A Campanha Salarial dos Servidores Públicos Federais começa, na prática, nesta quinta-feira (26/3), com a primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), em Brasília.
Da bancada sindical participam dirigentes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), do Fórum Nacional das Entidades Típicas de Estado (Fonacate) das centrais sindicais e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). Do lado do governo, estarão presentes representantes do Ministério da Gestão e Inovação no Serviço Público (MGI).
A minuta de reivindicações (ver no fim desta matéria) foi entregue no dia 30 de janeiro ao Secretário de Gestão de Pessoas, José Lopes Feijóo. Para a reunião de quinta-feira está prevista a resposta do governo em relação aos itens do documento.
A expectativa dos dirigentes do Fonasefe, ouvidos pela Secretaria de Imprensa do Sindsprev/RJ é de que o governo, desta vez, negocie de verdade, abandonando a prática utilizada nas campanhas salariais anteriores, de transformar a Mesa de Negociação em mesa de enrolação, não analisando os itens da minuta, discutindo em torno de uma pauta própria, ganhando tempo para, depois de meses, apresentar uma ‘proposta final’ que seria retirada da MNNP caso não fosse aceita.
“Vamos cobrar que o MGI faça uma negociação de verdade. Nos anos anteriores não houve negociação, mas imposição. A nossa pauta não foi atendida”, afirmou Paulo Lindesay, diretor da Assibge-Sindicato Nacional, integrante do Fonasefe.
Lembrou que por conta desta prática recorrente, inúmeras cláusulas foram repetidas este ano. O dirigente citou como prioridades, o reajuste salarial que reponha as perdas históricas, a revogação de dispositivos colocados em prática pelos governos Bolsonaro, Temer e pelo próprio governo Lula (entre eles o PL Geral da Gestão Pública que prevê a expansão dos instrumentos de cooperação entre o governo, setor privado e entidades da sociedade civil na execução de políticas públicas); a adoção da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê regras para a negociação no serviço público, bem como data-base para a categoria; paridade entre servidores aposentados e da ativa; revogação do decreto 10.620 que transfere para o INSS a administração das aposentadorias e pensões das autarquias federais, dentre outros.
Para Paulo Garrido, presidente da Asfoc-Sindicato Nacional (Servidores da Fiocruz), também integrante do Fonasefe, a expectativa é que o governo avance para uma negociação efetiva, que vá além do diálogo formal e se traduza em respostas concretas às demandas dos servidores públicos. O dirigente disse ser fundamental o governo Lula honrar seus compromissos assumidos, especialmente no que diz respeito à instituição de uma data-base, à valorização salarial e à recomposição das perdas acumuladas ao longo dos anos.
“Também é essencial garantir tratamento isonômico entre ativos e aposentados, incluindo a extensão de benefícios, como o auxílio-nutrição, além de assegurar avanços para os diferentes níveis da carreira, tanto intermediário quanto superior”, afirmou. E frisou: “Seguiremos defendendo uma política de valorização do serviço público que reconheça o papel estratégico dos trabalhadores e trabalhadoras para o país e que se materialize em direitos, condições dignas e respeito aos acordos firmados”.
Conheça a minuta de reivindicações entregue ao MGI em 30 de janeiro OF_001-2026_PAUTA_REIVINDICACOES_MGI_-_FONASEFE-FONACATE-CENTRAIS_-_ass_assinado-4
Crédito: Olyntho Contente / Sindsprev/RJ – @ disponível na internet 26/3/2026














