2016: III Oficina Lucro Social. “Oficina é prova de maturidade cultural”.

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Retrospectiva 2016: III Oficina Lucro Social – 28 de dezembro de 2016 – 1056 acessos.

Apesar de a metodologia para apresentação do Balanço Social em empresas do privado já serem consagradas, no setor público esta ferramenta ainda carece de uma padronização: aqui se identificam algumas diferenças em relação ao modelo privado: assumindo que a sociedade é o patrão e beneficiário direto das ações decorrentes de empresas públicas, apontar o retorno social tem uma conotação diferente: quanto cidadão tem, economicamente falando, de retorno em função das ações ou dos processos gerenciados/fiscalizados por entidades públicas? Como mensurar este ganho ou a economia gerada em pela ação direta ou indireta do Estado?

Para responder esta pergunta, é recomendável que um modelo de LUCRO SOCIAL voltado exclusivamente para o setor público, seja elaborado.

Contudo, a elaboração de um modelo de Lucro Social consistente, que atenda as necessidades tanto do governo quanto da população não é trivial e demanda uma série de conceitos, sem os quais tal tarefa é impraticável.

Desta feita, com vistas a dirimir estas questões e direcionar a elaboração de um modelo de Lucro Social que realmente reflitam a realidade da instituição, o ASMETRO-SN estará realizando um oficina para as instituições federais a realizar-se entre os dias 19,20 e 21 de setembro de 2016.

Nosso objetivo é explorar esta ferramenta para apresentar à sociedade a importância das ações desempenhadas por nossos institutos, apresentando números concretos de nosso desempenho, ou seja: explorar o Lucro Social das instituições como uma ferramenta de TRANSPARÊNCIA DAS AÇÕES SOCIAIS.

Outro ponto importante é termos os números, abrangência e impacto de nossas ações junto à sociedade. De posse destas informações, obtidas através de indicadores de desempenho elaborados pelas áreas fim de cada instituição, um novo horizonte se abre. Com isto melhores estratégias, recursos e ações podem ser criadas e direcionadas para maximizar o efeito do uso os recursos públicos, ou seja: explorar o Lucro Social das instituições como uma ferramenta de GESTÃO.

A oficina abordará os seguintes temas:

  • Necessidade e desafios da Transparência , sustentabilidade e modelos socialmente sustentáveis;
  • Ferramentas necessárias para identificação dos processos relevantes de cada instituto e elaboração de um modelo personalizado de Lucro Social aplicado a sua realidade;
  • Conceitos de Balanço Social para os setores privado e público;
  • Conceito de Lucro Social e como utilizá-lo na composição do Lucro Social;
  • Definição os indicadores de desempenho de eficácia, eficiência e efetividade para cada instituição para elaboração de se respectivo modelo.
  • Por isso serão abertas vagas para instituições/ministérios e estamos convidando profissionais com profundo conhecimento de suas áreas/instituição a fim de maximizar o aprendizado e elaborar um modelo de Lucro social mais próximo da realidade possível.

rodrigocostafelix

Laboratório de Ultrassom (Labus) da Diretoria de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro

O Chefe do Laboratório de Ultrassom (Labus) da Diretoria de Metrologia Científica e Industrial (Dimci), do INMETRO Rodrigo Costa-Felix, participa, pela primeira vez,  da III Oficina Lucro Social e diz aqui o que achou do evento, e a sua visão sobre o tema. “Pretendemos fazer da prática de desenvolvimento, monitoração e uso de indicadores de lucro social no nosso trabalho cotidiano daqui pra frente”, anunciou. 

Já conhecia a oficina de lucro social?

Eu acompanho este trabalho da Asmetro desde a primeira edição. Diversas vezes conversei com o Rodrigo Ozanan (presidente) e com o Sergio Ballerini (secretário geral) sobre esta iniciativa, e aguardei ansioso para que a Diretoria de Metrologia Científica o Industrial (Dimci) do Inmetro fosse convidada a participar.

Foi minha primeira participação na oficina, embora eu já tenha assistido às apresentações da Asmetro para o corpo de servidores da casa sobre os resultados das oficinas anteriores. 

Como conheceu a Oficina?

Sou sindicalizado à Asmetro desde 1996, quando entrei no Inmetro, e sempre acompanho as iniciativas do sindicato, que aprecio muito. 

O que acha da contribuição que a oficina pode dar para o serviço público?

No ponto de vista sindical, os estudos de caso desenvolvidos serão muito úteis para possíveis negociações com o governo para melhores condições de trabalho para os servidores públicos.

No meu ponto de vista em particular, vejo que o desenvolvimento de indicadores de lucro social é fundamental para que possamos entender a real utilidade do serviço público de qualidade. Estou tomando como base pragmática que a origem das demandas dos serviços públicos, incluindo as atividades técnicas desenvolvidas no âmbito da metrologia científica e industrial, é a sociedade, e que o retorno destas atividades deve ser claramente benéfico para a sociedade. Se soubermos medir o retorno, quantificando financeiramente, ficará mais clara a utilidade e importância de cada atividade técnica em metrologia científica e industrial. Estes indicadores poderão servir, ainda, para que os gestores públicos possam priorizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. 

Como avalia o evento?

A organização da Asmetro está impecável. A presença de três diretores do Inmetro (Metrologia Científica e Industrial; Metrologia Legal; Administração e Finanças), além do Presidente Carlos Augusto de Azevedo, bem como do representante do Ministério, evidenciam a importância que os gestores do Inmetro e do Ministério dão a este evento. Estou bastante satisfeito, e nós, da Metrologia Científica, retornamos para o Inmetro com o compromisso de multiplicar o conhecimento entre nossos colegas. Pretendemos fazer da prática de desenvolvimento, monitoração e uso de indicadores de lucro social no nosso trabalho cotidiano daqui pra frente.

raimundoresendedepoimentoDiretoria de Metrologia Legal do INMETRO

LUCRO SOCIAL, SEMENTE FRUTIFICA.

O titular da Diretoria de Metrologia Legal do INMETRO, Raimundo Alves de Rezende, participou da abertura da III Oficina Lucro Social, na segunda-feira (19/9), falando sobre “Ferramentas da qualidade no processo de medição e desempenho das organizações”. Pela terceira vez no vento, ele não tem dúvidas de que filosofia lucro social se torna cada vez mais conhecida e importante. “Fica claro que aumenta o interesse das pessoas por essa prática de gestão”, assegura o professor universitário e instrutor na área de metrologia e qualidade, no ramo há 20 anos.

Rezende compareceu também ao encerramento do evento nesta quarta-feira (21/9). Nos três anos de participação nas oficinas promovidas pelo ASMETRO, Rezende percebe que as pessoas estão utilizando as ferramentas apresentadas. “Reconheço e parabenizo a direção do Asmetro pela iniciativa que está mobilizando entidades em vários estados brasileiros, que planejam discutir o tema com os seus associados do serviço público. Não temos dúvidas de que as sementes foram plantadas e já estamos colhendo os frutos”, comentou.

Um fator importante é a crescente adesão das entidades e da própria direção do INMETRO ao evento, avalia Rezende. “Toda a diretoria do Instituto está aqui, inclusive o presidente, Carlos Augusto de Azevedo. Essa participação prova o êxito desse trabalho que a cada ano promove e amplia o debate sobre o tema”, comentou Rezende.

E completou: “Assistindo às oficinas percebe-se a importância dessas entidades para a sociedade brasileira e o governo pela riqueza dos exemplos práticos que estão ao longo dos anos trazendo grande melhoria da qualidade de vida para a população”.

dovercinoborgesnetoSINPRF – GRANDEZA DOS RESULTADOS

O diretor de Secretaria da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (SINPRF), Dovercino Borges Neto, estreou na oficina como participante, mas já conhecia o tema lucro social através das informações divulgadas desde a primeira edição, em 2014. Por isso, para ele, é de grande importância a comunicação do ASMETRO com os seus públicos.

O que acha do lucro social no serviço público?

Penso ser de extrema importância pois consegue quantificar e qualificar o serviço público permitindo às respectivas categorias levar essas informações para a sociedade e governo, demonstrando o valor do serviço prestado pelo servidor público. Conheço o assunto porque o ASMETRO divulga as ações desde 2014.

Acredita que o lucro social pode fortalecer as carreiras da polícia Rodoviária?

Não tenho dúvidas desse benefício para nossa carreira pois o lucro social permite a demonstração objetiva dos serviços realizados por nossa instituição e entregue a sociedade.

Levará o assunto para discutir em sua instituição?

Sim. Acredito ser de grande relevância levar o lucro social para dentro do nosso órgão e dialogar com todos os setores, pois grande parte dos nossos servidores  não conhecem a grandeza dos resultados relativa aos serviços prestados pela PRF. Isso ajudará na melhora da auto estima e motivará ainda mais nossos policiais, trazendo benefícios para a categoria e sociedade. 

Como avalia o evento? 

Considero excelente, proporcionando uma valiosa gama de conhecimentos, permitindo aos participantes abertura de horizontes futuros dentro do serviço público.

Parabenizo o ASMETRO pela brilhante iniciativa e excelente organização do evento e agradecer pelo convite a nossa entidade.

andrespascalSINDFRAMA – EXPERIÊNCIA ADQUIRIDA

O diretor do Sindicato dos Servidores da SUFRAMA (SINDFRAMA), Andrés Pascal, comenta para o site do ASMETRO o que achou da III Oficina Lucro Social e admite que o tema é pouco conhecido. 

Conhecia o tema Lucro Social e o seu real significado?

Eu já conhecia o conceito de balanço e responsabilidade social, mas a primeira vez que me aprofundei em relação a lucro social foi no ano passado, na época em que a Asmetro começou a divulgar a II Oficina. Li bastante sobre o tema, buscando formas de quantificar a importância que a SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus) tem para o país. 

O que sabia a respeito?

Infelizmente, muito pouco. Apesar de toda a importância da SUFRAMA para o desenvolvimento regional, ainda se discute muito pouco sobre isso à nível de gestão. Já o SINDFRAMA atentou para essa necessidade muito antes, quando estávamos discutindo reajuste salarial. Mesmo sem conhecer as ferramentas de lucro social, os técnicos do sindicato se debruçaram nos números da autarquia para apresentar à população e aos políticos o que a SUFRAMA tem feito pela geração de emprego e pelo desenvolvimento de todo o país. 

Qual a sua opinião sobre o lucro social?

É importante para que a sociedade conheça os e compreenda o trabalho realizado por cada órgão público. Mas é importante também para nós, servidores, que temos uma oportunidade de olhar pra dentro das nossas instituições, e avaliarmos criticamente o que estamos fazendo em prol do desenvolvimento do país. É uma forma de compreender se estamos, ou não, no caminho certo, e realizando as mudanças que nos propomos a fazer quando ingressamos no serviço público. 

O que está achando do evento? Está aprendendo? Fale um pouco sobre isso?

O evento é ótimo. Esperava algo mais teórico, e pouca prática. Mas no segundo dia já tivemos a oportunidade de colocar a mão na massa e conhecer todo o processo de quantificação do lucro social. O evento também foi uma oportunidade de trocarmos informações e experiências com os colegas de outros órgãos, e perceber que vivemos em realidades diferentes, mas com problemas e desafios muito parecidos. 

Qual a sua avaliação?

Minha avaliação é extremamente positiva. E nós, do SINDFRAMA, estamos ansiosos para levar toda a experiência que adquirimos aqui para o trabalho que realizamos em Manaus.

alessandrademouracadamuroDIEESE – LUCRO SOCIAL VALORIZA SETOR PÚBLICO

A técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Alessandra de Moura Cadamuro, participou da II Oficina Lucro Social a convite do CONDSEF, falando sobre a “PEC 241/2016 – o novo regime fiscal e seus possíveis impactos”. Ela acredita que o Dieese deve reunir todos os conhecimentos sobre lucro social para aplicá-lo na mesa de negociação, quando for necessário, porque valoriza o setor público.

“O Diesse é um órgão do movimento sindical, criado pelo movimento sindical, que produz conhecimento para o movimento sindical. A proposta é de que, de alguma maneira, se faça uma intervenção no sentido de mudar a maneira como a sociedade vê o serviço público. E a metodologia do lucro social é fundamental nesse processo”, comentou a técnica.

Ela acredita que a sociedade é estimulada a ter uma visão negativa do serviço público, com exceções, mas admite falhas do próprio setor.

“A discussão importante que a gente deixou de fazer, inclusive o movimento sindical é o seguinte: que tipo de estado a gente quer? Por que o papel do serviço público passa por essa discussão. A gente quer um estado que faça a inclusão de todo mundo? Como o Estado vai desenvolver as suas políticas públicas? Essas políticas públicas são demandas da sociedade? De qual parte da sociedade? Então esse debate que tem que ser feito regularmente pela sociedade”, comentou.

Como a ferramenta lucro social pode contribuir para que o serviço público estabeleça um elo mais positivo com a sociedade?  Segundo ela, isso é perfeitamente possível: “A partir do momento em que se consegue identificar, valorar e quantificar e qualificar o seu papel – aquilo que você se dispõe a fazer – vamos além, alcançamos outros objetivos. A compreensão do lucro social pode levar a isso. Acredito, portanto, que o julgamento de maneira genérica do serviço público, como ocorre hoje, pode mudar de forma significativa”.

A técnica lembrou que o Dieese está completando 61 anos de fundação em dezembro, reunindo cerca de 500 sindicatos, além de manter escritórios regionais em 19 estados e representação em todo o país. “Debater o lucro social com todos esses parceiros é de grande importância nesse momento. Vamos seguir com essa meta”, concluiu Alessandra.

azevedoPRESIDENTE DO INMETRO ANUNCIA APOIO E FORMAÇÃO DE GRUPO DE TRABALHO SOBRE LUCRO SOCIAL. 

O presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), Carlos Augusto de Azevedo, anunciou nesta quarta-feira (21/9), a formação de um grupo de trabalho para discutir os impactos do lucro social na instituição. O presidente do Inmetro encerrou a III Oficina Lucro Social: Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público, realizada pelo ASMETRO, no Hotel Bel Air, em Teresópolis (RJ). Azevedo também estava representando o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira.

“Agradeço o convite com satisfação. O ministro achou muito importante a sua representação no evento”, informou o presidente do Inmetro, que também anunciou o apoio financeiro ao próximo evento, em 2017. “Podemos ter um evento maior, com outros parceiros. Vamos pensar nisso. Pretendo que possamos ter outras reuniões para discutirmos o evento do ano que vem. Vamos formar um grupo para trabalhar mais o assunto dentro do Inmetro”, reiterou Azevedo.

O presidente do Inmetro lembrou que a discussão sobre o tema do lucro social, que é “jovem”, é importante porque pode contribuir para a melhoraria de indicadores. O debate sobre o tema, para Azevedo, deve ser ampliado e chegar a outros setores e entidades, “para que esse conhecimento se propague na economia e na sociedade”. E acrescentou: “O debate é fundamental para que se analise de que forma isso pode chegar nessas esferas”.

E concluiu: “Espero estar participando novamente com vocês no ano que vem e que possamos ter um grupo específico para esse estudo. Espero que que essas ações provoquem e cheguem a outros setores e que outras instituições criem seus grupos, para debater o lucro social e quem sabe, até mais, o impacto social que provoca. Quero deixar aqui o meu apoio”. 

ozanandepoimentoASMETRO-SN – UM NOVO HORIZONTE SE ABRE. MOTIVAÇÃO É FUNDAMENTAL NO SETOR PÚBLICO.

Para o presidente do ASMETRO (Sindicato Nacional dos Servidores de Metrologia, Normalização e Qualidade do INMETRO), Rodrigo Ozanan, a III Oficina Lucro Social: Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público, realizada de 19 a 21/9, no Hotel Bel Air, em Teresópolis (RJ), demonstrou a ampliação do interesse de entidades e governo em debater o tema, face a sua importância para a o serviço público e a sociedade. “Um novo horizonte se abre”, comentou Ozanan.

A participação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, do presidente do Inmetro, Carlos Augusto de Azeredo e de importantes lideranças sindicais comprovam que o tema abarca um contingente cada vez maior interessando em debater o tema.

“O lucro social é uma ferramenta cada vez mais fundamental na mesa de negociação, pois fortalece a todos os setores, valorizando as ações desempenhadas pelo serviço público, muitas vezes desconhecidas do grande público”, comentou no encerramento do evento nesta quarta-feira (21/9). Ozanan desatacou um dos pontos fundamentais dos debates e dos trabalhos práticos realizados durante o evento.

“Apesar de a metodologia para apresentação do Balanço Social em empresas do setor privado já ser consagrada, no setor público esta ferramenta ainda precisa de uma padronização.  Identificamos algumas diferenças em relação ao modelo privado: a sociedade é o patrão e beneficiário direto das ações decorrentes de empresas públicas. Nesse caso, apontar o retorno social tem uma conotação diferente: quanto o cidadão tem, economicamente falando, de retorno em função das ações ou dos processos gerenciados e fiscalizados por entidades públicas? Como mensurar esse ganho ou a economia gerada pela ação direta ou indireta do Estado”.

Esses foram alguns dos muitos pontos fundamentais da discussão sobre lucro social nos debates conduzidos por Rodrigo Ozanan e o secretário geral do ASMETRO, Sergio Ballerini, nos três dias do evento. Para responder às perguntas, segundo eles, é preciso que se elabore um modelo de lucro social voltado exclusivamente para o setor público. “Mas a elaboração desse modelo requer que ele atenda às necessidades de todos ao envolvidos governo e sociedade, “o que não é trivial e demanda uma série de conceitos, sem os quais essa tarefa fica impraticável”, observou Ozanan.

Ao fazer um balanço do evento, o presidente do ASMETRO reiterou que o principal objetivo do evento é sempre explorar a ferramenta do lucro social  para apresentar à sociedade a importância das ações desempenhadas pelos institutos do setor público, apresentando números concretos de nosso desempenho.

“Na verdade, o que precisamos é diagnosticar o  lucro social das  instituições públicas como uma ferramenta de transparência das ações sociais”, comentou Ozanan. Outro ponto importante, acrescentou, é que se encontre os números, abrangência e impacto de nossas ações junto à sociedade. “De posse destas informações, obtidas através de indicadores de desempenho elaborados pelas áreas fim de cada instituição, um novo horizonte se abre”.

ballerinidepoimentoASMETRO-SN – MOTIVAÇÃO É FUNDAMENTAL NO SETOR PÚBLICO

O secretário geral do ASMETRO, Sérgio Ballerini, que, juntamente com Ozanan, realizam as oficinas desde a sua primeira edição em 2014, acredita que a motivação é ponto crucial para o servidor público e sociedade estabeleceram uma melhor relação de confiança, que nos últimos anos vem sofrendo um desgaste.

Durante os três dias de evento, Ballerini apresentou três vídeos motivacionais sobre temas ligados à natureza humana, capazes de mudar a percepção das pessoas em relação ao que fazem. A reintrodução de lobos num parque norte-americano, na década de 90, que mudou positivamente o cenário local, por exemplo, segundo ele, estimula a importância de as pessoas mudarem e saírem da estagnação para benefício próprio e da coletividade. “A aplicação do lucro social tem a capacidade de fazer isso”, disse.

Para o secretário geral do ASMETRO, a implementação do lucro social no setor público é, “sem dúvida, um estímulo e poderá contribuir de forma decisiva para que a sociedade perceba de forma mais visível as ações desempenhadas pelo setor”.]

rogerioantonioexpeditoCondsef – LUCRO SOCIAL EM DEBATE NACIONAL 

O secretário de Imprensa da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Rogério Antonio Expedito, informou que o objetivo a partir de agora é adaptar o modelo de lucro social apresentado na III Oficina para colocá-lo em discussão com os setores do serviço público federal, nos próximos três anos.

“Na verdade, esse é um projeto pra gente começar ano que vem e com todos os setores das diversas áreas. Interessante é podermos definir qual é o valor que vamos apresentar para a sociedade e de que maneira vamos poder melhorar a qualidade do serviço público de maneira global, utilizando a metodologia do lucro social”, comentou Rogério, que participa do evento desde a primeira edição em 2014.

Fundada há 26 anos, a Condsef representa 33 sindicatos no país com a representação de 800 mil servidores públicos federais, informou o dirigente. Para todo esse contingente de trabalhadores, ele acredita que a compreensão do lucro social pode contribuir de forma significativa no processo de negociação.

“Por isso, acho que a oficina  tem um aspecto muito importante, principalmente na estrutura para podermos renovar um novo formato de negociação. É fundamental termos bem claro que com os parâmetros do lucro social pode-se definir quem somos, onde queremos chegar e para que devemos realizar as nossas atividades. E de uma forma que a partir daí possamos estabelecer valores numericamente. Daí, então, será possível discutir o que o serviço público pode apresentar, de maneira global, via o lucro social”, opinou Rogério.

E mais, ele lembrou que o lucro social apresenta números do trabalho realizado e do serviço efetivado. “Assim, numericamente se apresenta tanto números quanto valores de quanto custa a ação desempenhada para a sociedade, em termos de representação. Isso, enquanto elemento de negociação fortalece enormemente, porque mostra tanto para o governo como para a sociedade o valor do servidor de maneira bem ampla”.

justahelenafrancoASFOC-SN: ESPAÇO PARA NEGOCIAÇÃO. SOMOS MULTIPLICADORES

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (ASFOC-SN), Justa Helena Franco, a III Oficina Lucro Social: Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público dá visibilidade à satisfação de as pessoas envolvidas poderem mostrar a sua produção profissional e a contribuição desse trabalho para a sociedade.

“A oficina é maravilhosa e estamos vendo aqui as pessoas empolgadas, interessadas em falar do seu trabalho, mensurando a qualidade do que fazem, sem rodeios. Por isso, no meu entender, o lucro social é, sem dúvida, uma ferramenta fundamental para termos um espaço para negociação com as esperas governamentais, que muitas vezes desconhecem o que a gente faz”.

Segundo a presidente do ASFOC-SN, a iniciativa do Asmetro de realizar o evento deve ser cada vez mais estimulada porque traz a “transparência do setor público para o debate, coisa que no passado era impossível”.

paulohenriquescrivanogarridoASFOC-SN: MULTIPLICADORES

Integrante da diretoria nacional do ASFOC-SN, Paulo Henrique Scrivano Garrido, participa da oficina pela terceira vez e acha fundamental a sua realização. ” Faz parte do processo de mobilização nos sindicatos, porque a luta exige capacitação e aprimoramento e esse é um evento de formação. Por isso, os representantes sindicais devem buscar essas informações para se capacitar de modo a ter uma processo de qualificação de suas ações sindicais. Afinal, somos multiplicadores”.

leonardosultaniAPRIMORAR INDICADORES

Para o superintende de planejamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Sultani, que participa da oficina pela primeira vez, o evento vai permitir que a instituição possa no futuro próximo aprimorar seus indicadores institucionais, principalmente no que se refere à transmissão do lucro social.

“É amplo o lucro social produzido pela CVM, como os benefícios para a economia, decorrentes das atividades de orientação e educação da sociedade. Entre esses benefícios podemos citar o aumento da taxa de poupança. Outro exemplo consiste nos efeitos financeiros decorrentes das aplicações de penalidades aplicadas pela instituição”, comentou Sultani.

Ele completou lembrando que a metodologia do lucro social permite uma melhor comunicação do serviço público com a sociedade, além de uma reflexão contínua a respeito dos processos desenvolvidos pela CVM, que completa 40 anos de fundação m dezembro.

verabatistadepoimentoVERA BATISTA: ESPAÇO PARA REFLEXÃO

A jornalista Vera Batista, do Correio Braziliense, participou da III Oficina Lucro Social na segunda-feira (19/9), como palestrante, colocando em debate os problemas de relacionamento do setor público com a sociedade, no que se refere ao atendimento às demandas da população, desde a área da saúde, passando pela Receita Federal, por exemplo, provocando acaloradas reações.

“O objetivo da oficina é mostrar que há espaço para o servidor refletir as demandas que vem da sociedade e principalmente as críticas da população em geral, que não são poucas. O que o servidor precisa nesse momento é refletir que, em alguns casos, desempenham funções essenciais, mas a sensação é de que a qualidade cai a cada ano. Por isso, o evento é importantíssimo, pois abre o debate para que se tenha uma noção do que a sociedade pensa e o que pode ser feito para melhorar”.

outrosdepoimentosLIDERANÇAS APLICAM LUCRO SOCIAL EM SUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO. 

Pelo terceiro ano consecutivo o ASMETRO-SN (Sindicato Nacional dos Servidores do Inmetro) realiza a III Oficina Lucro Social: Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público, reunindo a representação de diversas entidades para debater o tema e seus efeitos e perspectivas no presente e futuro. A programação do evento realizado no Hotel Bel Air, em Teresópolis (RJ), começou na segunda-feira (19/9), com palestras, trabalhos em grupo, apresentação de vídeos motivacionais e muito debate. A Oficina terminou na quarta-feira (21/9).

Participaram representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômios (DIEESE), Sindicato dos Servidores da SUFRAMA (SINDFRAMA), Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (ASFOC-SN), Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF), Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais em Pernambuco (SINPRF-PE), além do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e tecnologia (INMETRO).

No segundo dia do evento, foram formados grupos de trabalho com o objetivo de diagnosticar o valor social de algumas ações realizadas por entidades públicas. Servidores da Fiocruz, por exemplo, escolheram como tema a rede de banco de leite humano. “Queremos mensurar o que a Fiocruz promove em termos de economia às mães ou familiares que utilizam o leite, como a redução da mortalidade infantil e a redução da despesa com aquisição de alimentos que substituem o leite”, explicou o coordenador de estudos e projetos estratégicos da Fiocruz, Gabriel Lima Simões.

Os técnicos do Inmetro colocaram em discussão a calibração: “Vamos discutir até que ponto e de que forma a calibração de máquinas de tração impacta nos custos de produção do aço”, informou o chefe do Laboratório de Ultra-som do Inmetro, Rodrigo Pereira Barretto da Costa –Félix.

As áreas industrial e de desenvolvimento da Suframa, como geração de empregos para a sociedade foi escolhida pelos técnicos da Superintendência, Silvia Santos Costa, Fabiano Franco França e Andrés Pascal.

Representantes da Condsef, Dieese, Fenaprf e do Sinprf-PE debateram a redução nos acidentes de trânsito de vítimas fatais em função da atuação da polícia com base na Lei Seca. Para o diretor de secretaria da Fenaprf, com sede em Sergipe, Dovercino Borges Neto; e o presidente do Sinprf-PE, Frederico França, o tema é de “importância nacional para governo e população e, portanto, precisa sempre ser pautado”.

Os processos sancionadores aplicados como forma de melhorar a credibilidade da CVM junto à sociedade, foi o mote de debate selecionado pelos inspetores da instituição, Leonardo Sultni, Lenise Costa e Augusto Villaschi.

Foi através das oficinas que o Asmetro vem realizando nos últimos três anos que a maioria dos participantes tomou conhecimento do tema lucro social. Todos concordaram que o assunto é muito importante para o setor público, que pode utilizá-lo como ferramenta nas mesas de negociação.

aldamarinacamposSERVIÇO PÚBLICO E A GERAÇÃO DE VALOR SOCIAL EM REDE 

“O medo de um futuro que desconhecemos só pode ser superado com imagens de um futuro que queremos”. (Wilhelm Ernst Barkhoff).

A professora, consultora e empreendedora Alda Marina Campos, que participou da III Oficina Lucro Social na tarde desta segunda-feira (19/09), utilizou a frase do alemão Wilhelm Barkhoff, em sua palestra sobre sustentabilidade, para chamar a atenção sobre a importância do tema não apenas no setor privado, mas também no setor público. Ela falou sobre “Os desafios do desenvolvimento sustentável e da transparência nos negócios”.

Ao parabenizar o Asmetro pela iniciativa, ela fez questão de comentar que foi a primeira vez que participou de um evento sobre lucro social no setor público, apesar de sua bagagem com cerca de 20 anos de uma carreira bem sucedida. Alda é diretora da PARES – consultoria em desenvolvimento e inovação organizacional-, professora em Responsabilidade Socioambiental Corporativa, com mestrado em Administração de Empresas pela PUC-Rio, com ênfase em Estratégia em Alianças e Redes, desde 2005, pesquisa e trabalha com desenvolvimento humano e organizacional.

Falando para uma plateia de representantes de diversas entidades sindicais públicas, ela lembrou que, “se o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das gerações futuras de atender as suas próprias necessidades, o setor público deve se ater também a isso no que se refere ao lucro social ou valor social de seu serviço”.

Segundo a professora, a sustentabilidade envolve uma transformação progressiva da economia e da sociedade e requer uma redefinição dos conceitos de valor e sucesso nos negócios. “Essa redefinição do que é valor para a sociedade é algo que precisa acontecer não somente pelo setor privado, mas também pelo setor público. O que significa sucesso no setor público?”, questionou.

 ROMPER PARADIGMAS DA RELAÇÃO CONVENCIONAL

Alda Marina lembrou que as organizações que procuram incorporar a sustentabilidade na gestão de suas cadeias de geração de valor precisarão romper paradigmas da relação convencional entre seus atores, como cliente e fornecedor.

Ela acredita que aquela empresa que conseguir olhar para relacionamento com fornecedores, além das atividades transacionais com foco exclusivo em qualidade, preço e prazo, enxergará um enorme campo de oportunidades para inovação e desenvolvimento de soluções mais competitivas e sustentáveis. E isso vale para outras relações institucionais e para outros setores, acrescentou Alda Marina.

“Essa troca e construção participativa de conhecimento e soluções permitem diversidade, quebra de paradigmas e uma atuação muito mais sistêmica e em rede, essenciais num processo de real transição. Essa mesma lógica deve extrapolar o setor público, possibilitando o diálogo com o segundo e terceiro setores e o intercâmbio de experiências com empresas e organizações da sociedade civil, que atuem sobre formas similares de valor de geração de valor para a sociedade”, observou.

E concluiu: “Todos os participantes dessa oficina são lideranças, verdadeiros empreendedores dentro de importantes instituições brasileiras. Por isso, é fundamental que tenham clareza da imagem de futuro que estão construindo, para que possam inspirar outros servidores públicos e conduzir a transição. O Brasil ganha com o intraempreendedorismo e com o diálogo intersetorial”.

marcosjorgedelimaIII Oficina Lucro Social é prova de maturidade cultural: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O chefe de gabinete do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima, abriu na tarde desta segunda-feira (19/09), a  III Oficina Lucro Social: Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público, que está sendo realizada pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Inmetro (ASMETRO-SN), no Hotel  Bel Air, em Teresópolis, na Região Serrana (RJ). Representando o ministro Marcos Pereira, ele destacou que o Ministério apoia o evento porque somente com o diálogo e o aporte de novas e diferentes perspectivas é possível construir as melhores soluções. O evento, afirmou é “uma prova da maturidade cultural e institucional” do ASMETRO-SN e demais entidades envolvidas.

Ao colocar o tema em discussão, Marcos Jorge disse que todos os realizadores estão plantando as sementes de um movimento que certamente terá uma importante expansão. Há décadas o tema era desconhecido da maior parte dos gestores, mas isso mudou bastante. “Atualmente, a preocupação com o retorno para a sociedade é com conceito chave para o dia a dia de muitos líderes ao redor mundo, guiando e estabelecendo parâmetros para o planejamento, a execução, o monitoramento e a avaliação de todo tipo de ação”, observou. Lucro social, portanto, para Marcos Jorge é a ampliação do conceito de responsabilidade pública.

Marcos Jorge lembrou que o Ministério tem pesquisado diferentes formas de aplicação dos conceitos sobre o lucro social, tais como governança, pactuação de resultados, transparência ativa e participação dos cidadãos na formulação, monitoramento e avaliação de políticas, por exemplo. “Temos consciência de que uma nova geração de políticas públicas deve nascer de forma mais transversal, integrada e possível de ser monitorada, assim como o aperfeiçoamento da gestão e dos controles sociais indispensáveis para o êxito do relacionamento público com o privado”, comentou.

Por esse motivo, ele adiantou que, para o ciclo de gestão 2016/2019, o Ministério tem entre seus objetivos estratégicos: uma nova geração e políticas públicas, a busca permanente pela excelência na gestão e uma nova forma de se posicionar em relação à sociedade. Outro objetivo para esse período, segundo ele, é “reforçar a necessidade de realizar maiores e melhores entregas à sociedade”. Essa busca constante de aperfeiçoamento, destacou, levou a experiência exitosa do Inmetro, que assim se tornou referência no Governo Federal.

Ao parabenizar a realização do evento, o representante do Ministério completou: “A ferramenta do balanço social e o conceito de lucro social aplicado também ao serviço público vêm, de maneira especial, agregar muito ao debate ao qual estamos constantemente expostos, tendo em vista que é o motivo único de nossa existência”.

humbertosiqueirabrandidepoimentoDiretor do Inmetro abre palestras falando sobre valor social da medição.

O diretor de Metrologia Científica e Industrial do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), físico Humberto Siqueira Brandi, acha que a transparência das ações é valor social fundamental  das instituições perante a sociedade. Humberto Brandi abriu nesta segunda-feira (19/9) a série de palestras da III Oficina Lucro Social: Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público, que está sendo realizada pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Inmetro (ASMETRO-SN), no Hotel Bel Air, em Teresópolis, até quarta-feira (21/09).

Brandi fez uma ampla exposição sobre a História da Metrologia, desde o seu surgimento há cerca de seis mil anos antes de Cristo e garantiu que a oficina é de extrema importância, porque debate o valor social da medição. Brandi acha que o governo federal e as entidades devem ampliar o debate sobre o lucro social, que ele acha melhor denominar de “valor social”, porque é uma forma de se encontrar mecanismos de medição importantes para aferição da qualidade do trabalho prestado.

“O servidor público tem papel fundamental em qualquer sociedade e muitas vezes a sociedade não entende bem qual é o papel do servidor público e produto que ele oferece. Em todos os setores existem coisas boas e ruins. Não é apenas o serviço púbico que apresenta certo tipo de ineficiência. Por isso, há que se criar formas de medir esse potencial e apresenta-lo ao cidadão”, observou o diretor do Inmetro, que já lecionou na PUC e UFRJ.

O trabalho do servidor público, como lembrou Brandi, contém valores muitas vezes imperceptíveis. “Tantas vezes não se consegue dar um valor monetário, mas esse valor imperceptível é a segurança, a confiança, a certeza de que aquilo que está sendo feito está correto”, observou. O diretor do Inmetro finalizou lembrando a importância o valor social conquistada por algumas instituições, como é o caso do Inmetro, apontado por recente pesquisa como organização confiável, por cerca de 88% da população consultada.

Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público

Ao longo dos anos a sociedade tem demandado das empresas ações cada vez mais específicas e voltadas para questão social. Com o intuito de atender aos anseios de cidadãos cada vez mais exigentes, foi criada no século XX uma série de Ferramentas que possibilitam as empresas apresentarem-se de modo cada vez mais transparente, quantificando suas ações, outrora despercebidas, apresentando-as sob a forma do que se convencionou chamar “Balanço Social”. Estes balanços que retratam as questões de sustentabilidade social e o relacionamento entre as instituições, os shareholders e stakeholders, no setor privado, já tem uma metodologia consagrada e bastante difundida, destacando-se no Brasil o modelo Ibase.

No setor público, porém, a sociedade é a razão de ser do Estado. Assim, partindo da premissa de que a sociedade é o patrão e beneficiário direto das ações decorrentes de empresas públicas, como apontar o retorno social tem uma conotação diferente: quanto cidadão tem, economicamente falando, de retorno em função das ações ou dos processos gerenciados/fiscalizados por entidades públicas? Como mensurar este ganho ou a economia gerada pela ação direta ou indireta do Estado?

Para responder estas perguntas, desenvolvemos  um modelo de balanço social, baseado no Lucro Social, voltado exclusivamente para o setor público. Entre outras vantagens, pode ser usado como ferramenta de transparência das ações sociais para aproximação com os diversos setores da sociedade e gestão nas ações de instituições.

Lucro Social é a quantificação do retorno e/ou economia, em prol da sociedade, dos investimentos feitos em função da ação de um órgão governamental, quer seja diretamente, através das ações de fiscalização, regulação e controle, ou indiretamente, através de desdobramentos de duas ações.

Contudo, a elaboração de um balanço social consistente, que atenda as necessidades tanto do governo quanto da população e principalmente das entidades sindicais não é trivial e demanda uma série de subsunçores sem os quais tal tarefa é impraticável.

O objetivo da III oficina foi explorar esta ferramenta para apresentar à sociedade a importância das ações desempenhadas por nossos institutos, apresentando números concretos de nosso desempenho, ou seja: explorar a ferramenta Lucro Social das instituições criando indicadores que atuar como mais uma ferramenta de TRANSPARÊNCIA DAS AÇÕES SOCIAIS.

Outro ponto importante é a quantificação, abrangência e impacto de nossas ações junto à sociedade quando em mesas de negociação com o governo federal, ou seja: explorar o Lucro Social das instituições como uma ferramenta de NEGOCIAÇÃO.

 

finaldepoimentoIII Oficina Lucro Social: “Ferramenta de Negociação e Transparência no Setor Público”

Apesar de a metodologia para apresentação do Balanço Social em empresas do privado já serem consagradas, no setor público esta ferramenta ainda carece de uma padronização: aqui se identificam algumas diferenças em relação ao modelo privado: assumindo que a sociedade é o patrão e beneficiário direto das ações decorrentes de empresas públicas, apontar o retorno social tem uma conotação diferente: quanto cidadão tem, economicamente falando, de retorno em função das ações ou dos processos gerenciados/fiscalizados por entidades públicas? Como mensurar este ganho ou a economia gerada em pela ação direta ou indireta do Estado?

Para responder esta pergunta, é recomendável que um modelo de LUCRO SOCIAL voltado exclusivamente para o setor público, seja elaborado.

Contudo, a elaboração de um modelo de Lucro Social consistente, que atenda as necessidades tanto do governo quanto da população não é trivial e demanda uma série de conceitos, sem os quais tal tarefa é impraticável.

Desta feita, com vistas a dirimir estas questões e direcionar a elaboração de um modelo de Lucro Social que realmente reflitam a realidade da instituição, o ASMETRO-SN realizou uma oficina para as instituições federais entre os dias 19,20 e 21 de setembro de 2016.

Nosso objetivo foi explorar esta ferramenta para apresentar à sociedade a importância das ações desempenhadas por nossos institutos, apresentando números concretos de nosso desempenho, ou seja: explorar o Lucro Social das instituições como uma ferramenta de TRANSPARÊNCIA DAS AÇÕES SOCIAIS.

Outro ponto importante é de todas as instituições conhecer seus números, abrangência e impacto de suas ações junto à sociedade. De posse destas informações, obtidas através de indicadores de desempenho elaborados pelas áreas fim de cada instituição, um novo horizonte se abre. Com isto melhores estratégias, recursos e ações podem ser criadas e direcionadas para maximizar o efeito do uso os recursos públicos, ou seja: explorar o Lucro Social das instituições como uma ferramenta de GESTÃO. 

A oficina abordou os seguintes temas:

Necessidade e desafios da Transparência, sustentabilidade e modelos socialmente sustentáveis;

Ferramentas necessárias para identificação dos processos relevantes de cada instituto e elaboração de um modelo personalizado de Lucro Social aplicado a sua realidade;

Conceitos de Balanço Social para os setores privado e público;

Conceito de Lucro Social e como utilizá-lo na composição do Lucro Social;

Definição os indicadores de desempenho de eficácia, eficiência e efetividade para cada instituição para elaboração de se respectivo modelo.

21/09/2016 – III Oficina Lucro Social
Foto de Ronaldo Mendes

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