{"id":90040,"date":"2024-07-12T04:20:53","date_gmt":"2024-07-12T07:20:53","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=90040"},"modified":"2024-07-11T19:10:42","modified_gmt":"2024-07-11T22:10:42","slug":"azeite-a-preco-de-banana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2024\/07\/12\/azeite-a-preco-de-banana\/","title":{"rendered":"Azeite &#8221; A Pre\u00e7o de Banana&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Via de regra, e de acordo com Lei da Oferta e Demanda o estabelecimento do pre\u00e7o de um produto ou servi\u00e7o \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre a quantidade ofertada pelos produtores e a quantidade procurada pelos consumidores. Assim o economista Adam Smith no Sec.. XVII explicava de acordo com os princ\u00edpios capitalistas o principal motivo a ser observado para a estabiliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, outras vari\u00e1veis, segundo os economistas, passaram a justificar a alta dos pre\u00e7os, inclusive a melhora do ambiente econ\u00f4mico (o mercado), capaz de pressionar os pre\u00e7os para cima. Outro argumento foca o alto valor do combust\u00edvel que afeta as \u201ccommodities\u201d, e os demais derivados do petr\u00f3leo causando o aumento dos pre\u00e7os, como um efeito mundial, repassado ao consumidor final.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Um motivo atual toma import\u00e2ncia na escalada dos pre\u00e7os dos bens e servi\u00e7os no mundo, os efeitos clim\u00e1ticos, principalmente sobre a queda da produ\u00e7\u00e3o de alimentos, levando a diminui\u00e7\u00e3o da oferta e a consequente majora\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o \u00e9 a seca, as enchentes e outras intemp\u00e9ries interferem na economia, via produ\u00e7\u00e3o, abastecimento, custos de energia, transporte, e os consequentes gastos governamentais, para manter os estoques reguladores, para recuperar os danos das cat\u00e1strofes, para subsidiar os cr\u00e9ditos necess\u00e1rios para reerguer as atividades econ\u00f4micas que vierem a ser prejudicadas ambientalmente. A\u00ed podemos citar os efeitos delet\u00e9rios da pandemia, n\u00e3o s\u00f3 na sa\u00fade, como no social, extensivos a economia mundial.&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses argumentos, algumas ferramentas da economia para o controle inflacion\u00e1rio, como o aumento das taxas de juros; e com tal objetivo as autoridades monet\u00e1rias tentam equilibrar o cambio, que tem taxa flutuante, que oscila novamente com a oferta e procura de divisas estrangeiras, que depende por sua vez dos investidores e das incertezas do mercado frente aos conflitos armados e o aumento do petr\u00f3leo, que levam ao aumento no custo de produ\u00e7\u00e3o, e refletem nos pre\u00e7os na economia dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Outros fatores podem ser considerados e colaboram com a majora\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dom\u00e9sticos como o desabastecimento, o ajuste de pre\u00e7os das concess\u00f5es, os gastos governamentais e a emiss\u00e3o de moeda, e as expectativas da retomada de crescimento ap\u00f3s as adversidades clim\u00e1ticas e a pandemia.<\/p>\n<p>Entre n\u00f3s podemos citar produtos que passaram de itens corriqueiros para os consumidores a esp\u00e9cies de luxo, dois dentre muitos citamos o azeite e as bananas. O primeiro cuja produ\u00e7\u00e3o global (Europa) \u00e9 insuficiente para atender o consumo, como benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade e resultado da seca e das altas temperaturas (Espanha) prejudicando a colheita e a queda da safra em Portugal, e It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Temos como explica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m base nos efeitos da economia mundial de que o aumento dos pre\u00e7os do azeite \u00e9 resultado das guerras em curso entre Israel e Palestina assim como Ucr\u00e2nia e R\u00fassia. &nbsp;<\/p>\n<p>Os pa\u00edses da Europa Oriental s\u00e3o produtores de \u201cazeite de girassol\u201d incomum no consumo brasileiro, os do Oriente M\u00e9dio s\u00e3o de oliveiras, com uma produ\u00e7\u00e3o aqu\u00e9m dos nossos vizinhos Chile e Argentina.<\/p>\n<p>O Brasil fica somente atr\u00e1s da&nbsp;\u00cdndia, China e Indon\u00e9sia como o quarto maior produtor na produ\u00e7\u00e3o de bananas no mundo e, no entanto por conta da entre- safra, dos custos de transporte, das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, insumos, e a infla\u00e7\u00e3o (40%) o pre\u00e7o atingiu \u00e0s alturas, equiparando aos altos pre\u00e7os do azeite importado resultante das guerras.<\/p>\n<p>Apesar da argumenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, sabemos que os monop\u00f3lios tem o mando no estabelecimento de pre\u00e7os, e as empresas dominantes aumentam os pre\u00e7os indiscriminadamente numa forma de \u201cganancia por lucros\u201d na inten\u00e7\u00e3o de garantir seus ganhos, usando empr\u00e9stimos, desonera\u00e7\u00f5es e subven\u00e7\u00f5es governamentais enquanto demitem colaboradores e aviltam sal\u00e1rios. Essa concentra\u00e7\u00e3o determina a n\u00e3o s\u00f3 quantidade ofertada de produtos que carteliza a economia, limita as op\u00e7\u00f5es de compra.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 exclusividade da infla\u00e7\u00e3o, mas a falta de concorr\u00eancia, e a usura nas transa\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_27745\" aria-describedby=\"caption-attachment-27745\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-27745 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_8555.jpg?resize=150%2C150\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_8555.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_8555.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_8555.jpg?resize=420%2C420&amp;ssl=1 420w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/IMG_8555.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27745\" class=\"wp-caption-text\">Luiz Fernando Mirault Pinto: F\u00edsico e administrador<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esque\u00e7amos as causas do aumento dos pre\u00e7os exorbitantes, e procuremos a forma de combat\u00ea-los, como fazem alguns consumidores conscientes pelo mundo, em pa\u00edses economicamente desenvolvidos, e que evitam adquirir produtos cujos pre\u00e7os s\u00e3o abusivos, focando apenas no pre\u00e7o justo (<em>fair market value<\/em>), comprando produtos de qualidade, na \u00e9poca das safras, deixando por conta do vendedor a percep\u00e7\u00e3o que os valores cobrados est\u00e3o fora da capacidade de compra da maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deixemos de comprar bananas \u00e0 pre\u00e7o de azeite importado e azeites aos atuais pre\u00e7os das bananas nacionais, e assim daremos valor as \u201cnossas\u201d economias.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:&nbsp;Luiz Fernando Mirault Pinto \/ Correio do Estado MS &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 12\/7\/2024<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via de regra, e de acordo com Lei da Oferta e Demanda o estabelecimento do pre\u00e7o de um produto ou servi\u00e7o \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre a quantidade ofertada pelos produtores e a quantidade procurada pelos consumidores. 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