{"id":87942,"date":"2024-04-10T04:20:37","date_gmt":"2024-04-10T07:20:37","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=87942"},"modified":"2024-04-09T17:25:52","modified_gmt":"2024-04-09T20:25:52","slug":"revisao-da-vida-toda-aposentado-e-pensionista-entenda-o-que-muda-com-decisao-do-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2024\/04\/10\/revisao-da-vida-toda-aposentado-e-pensionista-entenda-o-que-muda-com-decisao-do-stf\/","title":{"rendered":"Revis\u00e3o da vida toda: Aposentado e pensionista entenda o que muda com decis\u00e3o do STF"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Aposentados e pensionistas enfrentam d\u00favidas diante de mudan\u00e7as de posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Entenda os principais pontos do tema<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Est\u00e1 em an\u00e1lise no Supremo Tribunal Federal (STF)&nbsp;a forma de calcular os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios de quem contribu\u00eda para o sistema h\u00e1 30 anos ou mais. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), trata-se de um universo de mais de 3 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mudan\u00e7a de entendimento da Corte sobre o assunto, tem prevalecido a tese de que esses segurados devem seguir as regras estabelecidas na&nbsp;reforma da Previd\u00eancia de 1999. Ela excluiu do c\u00e1lculo dos benef\u00edcios os valores das contribui\u00e7\u00f5es anteriores a julho de 1994, quando a moeda brasileira passou a ser o real.<\/p>\n<p>Quem se sentiu prejudicado, por ter feito boas contribui\u00e7\u00f5es antes desse marco, passou a pedir na Justi\u00e7a que todos os sal\u00e1rios, incluindo os anteriores a 1994, fossem considerados para o c\u00e1lculo. Esse \u00e9 o princ\u00edpio da revis\u00e3o da vida toda.&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Hist\u00f3rico<\/span><\/strong><\/h4>\n<p>At\u00e9 a reforma de 1999, o INSS levava em conta a m\u00e9dia dos tr\u00eas \u00faltimos anos de contribui\u00e7\u00e3o do trabalhador para calcular o benef\u00edcio. O novo regime definiu que:<\/p>\n<ul>\n<li>para quem j\u00e1 estava no sistema, seriam consideradas 80% das maiores contribui\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>para os segurados mais antigos, haveria uma regra de transi\u00e7\u00e3o que exclu\u00eda do c\u00e1lculo os sal\u00e1rios anteriores a julho de 1994;<\/li>\n<li>os trabalhadores que passaram a contribuir depois da reforma entrariam em um regime que considera a m\u00e9dia dos sal\u00e1rios de todo o per\u00edodo segurado, sem especificar tempo, com o desconto do chamado fator previdenci\u00e1rio (c\u00e1lculo que leva em conta a idade, o tempo de contribui\u00e7\u00e3o e a expectativa de vida na data da aposentadoria).&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n<p>De acordo com a advogada especializada em direito previdenci\u00e1rio Sarah Capassi, a regra prejudicou sobretudo trabalhadores mais antigos de classe m\u00e9dia ou baixa, que acumularam dois ou mais servi\u00e7os e horas extras quando jovens e que, no decorrer da vida, tiveram uma queda na renda.&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1999, duas a\u00e7\u00f5es foram movidas na Justi\u00e7a contra a mudan\u00e7a &#8212; uma por quatro partidos pol\u00edticos (PT, PSB, PCdoB e PDT), outra pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Metal\u00fargicos.&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Idas e vindas<\/span><\/strong><\/h4>\n<p>Em dezembro de 2022, com base nessas a\u00e7\u00f5es, o STF reconheceu o direito de revisar os benef\u00edcios de trabalhadores que come\u00e7aram a contribuir para o INSS antes de 1994 e que se aposentaram entre novembro de 1999 e novembro de 2009.&nbsp;<\/p>\n<p>O rec\u00e1lculo s\u00f3 beneficiaria quem tinha altos sal\u00e1rios antes de 1994. Se fosse mais vantajoso, o segurado poderia seguir com a regra como estava.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os benef\u00edcios que poderiam ser revisados s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>aposentadoria por idade,&nbsp;<\/li>\n<li>aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o,&nbsp;<\/li>\n<li>aposentadoria especial,&nbsp;<\/li>\n<li>aposentadoria da pessoa com defici\u00eancia;<\/li>\n<li>aposentadoria por invalidez;<\/li>\n<li>pens\u00e3o por morte.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No entanto, em julgamento de recurso do governo contra o rec\u00e1lculo, em mar\u00e7o deste ano, o Supremo derrubou a possibilidade ao definir que o regime de transi\u00e7\u00e3o para os contribuintes anteriores a 1994 \u00e9 obrigat\u00f3rio. Segundo o entendimento da maioria dos magistrados, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel optar pela regra mais vantajosa, como havia sido decidido em 2022.&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 discuss\u00f5es pendentes em rela\u00e7\u00e3o aos segurados que j\u00e1 haviam conquistado o direito \u00e0 revis\u00e3o, e um outro recurso do governo contra a metodologia est\u00e1 para ser julgado pelo Supremo, ainda sem data prevista.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Sofia Fernandes \/ Deutsche Welle&nbsp; &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 10\/4\/2024<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aposentados e pensionistas enfrentam d\u00favidas diante de mudan\u00e7as de posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Entenda os principais pontos do tema Est\u00e1 em an\u00e1lise no Supremo Tribunal Federal (STF)&nbsp;a forma de calcular os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios de quem contribu\u00eda para o sistema h\u00e1 30 anos ou mais. 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