O Queen não é só uma banda lendária, era quase um grupo de cientistas.
Seus integrantes tinham sólida formação universitária, em instituições de elite global e, em muitos casos, em áreas técnicas e científicas.
Freddie Mercury formou-se em Arte e Design Gráfico pela Ealing Art College, em Londres, onde desenvolveu a identidade visual da banda, incluindo o icônico brasão do Queen.
Brian May é físico, com doutorado em Astrofísica pelo Imperial College London, uma das universidades mais prestigiadas do mundo, concluído anos depois do sucesso da banda.
Roger Taylor estudou Biologia no University College London (UCL), outra instituição de excelência global.
John Deacon é engenheiro eletrônico formado pela Chelsea College, integrante da University of London, e seu conhecimento técnico contribuiu conhecidamente para a sonoridade e os equipamentos do grupo.
Curiosamente, era uma banda constituída por integrantes com formação sólida, muitos deles com base em STEM, vindos de universidades de ponta — incluindo o Imperial College, que está entre as melhores do mundo.
Talento e formação caminhavam juntos.
Esses eram nossos influenciadores nos anos 80 e 90: artistas que não precisavam nem cantar no Rock in Rio, porque o público sabia cada letra de cor — mesmo em inglês.
Hoje, o cenário é outro.

Uma matéria recente mostrou que muitos dos maiores influenciadores brasileiros mal têm curso superior e alguns sequer concluíram o ensino médio.
Perfis com 30, 40 ou 50 milhões de seguidores que, possivelmente, teriam dificuldade em fazer uma redação do ENEM.
O desinteresse pelo ensino superior não surge do nada.
Ele também é influenciado por quem ocupa o topo da atenção pública.
Talvez esteja na hora de equilibrar melhor essas referências.













