{"id":97468,"date":"2025-01-09T04:15:46","date_gmt":"2025-01-09T07:15:46","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=97468"},"modified":"2025-01-08T17:51:06","modified_gmt":"2025-01-08T20:51:06","slug":"caso-byd-expoe-contradicoes-do-investimento-chines-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2025\/01\/09\/caso-byd-expoe-contradicoes-do-investimento-chines-no-brasil\/","title":{"rendered":"Caso BYD exp\u00f5e contradi\u00e7\u00f5es do investimento chin\u00eas no Brasil"},"content":{"rendered":"<header class=\"sgeegmk\">\n<p class=\"teaser-text s1811lbz t1qen3t4 m1km9ap7 wgx1hx2 b1ho1h07\">Resgate de pessoas em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em f\u00e1brica de gigante automotiva p\u00f5e investidores estrangeiros na mira da Justi\u00e7a brasileira. Na China, caso gera discuss\u00e3o sobre condi\u00e7\u00f5es de trabalho locais.<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"cc0m0op s1ebneao rich-text t1it8i9i r1wgtjne wgx1hx2 b1ho1h07\">\n<p>O term\u00f4metro registrava mais de 30\u00baC no in\u00edcio da manh\u00e3 do dia 23 de dezembro de 2024, quando agentes de uma for\u00e7a-tarefa liderada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT)&nbsp;resgataram 163 oper\u00e1rios chineses&nbsp;do canteiro de obras da nova f\u00e1brica da gigante automotiva BYD em Cama\u00e7ari, na Bahia. Segundo o MPT, eles trabalhavam em&nbsp;condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio encontrado alarmou os agentes. Nos dormit\u00f3rios da empreiteira Jinjiang Group, empresa contratada pela BYD para a obra, n\u00e3o havia colch\u00f5es nas camas, e os poucos banheiros, em condi\u00e7\u00f5es de severa falta de higiene, serviam a centenas de trabalhadores.<\/p>\n<p>Os oper\u00e1rios tamb\u00e9m tinham alimentos armazenados sem refrigera\u00e7\u00e3o e estavam expostos \u00e0 intensa radia\u00e7\u00e3o solar, &#8220;apresentando sinais vis\u00edveis de danos \u00e0 pele&#8221;. O MTP ainda acusou as empresas de reter os passaportes dos trabalhadores e de deter 60% dos seus sal\u00e1rios \u2013 os demais 40% seriam pagos em moeda chinesa.&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a autua\u00e7\u00e3o, o MPT afirmou que os trabalhadores haviam sido v\u00edtimas de tr\u00e1fico internacional de pessoas e optou por interditar a obra e resgatar os 163 trabalhadores dos locais. Os oper\u00e1rios foram enviados a hot\u00e9is. Dias depois, o governo brasileiro suspendeu a emiss\u00e3o de vistos de trabalho tempor\u00e1rios para a BYD.<\/p>\n<p>Os trabalhadores haviam entrado no pa\u00eds com vistos de trabalho tempor\u00e1rio tipo 5, que s\u00e3o reservados para pessoas com forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia espec\u00edficas \u2013 o que n\u00e3o teria sido o caso dos cidad\u00e3os chineses. Por isso, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores suspendeu os vistos. O governo, contudo, n\u00e3o fez coment\u00e1rios para al\u00e9m do posicionamento da for\u00e7a-tarefa.<\/p>\n<p>Procurada pela DW, a BYD afirmou que colaborou com as autoridades brasileiras e refor\u00e7ou que n\u00e3o tolerar\u00e1 desrespeito \u00e0 lei brasileira e \u00e0&nbsp;dignidade humana.&nbsp;<\/p>\n<p>Especialistas ouvidos pela DW dizem que o epis\u00f3dio mostra que&nbsp;empresas estrangeiras &nbsp;ter\u00e3o que se adequar \u00e0s normas brasileiras \u2013 apesar da&nbsp;import\u00e2ncia pol\u00edtica&nbsp;da ind\u00fastria.&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma atua\u00e7\u00e3o ainda mais significativa por ter ocorrido em uma empresa que desfruta de forte apoio pol\u00edtico, tanto no governo federal quanto na Bahia, pela import\u00e2ncia que seus investimentos no Brasil t\u00eam para os projetos de reindustrializa\u00e7\u00e3o do presidente Lula&#8221;, comenta Maur\u00edcio Santoro, cientista pol\u00edtico e professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Mancha no projeto da reindustrializa\u00e7\u00e3o do Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>Em Cama\u00e7ari, pr\u00f3ximo a Salvador, o sol brilha e faz forte calor na maioria dos dias. A cidade de 300 mil habitantes tamb\u00e9m representa um pouco da hist\u00f3ria recente da ind\u00fastria brasileira. Foi l\u00e1 que a Ford inaugurou uma f\u00e1brica em 2001, com investimentos de 1,2 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Em 2021,&nbsp;a montadora americana anunciou que fecharia a f\u00e1brica na cidade&nbsp;e deixaria de produzir carros no Brasil, refletindo a&nbsp;derrocada da ind\u00fastria no pa\u00eds, que teve apenas 11% de participa\u00e7\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano.<\/p>\n<p>Eleito em 2022 com a inten\u00e7\u00e3o de reindustrializar o Brasil, o terceiro governo Lula buscou empresas parceiras interessadas em se instalar no pa\u00eds. No ano seguinte, a gigante chinesa BYD anunciou um investimento de R$ 3 bilh\u00f5es em uma nova f\u00e1brica para a produ\u00e7\u00e3o dos seus carros el\u00e9tricos, em parte do terreno de que j\u00e1 pertenceu \u00e0 Ford. A montadora acabou se tornando um s\u00edmbolo tanto do estreitamento de rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e China quanto da&nbsp;influ\u00eancia chinesa&nbsp;no pa\u00eds sul-americano.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o investimentos vultosos que indicam que a marca chegou para brigar de forma estruturada no mercado brasileiro automotivo. N\u00e3o s\u00e3o aventureiros, como eventualmente observamos&#8221;, avalia Milad Kalume Neto, consultor do setor automotivo.<\/p>\n<p>A chegada da BYD tamb\u00e9m representou esperan\u00e7a para a economia local. &#8220;A Ford criou um conjunto de empresas para apoiar a sua opera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o apenas fornecedores, mas pequenas empresas se desenvolveram prestando servi\u00e7os. Com a sa\u00edda, estas empresas tiveram diminui\u00e7\u00e3o de suas atividades e, agora, passam a ter novamente a possibilidade de trabalhar para uma&nbsp;montadora&#8221;, completa.<\/p>\n<h4><strong>Consequ\u00eancias jur\u00eddicas para a BYD<\/strong><\/h4>\n<p>O investimento bilion\u00e1rio da BYD na nova f\u00e1brica n\u00e3o impediu, por\u00e9m, que os trabalhadores chineses respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o da planta fossem encontrados em&nbsp;condi\u00e7\u00f5es degradantes. Nesta ter\u00e7a-feira (07\/01), o MPT se reuniu em audi\u00eancia com representantes da BYD e de empresas envolvidas na constru\u00e7\u00e3o. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, todos os resgatados j\u00e1 receberam os valores referentes \u00e0 rescis\u00e3o dos contratos e retornaram para a China.<\/p>\n<p>J\u00e1 a proposta de termo de ajuste de conduta que seria apresentada neste encontro &#8220;ficou para a pr\u00f3xima semana, quando o relat\u00f3rio da fiscaliza\u00e7\u00e3o realizada no canteiro de obras estar\u00e1 finalizado&#8221;. Por isso, haver\u00e1 uma nova reuni\u00e3o, ainda sem data marcada, para discutir os termos de acordos para esses trabalhadores estrangeiros.<\/p>\n<p>Para Paulo Feldmann, economista e professor da FIA Business School, o ingresso de trabalhadores estrangeiros para a obra da BYD se assemelha ao modo como multinacionais chinesas atuam na \u00c1frica e em pa\u00edses mais pobres da Am\u00e9rica Latina, para onde costumam levar muitos trabalhadores.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica traz pouco benef\u00edcio para os pa\u00edses que recebem os investimentos, destaca. &#8220;Para o Brasil, teria sido melhor que esses trabalhadores fossem locais, pela renda que isso geraria para eles e suas fam\u00edlias, o impacto positivo em suas comunidades e a capacita\u00e7\u00e3o profissional que iriam adquirir. Tamb\u00e9m seria mais f\u00e1cil fiscalizar suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho.&#8221;<\/p>\n<h4><strong>Como os chineses reagiram ao caso?<\/strong><\/h4>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o p\u00fablica na China se dividiu entre ceticismo em rela\u00e7\u00e3o a acusa\u00e7\u00f5es estrangeiras e discuss\u00f5es sobre direitos trabalhistas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o esc\u00e2ndalo, a BYD e a contratada Jinjiang Group refutaram a acusa\u00e7\u00e3o, rotulando-a como parte de uma campanha de difama\u00e7\u00e3o contra marcas chinesas.<\/p>\n<p>&#8220;Quando algu\u00e9m quer acusar voc\u00ea, n\u00e3o faltam desculpas&#8221;, postou Li Yunfei, diretor de Marca e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas do grupo BYD, no Weibo, uma plataforma de microblog popular na China. Li ent\u00e3o acusou for\u00e7as estrangeiras de manchar deliberadamente a imagem da China e tentar prejudicar suas&nbsp;rela\u00e7\u00f5es com o Brasil.<\/p>\n<p>O Jinjiang Group tamb\u00e9m divulgou um v\u00eddeo no qual trabalhadores chineses leem uma declara\u00e7\u00e3o, assinada com suas impress\u00f5es digitais, afirmando que &#8220;ser injustamente rotulados como &#8216;escravizados&#8217; deixou seus funcion\u00e1rios se sentindo profundamente insultados&#8230; a dignidade do povo chin\u00eas severamente prejudicada.&#8221;<\/p>\n<p>A narrativa foi ecoada pela m\u00eddia estatal e por muitos internautas chineses que caracterizam o esc\u00e2ndalo como um desafio enfrentado por corpora\u00e7\u00f5es nacionais que se expandem para o exterior.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, houve cr\u00edticas na China apontando que as condi\u00e7\u00f5es de trabalho na f\u00e1brica da BYD no Brasil s\u00e3o semelhantes \u00e0s dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil no pa\u00eds asi\u00e1tico. Isso gerou discuss\u00f5es online sobre quantos trabalhadores na China podem estar vivendo em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o pelos padr\u00f5es internacionais.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"render-container\">\n<div class=\"srnoiv7 s1a75hd4 lazy-load-container\">\n<figure style=\"width: 1110px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"hq-img loaded\" title=\"Trabalhador de bon\u00e9 e camiseta vermelhos, luvas brancas e cal\u00e7a cinza verifica qualidade de modelo New Energy Vehicle (NEV) na f\u00e1brica da BYD em Zhengzhou, na prov\u00edncia chinesa de Henan. \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/69559205_906.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"Trabalhador de bon\u00e9 e camiseta vermelhos, luvas brancas e cal\u00e7a cinza verifica qualidade de modelo New Energy Vehicle (NEV) na f\u00e1brica da BYD em Zhengzhou, na prov\u00edncia chinesa de Henan. \" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Resgate de trabalhadores chineses em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o em obras de f\u00e1brica da BYD no Brasil gerou discuss\u00f5es online sobre eventuais condi\u00e7\u00f5es de trabalho degradantes na China.Foto: Li Jianan\/XinHua\/dpa\/picture alliance<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>O mercado de trabalho chin\u00eas \u00e9 conhecido pela chamada cultura de trabalho 996, que envolve trabalhar das 9h \u00e0s 21h, seis dias por semana, apesar de violar as leis trabalhistas. O fen\u00f4meno predomina especialmente no setor de tecnologia.<\/p>\n<p>&#8220;Eu estou do lado do Brasil&#8221;, comentou um usu\u00e1rio em uma postagem do Weibo. &#8220;Trabalhadores chineses est\u00e3o sendo explorados implacavelmente&#8221;.<\/p>\n<h4><strong>Atua\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a no Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>Apesar da repercuss\u00e3o internacional do caso, a atua\u00e7\u00e3o das autoridades brasileiras no caso BYD n\u00e3o deve interferir nos investimentos chineses no pa\u00eds, avalia o economista Paulo Feldmann.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado brasileiro \u00e9 hiper atraente para as empresas chinesas. Ent\u00e3o elas v\u00eam para o Brasil principalmente por conta desse mercado. N\u00e3o acho que a rela\u00e7\u00e3o entre Brasil e China corra algum risco por causa desse epis\u00f3dio&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para ele, o investimento bilion\u00e1rio na Bahia mostra que o pa\u00eds tamb\u00e9m se tornou importante para a BYD ap\u00f3s as restri\u00e7\u00f5es comerciais impostas pelos Estados Unidos, Canad\u00e1 e Uni\u00e3o Europeia dificultarem a expans\u00e3o da montadora.<\/p>\n<p>O cientista pol\u00edtico Maur\u00edcio Santoro avalia que a calorosa recep\u00e7\u00e3o das autoridades brasileiras pode ter passado um sinal de complac\u00eancia e influenciado a decis\u00e3o da BYD de terceirizar a obra e n\u00e3o fiscalizar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;O governador da Bahia, por exemplo, chegou a elogiar a sensibilidade social da BYD com os trabalhadores. O presidente Lula recebeu a vice-presidente da empresa, j\u00e1 em meio \u00e0s den\u00fancias de trabalho escravo, e n\u00e3o manifestou publicamente nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com o tema&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ele espera que o caso sirva de li\u00e7\u00e3o para os investidores chineses sobre a independ\u00eancia dos Poderes no Brasil. &#8220;Eles aprenderam que, independentemente dos acordos que fa\u00e7am com l\u00edderes pol\u00edticos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o Judici\u00e1rio atuam de maneira pr\u00f3pria e fazem valer as leis trabalhistas. Sendo otimista, isso pode prevenir novos&nbsp;abusos&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: <span class=\"author su3s3ra no-link t1qen3t4 m1km9ap7 wgx1hx2 b1ho1h07\">Vinicius Pereira<\/span><span class=\"separator t14k9lqz r1wgtjne wgx1hx2 b1ho1h07\"> com a colabora\u00e7\u00e3o de <\/span>Yuchen Li<span class=\"extra-info t14k9lqz r1wgtjne wgx1hx2 b1ho1h07\"> (Taipei) \/ Deutsche Welle &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 9\/1\/2025<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resgate de pessoas em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em f\u00e1brica de gigante automotiva p\u00f5e investidores estrangeiros na mira da Justi\u00e7a brasileira. Na China, caso gera discuss\u00e3o sobre condi\u00e7\u00f5es de trabalho locais. 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