{"id":9668,"date":"2017-01-18T00:05:07","date_gmt":"2017-01-18T03:05:07","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=9668"},"modified":"2017-01-17T22:09:49","modified_gmt":"2017-01-18T01:09:49","slug":"quando-a-mascara-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/01\/18\/quando-a-mascara-cai\/","title":{"rendered":"Quando a m\u00e1scara cai\u2026"},"content":{"rendered":"<p>O que ela revela? Qual a verdadeira face?<\/p>\n<p>Gosto de falar de m\u00e1scaras. Todos usamos. Tem gente que se diz sempre verdadeiro. At\u00e9 faz disso uma esp\u00e9cie de marketing. \u00c0s vezes, \u00e9 chato pra caramba, insuport\u00e1vel\u2026 e se justifica como \u201caut\u00eantico\u201d. Bobagem. At\u00e9 essa suposta autenticidade \u00e9 uma identidade constru\u00edda, uma m\u00e1scara \u2013 que pode esconder algu\u00e9m inseguro, fr\u00e1gil, medroso.<\/p>\n<p>Entretanto,\u00a0embora as m\u00e1scaras sejam necess\u00e1rias para mantermos os relacionamentos, algumas pessoas n\u00e3o apenas as usam para manter o conv\u00edvio social. Usam-nas para sobreviverem. Mentem. Quando a m\u00e1scara cai, revela-se o car\u00e1ter. Ou a falta dele.<\/p>\n<p>Muita gente, quando perde a m\u00e1scara, simplesmente desintegra. Durante tanto tempo viveu uma farsa. Sem prote\u00e7\u00e3o, perde o rumo. E quem est\u00e1 por perto n\u00e3o apenas decepciona-se, surpreende-se. Sem contar as dores, m\u00e1goas e frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As mesmas m\u00e1scaras que mant\u00eam a socialidade, tamb\u00e9m podem esconder uma vida paralela, as a\u00e7\u00f5es escusas, os atos il\u00edcitos.\u00a0Nos relacionamentos, quando esse tipo de m\u00e1scara est\u00e1 presente, geralmente o estrago \u00e9 grande. Nem sempre sobra alguma coisa pra reconstruir, pra recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>Na obra \u201cRetrato de Dorian Gray\u201d, Oscar Wilde n\u00e3o fala de uma m\u00e1scara. Mas conta a hist\u00f3ria de um rapaz que ganha um retrato, uma pintura bel\u00edssima. O trabalho fica t\u00e3o perfeito que o rapaz reclama que o quadro nunca envelhecer\u00e1. E deseja que a situa\u00e7\u00e3o fosse inversa: ele permanecesse jovem, n\u00e3o a pintura.<\/p>\n<p>No romance, a vontade se materializa. O tempo passa e Dorian n\u00e3o envelhece. Nem seus comportamentos mentirosos, criminosos se traduzem em marcas em seu rosto. Ele segue jovem, dono de um ar leve, de certa forma\u2026 inocente. Por\u00e9m, enquanto isso, o quadro envelhece, o quadro mostra amargura, o quadro revela toda a maldade de sua alma. Por isso, ele o esconde.<\/p>\n<p>Na vida, n\u00e3o temos um quadro que revela nossas mentiras. Elas est\u00e3o conosco.\u00a0Alguns mais, outros menos, conseguem se esconder. Recorrem \u00e0s m\u00e1scaras. O problema \u00e9 que, semelhante ao quadro de Dorian que acabou por ser descoberto e todos os crimes revelados, nossas m\u00e1scara pode cair. Quando isso ocorre, o que ela revela?<\/p>\n<figure id=\"attachment_9676\" aria-describedby=\"caption-attachment-9676\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/ronaldo.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9676 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/ronaldo.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/ronaldo.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/ronaldo.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/ronaldo.jpg?resize=420%2C420&amp;ssl=1 420w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/ronaldo.jpg?w=449&amp;ssl=1 449w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9676\" class=\"wp-caption-text\">Artigo escrito por Ronaldo Nezo que \u00e9 jornalista, especialista em psicopedagogia, professor em Maring\u00e1\/Paran\u00e1.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Cr\u00e9dito: Artigo publicado <\/em><em>dia 02\/12<\/em><em>\/201<\/em><em>2<\/em> <em>no Blog do Ronaldo<\/em><em> \u00a0\u2013 dispon\u00edvel na web 1<\/em><em>8<\/em><em>\/01\/2017 \u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong>Nota: O presente artigo n\u00e3o traduz a opini\u00e3o do ASMETRO-SN. Sua publica\u00e7\u00e3o tem o prop\u00f3sito de estimular o debate dos problemas brasileiros e de refletir as diversas tend\u00eancias do pensamento contempor\u00e2neo.<\/strong><\/span><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que ela revela? Qual a verdadeira face? Gosto de falar de m\u00e1scaras. Todos usamos. Tem gente que se diz sempre verdadeiro. At\u00e9 faz disso uma esp\u00e9cie de marketing. \u00c0s vezes, \u00e9 chato pra caramba, insuport\u00e1vel\u2026 e se justifica como \u201caut\u00eantico\u201d. Bobagem. 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