Formação dos grupos no governo de transição. Gabinete já tem mais de 50 nomes definidos

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Vice presidente eleito Geraldo Alckimin @Amanda Perobelli/Estadão

Formação dos grupos na transição é resultado da pressão do PT sobre Alckmin

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin vem sendo pressionado por diferentes grupos do PT que desejam ter espaço no governo de transição.

Os pedidos não são apenas para abrigar petistas, mas também para contemplar indicados oriundos de diferentes vertentes, uns da gestão Lula, outros da administração Dilma Rousseff, e também os preferidos de parlamentares eleitos.

Aliados creem que Alckmin não tem traquejo para lidar com o partido, mas veem um lado positivo: ao ceder espaço agora, o vice deixa que ocorra toda a reação negativa antes do início do mandato.

O próprio mau humor gerado com a aparição de nomes como o de Guido Mantega poderá servir de argumento para conter pedidos na formação dos ministérios.

CALMANTE. Diante da disputa por espaço na transição, um membro da equipe brincou que Lula teria de montar uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no CCBB.

Até a viagem à COP-27, no Egito, provocou ciúmes. A presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, teve de explicar que não se trata de viagem do PT.

INDECISÃO. A falta de consenso está fazendo com que a divulgação dos membros dos grupos temáticos saia a conta-gotas.

Na agricultura, há divergência sobre formar ou não um time específico para o desenvolvimento agrário, o que poderia ter consequências na conformação do novo ministério – hoje, as duas áreas estão unificadas.

Crédito: Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes / O Estado de São Paulo -@ disponível na internet 11/11/2022


Gabinete de Transição já tem mais de 50 nomes definidos. Veja lista

O primeiro nome confirmado foi o de Geraldo Alckmin (PSD), vice-presidente eleito que coordenará a operação de transição. Na terça-feira (8/11), o tucano assinou a portaria que instalou o gabinete, em uma cerimônia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O local é usado como sede do gabinete desde 2002, e ficará ocupado pela equipe até a primeira semana de janeiro.

O primeiro nome confirmado foi o de Geraldo Alckmin (PSD), vice-presidente eleito que coordenará a operação de transição. Na terça-feira (8/11), o tucano assinou a portaria que instalou o gabinete, em uma cerimônia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O local é usado como sede do gabinete desde 2002, e ficará ocupado pela equipe até a primeira semana de janeiro.

]Segundo integrantes da transição, haverá mais de 100 pessoas trabalhando no grupo, desde selecionados até voluntários. O líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes, afirmou que já indicou 50 nomes, além de 32 não-remunerados. No total, 150 pessoas podem ser contratadas, segundo a Constituição

No primeiro escalão do gabinete, ainda há Floriano Pesaro (PSDB) com a coordenação executiva. O ex-deputado foi secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo no governo de José Serra (PSDB) e secretário estadual na gestão de Alckmin e Gleisi Hoffman (PT), com a articulação política. O coordenador jurídico será o servidor Jorge Rodrigo Araújo Messias, conhecido por ser chamado de “Bessias” em um grampo entre Lula e a ex-presidente Dilma.

Rosângela Lula da Silva, a Janja, a futura primeira-dama, será a coordenadora dos preparativos da posse, em 1º de janeiro.

Conselho partidário

Na terça-feira, Alckmin anunciou os escolhidos para o conselho partidário, a ser integrado por 11 siglas, além do PT e PSD. Os representantes serão:

  • Antônio Brito (PSD);
  • Carlos Siqueira (PSB);
  • Daniel Tourinho (Agir);
  • Felipe Espirito Santo (Pros);
  • Gleisi Hoffmann (PT);
  • Guilherme Ítalo (Avante);
  • Jefferson Coriteac (SD);
  • José Luiz Penna (PV);
  • Juliano Medeiros (PSol);
  • Luciana Santos (PCdoB);
  • Wesley Diógenes (Rede);
  • Wolney Queiroz (PDT).

Economia

  • Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central;
  • André Lara Resende, economista;
  • Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda;
  • Guilherme Mello, economista.

Comunicação

  • Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações;
  • Jorge Bittar, ex-deputado federal;
  • Cesar Álvarez, ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações;
  • Alessandra Orofino, especialista em economia e direitos humanos.

Direitos Humanos

  • Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS);
  • Maria Vitória Benevides;
  • Silvio Almeida, advogado;
  • Luis Alberto Melchetti, doutor em Economia;
  • Janaína Barbosa de Oliveira, movimento LGBTQIA+;
  • Rubens Linhares Mendonça Lopes, setorial Pessoa com Deficiência;
  • Emídio de Souza, deputado estadual (PT-SP).

Igualdade Racial

  • Nilma Mino Gomes, ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos;
  • Givania Maria Silva, quilombola e doutora em Sociologia;
  • Douglas Belchior;
  • Thiago Tobias, advogado coalizão negra;
  • Ieda Leal;
  • Martvs das Chagas, secretário de Planejamento de Juiz de Fora (MG);
  • Preta Ferreira, movimento negro e moradia.

Orçamento, Planejamento e Gestão

  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda;
  • Enio Verri, deputado federal;
  • Esther Duek, economista e professora;
  • Antônio Correia Lacerda, presidente do Conselho Federal Economia.

Indústria, Comércio e Serviços

  • Germano Rigotto, ex-governador;
  • Jackson Schneider, executivo da Embraer;
  • Rafael Luchesi, Senai;
  • Marcelo Ramos, deputado federal (AM).

Pequena Empresa

  • André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do RJ;
  • Paulo Okamoto, ex-presidente do Sebrae;
  • Tatiana Conceição Valente, especialista em Economia Solidária;
  • Paulo Feldman, professor da USP.

Mulheres

  • Anielle Franco;
  • Roseli Faria, economista;
  • Roberta Eugênio, mestre em Direito;
  • Maria Helena Guarezi, professora;
  • Eleonora Menecuti, ex-ministra;
  • Aparecida Gonçalves, ex. Sec. Nacional da Violência contra a Mulher.

Crédito: Julia Portela / Metrópoles – @ disponível na inteernet 11/11/2022

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