Acidente no RS com 11 mortes expõe a importância do tacógrafo na segurança das estradas

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Caminhão colidiu com ônibus na BR-116, em Pelotas — Foto: Reprodução do porta G1

Tacógrafo: a “caixa-preta” das estradas que salva vidas

O início de 2026 nos impõe uma reflexão urgente sobre segurança viária, responsabilidade e fiscalização. Tragédias recentes nas estradas brasileiras reforçam o papel fundamental do cronotacógrafo, popularmente conhecido como tacógrafo — a verdadeira caixa-preta dos veículos pesados.

Em recente acidente no sul do Rio Grande do Sul, que resultou em 11 mortes, a Polícia Rodoviária Federal confirmou que o tacógrafo foi decisivo para apontar que o caminhão trafegava acima da velocidade permitida. A informação registrada pelo equipamento é agora peça central para a apuração de responsabilidades e eventual responsabilização criminal.

Em outro caso, de grande perda patrimonial, um caminhão-cegonha que transportava veículos importados tombou em Porto Alegre. A apuração revelou que o tacógrafo estava vencido, o que além de caracterizar infração, fragiliza a defesa do motorista e da transportadora, amplia riscos e agrava prejuízos.

Esses episódios demonstram, de forma inequívoca, que o tacógrafo não é apenas um instrumento de fiscalização — é um aliado do bom motorista, da empresa responsável e, sobretudo, da vida.

Por que o tacógrafo regulamentado é essencial?
  • Registra velocidade, tempo de direção e paradas, protegendo motoristas que cumprem a lei;
  • Subsidia investigações, evitando versões subjetivas dos fatos;
  • Contribui para a redução de acidentes, ao coibir excesso de velocidade e jornadas exaustivas;
  • Garante segurança jurídica, desde que esteja regularizado, verificado e dentro do prazo legal.

A regulamentação e o controle metrológico do tacógrafo são atribuições do Inmetro, que assegura que esses equipamentos funcionem com precisão, confiabilidade e rastreabilidade, protegendo a sociedade, os usuários das rodovias e os profissionais do transporte.

Tacógrafo vencido, adulterado ou inexistente não é detalhe administrativo: é um fator de risco que pode custar vidas, ampliar danos patrimoniais e gerar graves consequências legais.

Começar 2026 alertando a sociedade sobre a importância dessa “caixa-preta” é reafirmar um compromisso com a vida, a legalidade e a segurança nas estradas brasileiras.

ASMETRO-SI 5/1/2026

Fontes:

  • Tacógrafo aponta que caminhoneiro que causou acidente com 11 mortes no Sul do RS dirigia acima da velocidade permitida na rodovia, diz PRF – Portal do G1
  • Caminhão-cegonha que levava sete caminhonetes importadas e tombou em Porto Alegre estava com tacógrafo vencido, diz PRF – Portal do G1
  • A “caixa-preta” das estradas: Inmetro destaca papel do cronotacógrafo na segurança rodoviária – Inmetro  
  • Tacógrafo (Cronotacógrafo): A caixa preta que salva vidas nas estradas – ASMETRO-ZI

1 COMENTÁRIO

  1. O equipamento é sem sombra de dúvidas de extrema importância. Mas falta fiscalização e preparo para certos profissionais do volante. Profissionais que muitas vezes não pensam na própria família, muito menos na dos outros. Empresários muitas vezes visando o lucro acima de tudo, deixando de compreender que um motorista a menos, é também uma família a mais sem um provedor, sem contar os processos.

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