O avanço do PCC e os riscos à economia brasileira

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As recentes operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) revelaram a impressionante capilaridade da facção criminosa, que há anos extrapolou os limites do tráfico de drogas para infiltrar-se em diversos setores da economia formal.

Em entrevista ao jornal O Globo, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do MP-SP, destacou a dimensão desse avanço: “É mais fácil dizer em qual ramo da economia o PCC não está”.

A afirmação do promotor, que vive sob ameaças pela sua atuação no combate ao crime organizado, coincide com investigações que apontam como a facção vem utilizando mecanismos sofisticados para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.

Um dos pontos centrais é a atuação no mercado financeiro, especialmente por meio de fintechs e gestoras de investimento.

O novo enquadramento das fintechs como instituições financeiras pela Receita Federal foi classificado por Gakiya como fundamental para fechar brechas exploradas pelo crime.

Reportagens também revelaram que o PCC mantém forte presença no setor de combustíveis, utilizando distribuidoras e postos como fachada para movimentar grandes valores.

Os principais alvos das operações recentes incluem Mohamad Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, apontados como articuladores de esquemas de lavagem milionária com ramificações em diferentes estados.

Além disso, análises do mercado financeiro alertam para o risco do chamado “carbono oculto”, uma forma de inserção criminosa em operações aparentemente regulares, que pode comprometer a credibilidade das instituições financeiras e a segurança do sistema econômico.

As revelações trazem à tona a necessidade de maior integração entre órgãos de controle, Ministério Público, Receita Federal e instituições financeiras, de modo a impedir que o crime organizado utilize o aparato econômico do país como plataforma de enriquecimento e fortalecimento.

O combate ao PCC não é apenas uma questão de segurança pública: tornou-se também um desafio de regulação, governança e proteção à economia nacional.

ASMETRO-SI 30/8/2025

Fontes:

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