Reforma Administrativa: Avanço no Congresso e debate sobre eficiência, privilégios e modernização

0
91
@reprodução internet

A Reforma Administrativa voltou ao centro da agenda política no Congresso Nacional e deve ser votada ainda neste semestre. O relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho coordenado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) reúne cerca de 70 medidas, com o objetivo de modernizar o Estado, reduzir privilégios e aumentar a eficiência do setor público, especialmente nas áreas de saúde, educação e segurança.

Entre os principais pontos destacados estão:

  • Fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes e membros do Ministério Público, com possibilidade de demissão via processo administrativo;
  • Definição clara para verbas indenizatórias, de modo a evitar abusos no teto salarial;
  • Critérios de avaliação de desempenho, que passam a influenciar progressões e bonificações;
  • Férias limitadas a 30 dias, pondo fim ao privilégio de categorias que hoje têm 60 dias;
  • Teto salarial unificado, com aplicação também a estatais não dependentes, como BNDES e Caixa Econômica;
  • Progressão mínima em 20 níveis de carreira, dificultando a ascensão acelerada ao topo;
  • Restrição ao home office, limitado a 20% da força de trabalho e a um dia por semana;
  • Planos de metas e transparência, obrigatórios para cada governo ao longo dos mandatos.

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, declarou apoio à reforma, ressaltando a importância de preservar a estabilidade como proteção ao Estado, mas vinculada à avaliação de desempenho. Ela também destacou que eventuais bonificações precisam considerar desigualdades regionais e o equilíbrio fiscal.

Outro pilar destacado é a transformação digital, com iniciativas como o uso do CPF como número único para simplificar a burocracia e a integração digital dos serviços de saúde, que poderá gerar economia bilionária.

Contudo, há pontos sensíveis em debate, como a extensão do teto salarial às estatais, o que, segundo o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), exigirá adequações específicas para setores como o bancário, a fim de não comprometer a competitividade de empresas públicas como a Caixa Econômica.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a realização de uma comissão geral já na próxima semana, reforçando a necessidade de diálogo amplo sobre o tema.

Para o relator Pedro Paulo, houve abusos, e a sociedade quer a reforma administrativa”, indicando que o projeto busca alinhar o serviço público às demandas da sociedade e fortalecer sua credibilidade.

ASMETRO-SI 30/8/2025

FONTES: 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui