2026 começa com um chamado à responsabilidade institucional

0
226
@reprodução internet

Iniciamos 2026 com a convicção de que o Brasil precisa, mais do que nunca, reafirmar compromissos claros com a ética pública, a transparência e o respeito às instituições. O ano que se inicia herda da sociedade brasileira inquietações profundas diante de episódios recentes que expuseram fragilidades graves no sistema de controle do Estado e na relação entre poder, dinheiro e gestão pública.

Dois temas marcaram de forma contundente o debate nacional. No caso do Banco Master, causou perplexidade a repercussão de decisões e movimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal, levantando questionamentos legítimos sobre limites institucionais, conflitos éticos e a necessidade de preservar a credibilidade do sistema de Justiça. A confiança da sociedade no Judiciário é um patrimônio democrático que não pode ser relativizado.

No âmbito da seguridade social, o escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) trouxe à tona ligações inaceitáveis entre instituições privadas e gestores públicos, revelando práticas que atentam contra o interesse coletivo e penalizam justamente os mais vulneráveis. A previdência social não pode ser capturada por esquemas, conivências ou omissões.

Abrir 2026 é, portanto, assumir uma posição clara: não há desenvolvimento, justiça social ou estabilidade institucional sem integridade, controle e responsabilidade pública. O combate à corrupção não é pauta circunstancial; é condição permanente para um Estado que sirva à sociedade e respeite o cidadão.

Seguiremos atentos, críticos e comprometidos com a defesa do interesse público, da ética na administração e do fortalecimento das instituições republicanas. Que 2026 seja o ano da reconstrução da confiança, da valorização da transparência e do respeito aos princípios que sustentam a democracia brasileira.

Diretoria Executiva do ASMETRO-SI – 5/1/2026

Fontes: G1, Estadão, Valor Econômico, Metrópoles, Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Diário do Poder, com base em informações públicas do Supremo Tribunal Federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Banco Central, do TCU e da CGU.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui