Álvaro Dias diz que, se eleito, reduzirá número de ministérios para 15 e privatizará ‘entorno’ da Petrobras

0
609
Pré-candidato do Podemos à Presidência citou ministérios das Cidades e da Segurança ao dizer quais ‘integrará’ a outras pastas. GloboNews iniciou série de entrevistas com postulantes ao Planalto.

O pré-candidato do Podemos à Presidência da República, senador Álvaro Dias (PR), afirmou nesta segunda-feira (30) que, se for eleito, reduzirá para 15 o número de ministérios. Hoje existem 29 pastas.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, que, nesta semana, entrevista postulantes ao Palácio do Planalto nas Eleições 2018.

“Eu advogo a redução dos ministérios para 15. Teremos, aí, a integração de vários ministérios. Já há uma simulação feita pela minha assessoria. Porque, obviamente, não basta eliminar o ministro. Tem que eliminar as estruturas paralelas, a superposição de ações”, declarou o pré-candidato.

Questionado sobre quais ministérios cortará se for eleito, Álvaro Dias mencionou três pastas (Cidades, Integração e Segurança Pública). Falou também de um ministério que não existe mais, o da Pesca (extinto em 2015), e não mencionou os demais que pretende cortar para chegar a 15.

Indagado especificamente sobre se unificará os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente caso seja eleito, Álvaro Dias disse que não.

Privatização

Em outro trecho da entrevista à GloboNews, Álvaro Dias foi questionado sobre o que pretende fazer para reduzir os gastos públicos e se pretende privatizar órgãos estatais.

O pré-candidato afirmou, então, que não privatizará a Petrobras “em um primeiro momento”, mas, sim, o “entorno” da estatal.

“A Petrobras, em um primeiro momento, eu não privatizaria. Até porque ela foi tremendamente desvalorizada. […] Mas nós privatizaríamos o seu entorno. Estabeleceríamos competição [na] prospecção, exploração de petróleo, distribuição, refinarias. É evidente que isso vai dinamizar a Petrobras sem entregar o seu comando”, acrescentou.

Sobre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, Álvaro Dias afirmou somente que os dois bancos públicos são “essenciais” e “indispensáveis” para o país, que não pode ficar “refém” do “sistema financeiro privado”.

Outros temas

Saiba abaixo outros temas abordados pelo pré-candidato durante a entrevista:

  • Porte de armas: “Não é distribuindo armas que vamos resolver a questão da segurança no país, pode até ser que agrave. Mas essa questão de livre arbítrio é essencial. Houve um plebiscito e 63% optaram pela venda de arma. […] O brasileiro já se manifestou favoravelmente ao porte. […] Advogo, sim, pela flexibilização do porte de arma, mas isso não é política de segurança pública”.
  • Aborto: “Eu admito que a atual legislação já estabeleça as excepcionalidades. É uma legislação adequada, do meu ponto de vista. Mas aceitaria um plebiscito nesse caso. Aceitaria um plebiscito para que a população decidisse […]. A atual legislação, com as excepcionalidades constantes, atende à necessidade neste momento. No entanto, se houver esse apelo popular, que se decida essa questão através de plebiscito”.
  • Corrupção: “Hoje, o presidente vai ao Congresso, apresenta uma proposta, instala um balcão de negócios e compra votos, compra consciência e compra partido político. […] Eu não isento [os partidos], mas não os responsabilizo em primeiro lugar. Há corrupção no Congresso porque do outro lado da rua tem o corruptor, que é o presidente”.
  • Número de partidos: “No Brasil não temos partidos, temos siglas para registro de candidaturas, aliás, uma fábrica de siglas. […] As siglas mudam de lado, algumas delas são sempre governo. Na verdade, não existe identidade programática. São siglas, não partidos, administradas cartorialmente e sustentadas pelo fundo partidário”.
  • Lava Jato e foro privilegiado: “Não tenho visto absusos [na operação]. Quando se fala em seletividade, tenho que responder que a seletividade é da legislação, porque nós estamos convivendo com um dispositivo constitucional que impõe privilégio às autoridades: o foro privilegiado. Queremos acabar com ele.”
  • Reforma tributária: “Um conjunto de medidas da reforma tributária é fundamental, porque o modelo tributário deve ser um modelo de distribuição de renda e justiça social. Por isso falamos em modelo tributário progressivo. Hoje, tributa-se mais o consumo e [assim] penaliza o consumidor mais pobre que compra arroz e feijão. Ele está sendo penalizado”.
  • O pré-candidato disse ser favorável a: idade mínima igual para aposentadoria de homens e mulheres; redução da maioridade penalprisão após condenação em segunda instância; e cotas sociais para estudantes oriundos da rede pública.

Crédito:  Gustavo Garcia e Filipe Matoso, G1, Brasília – disponível na internet 31/07/2018

Nota: O presente artigo não traduz a opinião do ASMETRO-SN. Sua publicação tem o propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, digite seu nome!

Moderação de comentário está ativada. Seu comentário pode demorar algum tempo para aparecer.