00e3o \u00e9 isso que t\u00e1 ocorrendo&#8221;, aponta a Cobo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Mesmo quando as mulheres est\u00e3o muito mais escolarizadas do que os homens, voc\u00ea ainda v\u00ea que tem diferen\u00e7as de rendimento em praticamente todas as atividades econ\u00f4micas&#8221;, diz a pesquisadora, acrescentando que as mulheres em m\u00e9dia recebem menos que os homens em v\u00e1rios graus de hierarquia, inclusive nos postos mais altos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">J\u00e1 quando se olha apenas para o trabalho parcial (jornada inferior a 30h semanais), as mulheres predominam.<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-95dcd1b1\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/17064339\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Em 2022, o percentual de mulheres em trabalhos parciais (28%) era praticamente o dobro dos homens (14,4%).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Entre as mulheres, o percentual chegou a ficar acima de 30% nas regi\u00f5es Norte e Nordeste e entre as pretas ou pardas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Apesar de os homens terem uma maior taxa de participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho, em 2022 foram as mulheres que tiveram uma carga total de trabalho maior. Como pode isso?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Nesse caso, s\u00e3o somados o trabalho remunerado com o cuidado da casa e\/ou de outras pessoas. Em uma semana, mulheres trabalharam em m\u00e9dia 54,4 horas, e os homens, 52,1.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Barbara Cobo diz que, mesmo que atualmente possa haver mais homens &#8220;engajados&#8221; nas tarefas dom\u00e9sticas, &#8220;na m\u00e9dia&#8221;, essa ainda \u00e9 uma responsabilidade que recai na mulher.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Quando o cuidado \u00e9 normalizado como voca\u00e7\u00e3o da mulher, como amor, como afeto, ele n\u00e3o \u00e9 remunerado ou n\u00e3o \u00e9 bem remunerado.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-0ba24bff\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/17064854\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-a935c430\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/17064184\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Considerando apenas os afazeres dom\u00e9sticos e o cuidado de outras pessoas, as mulheres dedicaram em 2022 quase o dobro do tempo que os homens: 21,3 horas semanais para elas versus 11,7 para eles.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A desigualdade de g\u00eanero piora no Nordeste, chegando a 23,5 horas para mulheres contra 11,8 para homens.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A ra\u00e7a tamb\u00e9m distancia as mulheres na quantidade de horas dedicadas ao lar: para mulheres brancas, o tempo gasto foi de 20,4 horas por semana; para as pretas ou pardas, 22 horas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h4 id=\"Menos-filhos-e-mais-tarde\" class=\"bbc-1f03ibc eglt09e0\" tabindex=\"-1\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Menos filhos e mais tarde<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A queda da fecundidade (numero m\u00e9dio de filhos por mulher) \u00e9 um fen\u00f4meno j\u00e1 relativamente antigo no pa\u00eds: ele&nbsp;come\u00e7ou a ser observado nos anos 1960 nas regi\u00f5es mais industrializadas, e a base da pir\u00e2mide et\u00e1ria brasileira come\u00e7ou a diminuir no final da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira refor\u00e7am essa tend\u00eancia, observada mesmo em um intervalo curto de tempo, como entre 2018 e 2022.<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-1168133a\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/17065610\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Entre esses anos, o n\u00famero total de nascimentos (considera-se beb\u00eas nascidos vivos) diminuiu 13%, passando de 2,94 milh\u00f5es em 2018 para 2,56 milh\u00f5es em 2022.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A redu\u00e7\u00e3o ocorreu em todas as faixas et\u00e1rias abaixo dos 40 anos. Por outro lado, a faixa de m\u00e3es entre 40-49 anos foi a \u00fanica em que o n\u00famero de nascimentos aumentou (16,8%).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Barbara Cobo afirma que isso refor\u00e7a a constata\u00e7\u00e3o de que as mulheres est\u00e3o tendo filhos mais tarde e destaca os avan\u00e7os na medicina reprodutiva \u2014 que oferece tratamentos como congelamento de \u00f3vulos e fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, os quais permitem o adiamento da maternidade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;E as mulheres est\u00e3o buscando ser mais escolarizadas, investir mais na carreira. As mulheres est\u00e3o mais no mercado de trabalho hoje do que estavam nos anos 1970, 1980&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Os dados do IBGE tamb\u00e9m mostram o impacto que ter uma crian\u00e7a de at\u00e9 6 anos vivendo no domic\u00edlio tem na inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de adultos com 25 a 54 anos de idade, tendo como refer\u00eancia o ano de 2022.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Para mulheres com crian\u00e7as no domic\u00edlio, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi 9,6 pontos percentuais menor do que daquelas que n\u00e3o tinham crian\u00e7as em casa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o percentual de pessoas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em idade de trabalhar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Para os homens, a presen\u00e7a de uma crian\u00e7a na resid\u00eancia aumentou o percentual de ocupa\u00e7\u00e3o, tanto para brancos quanto para pretos e pardos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o de homens sem crian\u00e7as de at\u00e9 6 anos no domic\u00edlio foi de 82,8%; j\u00e1 entre aqueles com crian\u00e7as em casa, o percentual subiu para 89%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h2 id=\"Casamento-e-gravidez-precoce-diminuem-mas-ainda-preocupam\" class=\"bbc-1f03ibc eglt09e0\" tabindex=\"-1\">Casamento e gravidez precoce diminuem, mas ainda preocupam<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Em 2022, houve 315,6 mil beb\u00eas nascidos de m\u00e3es com 10 a 19 anos no Brasil. S\u00e3o muitos, mas em 2010 eram ainda mais: 552,6 mil, uma redu\u00e7\u00e3o de 42,9%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O percentual de nascimentos nessa faixa et\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao total de mulheres entre 10-49 anos tamb\u00e9m diminuiu entre 2010 e 2022 (de 19,3% para 12,3%).<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-b39513d9\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/story\/2282911\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Essa rela\u00e7\u00e3o muda bastante de regi\u00e3o para regi\u00e3o. No Norte, nascimentos de beb\u00eas gestados por meninas de 10 a 19 anos foram 19,7% do total de nascimentos entre mulheres de 10 a 49 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">J\u00e1 o percentual mais baixo foi no Sul, 9,2%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Enquanto isso, os casamentos precoces s\u00e3o classificados como aqueles envolvendo c\u00f4njuges de at\u00e9 17 anos de idade e que s\u00e3o registrados formalmente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Em 2021, eles afetaram mais as meninas (1,8% do total de casamentos) que os meninos (0,2% do total).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Entretanto, em compara\u00e7\u00e3o com 2011, o n\u00famero de casamentos precoces de meninas em 2021 diminuiu 65,1% \u2014 cerca de 17 mil contra 48,6 mil.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Para Barbara Cobo, essa redu\u00e7\u00e3o pode ser atribu\u00edda \u00e0 maior escolariza\u00e7\u00e3o das meninas e ao acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Mas ele [o n\u00famero de casamentos precoces] \u00e9 para ser nada&#8221;, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">&#8220;Se a gente j\u00e1 est\u00e1 vendo que mulheres escolarizadas, com filhos pequenos, com rendimentos at\u00e9 mais altos ainda continuam tendo grandes obst\u00e1culos para a equidade de g\u00eanero, imagina essas meninas muito novas casando.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<h4 id=\"A-viol\u00eancia-est\u00e1-pr\u00f3xima-\" class=\"bbc-1f03ibc eglt09e0\" tabindex=\"-1\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>A viol\u00eancia est\u00e1 pr\u00f3xima<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">J\u00e1 \u00e9 sabido, a partir de evid\u00eancias cient\u00edficas, que pessoas pr\u00f3ximas \u00e0s mulheres s\u00e3o frequentemente de quem parte a viol\u00eancia contra elas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Por isso, o IBGE se debru\u00e7ou sobre alguns dados que detectam quando a viol\u00eancia \u00e9 acontece no c\u00edrculo \u00edntimo delas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Um dado de 2019 revelou que 6% das mulheres com 18 anos ou mais haviam sofrido, nos 12 meses anteriores, viol\u00eancia psicol\u00f3gica, f\u00edsica ou sexual por parte de um ex-parceiro ou parceiro atual.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Esse percentual abarca atos de viol\u00eancia apontados pelas entrevistas como a forma de viol\u00eancia mais grave sofrida no per\u00edodo de um ano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Cobo aponta que provavelmente h\u00e1 subnotifica\u00e7\u00e3o nesses dados \u2014 entre outros motivos, porque a mulher pode se sentir inibida para registrar essa viol\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A partir de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o IBGE calculou tamb\u00e9m a taxa de homic\u00eddios intencionais contra elas a cada 100 mil mulheres. De 2017 a 2021, essa taxa diminuiu 25,5% (de 4,7 para 3,5).<\/p>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"flourish-id-4bbb13e4\" class=\"bbc-axsk9o\" title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/story\/2282860\/embed?auto=1\" width=\"700\" height=\"575\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">O instituto destaca que a Lei do Femin\u00edcidio passou a valer em 2015. Portanto, essa diminui\u00e7\u00e3o pode estar, ao menos em parte, relacionada \u00e0 lei.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Entretanto, vale destacar que nos \u00faltimos tr\u00eas anos registrados (2019, 2020 e 2021), a taxa de homic\u00eddios permaneceu a mesma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m foram analisadas as taxas para mortes intencionais ocorridas dentro e fora do domic\u00edlio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">A diminui\u00e7\u00e3o de mortes foi maior fora da resid\u00eancia das v\u00edtimas, com uma redu\u00e7\u00e3o de 27,3% entre 2017 e 2021 (contra redu\u00e7\u00e3o de 21,4% de mortes dentro do domic\u00edlio).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"bbc-19j92fr ebmt73l0\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"bbc-hhl7in e17g058b0\" dir=\"ltr\">Em ambos tipos de ambiente e em todos os anos, as taxas de mortes de mulheres pardas ou pretas foi sempre maior do que das mulheres brancas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Cr\u00e9dito: <\/strong><strong><span role=\"text\"><span class=\"bbc-1ypcc2\">Mariana Alvim e Camilla Costa \/ <\/span><\/span><span class=\"bbc-1y5sx98\">BBC News Brasil, equipe de Jornalismo Visual da BBC &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 11\/03\/2024<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (08\/03),&nbsp;Dia Internacional da Mulher, uma s\u00e9rie de dados sobre a diferen\u00e7a que ser mulher ou homem no&nbsp;Brasil&nbsp;faz em temas como acesso \u00e0&nbsp;educa\u00e7\u00e3o&nbsp;e ao mercado de trabalho. 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