Diretoria da Unimed-Rio foi destituída em Assembleia Geral Extraordinária realizada ontem (28).

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A comissão eleita pelos cooperados da Unimed-Rio para fazer a transição da diretoria atual para um novo comando quer assumir hoje a administração da operadora. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na tarde desta quinta-feira, na Barra da Tijuca, em decisão unânime, 900 médicos associados à empresa decidiram pela destituição da diretoria atual, como informou Ancelmo Gois. Também foi decidido por unanimidade a instauração de um processo de responsabilidade dos atuais gestores.

— Hoje, de forma pacífica e ordeira, estarei na porta da Unimed-Rio para a passagem do comando. Essa é uma questão intramuros e que não deve causar impacto nem para os cooperados nem para os credores. A comissão de transição entra para que a empresa não pare de funcionar, mas a meta é convocar os cooperados para eleger democraticamente a nova diretoria — explica Antônio Romeu Scofano Júnior, eleito líder da comissão, que conta ainda com outros 20 representantes.

Segundo Gisele Wainstok, advogada do grupo que convocou a AGE, qualquer tentativa da atual diretoria de cancelar o resultado da reunião seria uma “aventura jurídica”:

— A assembleia foi considerada legal pela Justiça, inclusive o órgão especial. Sendo assim, sua decisão é também legítima.

Eduardo Garcia, também advogado do grupo, afirma ainda que os cooperados cumpriram todos os ritos da Lei de Cooperativas e do regimento interno para a convocação da AGE, o que na sua avaliação não abriria brechas para o questionamento do resultado da assembleia.

Depois dos cooperadoras conseguirem derrubar, na noite de quarta-feira, a liminar obtida pela diretoria da cooperativa que impedia a realização da AGE, a atual diretoria entrou com um mandado de segurança que foi negado, hoje, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que ratificou a legitimidade da convocação.

Em nota, a atual diretoria da Unimed-Rio disse ter tomado conhecimento da realização de uma assembleia, à revelia da gestão, com o objetivo de modificar os rumos da Unimed-Rio e convocar eleições internas.
“Reiteramos que não tivemos qualquer participação nesse processo e esperamos que o bom senso prevaleça em todas as esferas, de forma a não causar qualquer prejuízo aos cerca de um milhão de clientes e aos 5.500 cooperados”, completa o documento.

Scofano Júnior destaca que o plano de recuperação, assim como os acordos firmados até agora serão cumpridos pela comissão.

— Caberá à nova diretoria discutir o aprimoramento do plano, as melhores alternativas para que a cooperativa funcione de forma satisfatória para os seus beneficiários — afirmou o líder da comissão, informando que nada mudará, por exemplo, quanto aos descontos que estão sendo feitos sobre o pagamento dos procedimentos aos cooperados.— Tudo isso faz parte do plano de recuperação e tem que ser cumprido.

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Crédito: Jornal O Globo – disponível na web 29/07/2016

 

 

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