Declarações do secretário José Celso Cardoso Jr. dialogam diretamente com a realidade das carreiras técnico-científicas e estratégicas do Estado, como o Inmetro
A entrevista do secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), José Celso Cardoso Jr., ao portal JOTA — ao afirmar que “nada é rápido, fácil ou barato na gestão de pessoas no serviço público” — expõe, com realismo, os limites estruturais que cercam a reorganização das carreiras públicas no Brasil.
Suas declarações dialogam diretamente com a pauta histórica defendida pelo ASMETRO-SI e pelos servidores do Inmetro, especialmente no que se refere à valorização das carreiras técnico-científicas, à modernização institucional e à necessidade de fortalecer a capacidade do Estado.
Reforma administrativa: além do viés fiscal
O secretário foi claro ao criticar abordagens que reduzem a reforma administrativa a um simples ajuste de gastos. A experiência demonstra que reformas baseadas exclusivamente no corte fiscal fragilizam o Estado, desestruturam carreiras estratégicas e comprometem a qualidade dos serviços públicos.
Para carreiras como as do Inmetro — responsáveis pela Infraestrutura da Qualidade, pela confiabilidade das medições, pela competitividade da indústria e pela proteção da sociedade — a reforma precisa considerar:
- Valorização profissional e retenção de talentos
- Sustentação técnica e científica do Estado
- Modernização da gestão e das carreiras
- Capacidade institucional de gerar resultados para a sociedade
Sem esses pilares, qualquer reforma será apenas contábil, e não estrutural.
Entraves reais: legais, orçamentários e políticos
A entrevista confirma aquilo que as entidades representativas vêm apontando: a reorganização de carreiras depende de espaço fiscal, previsão orçamentária e ajustes legais — fatores que tornam o processo lento e politicamente condicionado.
Esse diagnóstico reforça a importância da estratégia em curso para:
- Modernização da Lei do Inmetro
- Reestruturação das carreiras e tabelas
- Reconhecimento das funções estratégicas de Estado
- Adequação ao novo ambiente institucional e tecnológico
Nada disso ocorre por inércia — exige articulação, fundamentação técnica e decisão política.
A pauta do Inmetro no centro do debate
As colocações do secretário evidenciam que a discussão sobre gestão de pessoas não é isolada: ela está diretamente ligada ao modelo de Estado que o país pretende construir.
No caso do Inmetro, trata-se de assegurar:
- Continuidade institucional
- Capacidade científica e tecnológica
- Autonomia técnica
- Efetividade regulatória e metrológica
- Entrega de valor à sociedade — o verdadeiro Lucro Social
Reformas que ignoram essas dimensões colocam em risco não apenas carreiras, mas funções essenciais do Estado.
Modernizar, não enfraquecer
A entrevista de José Celso Cardoso Jr. reforça uma verdade central: a modernização da gestão pública não pode ser conduzida apenas pelo prisma fiscal. É preciso equilibrar sustentabilidade financeira com valorização institucional, eficiência e capacidade técnica.
Para o ASMETRO-SI, a mensagem é clara: a reforma administrativa precisa fortalecer o Estado — não reduzi-lo — e reconhecer o papel estratégico das carreiras técnico-científicas, como as do Inmetro, para o desenvolvimento nacional.
Diretoria Executiva do ASMETRO-SI 10/2/2026
FONTE: José Celso Cardoso Jr: Nada é rápido, fácil ou barato na gestão de pessoas no serviço público














Só se fala em reestruturar carreiras, mas os servidores do executivo federal, pertencentes ao PGPE, são os marginalizados, são os esquecidos pelo MGI, esse MGI, deveria criar vergonha na cara, e olhar com carinho, para esse PGPE.
É uma lástima os vencimentos dessa categoria. Uma verdadeira vergonha, para esse órgão e para o Governo Federal, que se diz, valorizar servidores públicos.
Att.
Josué Freire do Nascimento Argolo
Enquanto o pessoal do PGPE, são marginalizados. Tem outras categorias que estão esbanjando seus salários.
Chega de propaganda mentirosa.
Nessa reforma administrativa deveria acontecer e que aplicasse a isonomia salarial.
Josué Freire do Nascimento Argolo