Reforma Administrativa e Carreiras de Estado: Entrevista do MGI reforça desafios estruturais e a urgência da modernização

0
117
@reprodução internet

Declarações do secretário José Celso Cardoso Jr. dialogam diretamente com a realidade das carreiras técnico-científicas e estratégicas do Estado, como o Inmetro

A entrevista do secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), José Celso Cardoso Jr., ao portal JOTA — ao afirmar que “nada é rápido, fácil ou barato na gestão de pessoas no serviço público” — expõe, com realismo, os limites estruturais que cercam a reorganização das carreiras públicas no Brasil.

Suas declarações dialogam diretamente com a pauta histórica defendida pelo ASMETRO-SI e pelos servidores do Inmetro, especialmente no que se refere à valorização das carreiras técnico-científicas, à modernização institucional e à necessidade de fortalecer a capacidade do Estado.

Reforma administrativa: além do viés fiscal

O secretário foi claro ao criticar abordagens que reduzem a reforma administrativa a um simples ajuste de gastos. A experiência demonstra que reformas baseadas exclusivamente no corte fiscal fragilizam o Estado, desestruturam carreiras estratégicas e comprometem a qualidade dos serviços públicos.

Para carreiras como as do Inmetro — responsáveis pela Infraestrutura da Qualidade, pela confiabilidade das medições, pela competitividade da indústria e pela proteção da sociedade — a reforma precisa considerar:

  • Valorização profissional e retenção de talentos
  • Sustentação técnica e científica do Estado
  • Modernização da gestão e das carreiras
  • Capacidade institucional de gerar resultados para a sociedade

Sem esses pilares, qualquer reforma será apenas contábil, e não estrutural.

Entraves reais: legais, orçamentários e políticos

A entrevista confirma aquilo que as entidades representativas vêm apontando: a reorganização de carreiras depende de espaço fiscal, previsão orçamentária e ajustes legais — fatores que tornam o processo lento e politicamente condicionado.

Esse diagnóstico reforça a importância da estratégia em curso para:

  1. Modernização da Lei do Inmetro
  2. Reestruturação das carreiras e tabelas
  3. Reconhecimento das funções estratégicas de Estado
  4. Adequação ao novo ambiente institucional e tecnológico

Nada disso ocorre por inércia — exige articulação, fundamentação técnica e decisão política.

A pauta do Inmetro no centro do debate

As colocações do secretário evidenciam que a discussão sobre gestão de pessoas não é isolada: ela está diretamente ligada ao modelo de Estado que o país pretende construir.

No caso do Inmetro, trata-se de assegurar:

  • Continuidade institucional
  • Capacidade científica e tecnológica
  • Autonomia técnica
  • Efetividade regulatória e metrológica
  • Entrega de valor à sociedade — o verdadeiro Lucro Social

Reformas que ignoram essas dimensões colocam em risco não apenas carreiras, mas funções essenciais do Estado.

Modernizar, não enfraquecer

A entrevista de José Celso Cardoso Jr. reforça uma verdade central: a modernização da gestão pública não pode ser conduzida apenas pelo prisma fiscal. É preciso equilibrar sustentabilidade financeira com valorização institucional, eficiência e capacidade técnica.

Para o ASMETRO-SI, a mensagem é clara: a reforma administrativa precisa fortalecer o Estado — não reduzi-lo — e reconhecer o papel estratégico das carreiras técnico-científicas, como as do Inmetro, para o desenvolvimento nacional.

Diretoria Executiva do ASMETRO-SI 10/2/2026

FONTE:  José Celso Cardoso Jr: Nada é rápido, fácil ou barato na gestão de pessoas no serviço público

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui