Falácias sobre os novos medidores de energia elétrica

17
9712
Medidor aéreo de energia envia informações de consumo ao medidor colocado na parede ou mureta do consumidor, segundo a Amazonas Energia @ Amazonas Energia/Divulgação

Há uma série de informações contraditórias a respeito dos novos medidores de energia elétrica, ou medidores aéreos, instalados pela empresa Amazonas Energia, no Estado.

Diante desse turbilhão de informações, muitas delas falsas, o consumidor passou a rejeitar a instalação e até a ameaçar trabalhadores da empresa que tentam substituir os medidores convencionais por aéreos.

Entre os contrários aos medidores estão políticos do município, do Estado e do Congresso Nacional, mas nenhum deles comprova o que dizem sobre os novos equipamentos.

Os principais argumentos dos que se opõem aos medidores aéreos são os seguintes: eles não permitem que o consumidor acompanhe o consumo; há aumento significativo no valor da conta de energia.

A empresa Amazonas Energia, por seu lado, nega que o consumidor seja privado de acompanhar o consumo e que o novo medidor aumente o valor da conta. No entanto, a Amazonas Energia não comprova o que diz na mídia.

A Assembleia Legislativa do Amazonas já aprovou uma lei proibindo a instalação de novos medidores, mas a eficácia da lei foi derrubada no STF (Supremo Tribunal Federal) sob a alegação de que o Estado não tem competência para legislar sobre energia elétrica, mas apenas a União.

Na decisão, o ministro Luís Roberto Barroso escreve que “lei estadual ou municipal que interfere na relação contratual estabelecida entre concessionária e a União configura verdadeira invasão da competência privativa do ente federal”

Agora, tramita na Câmara Municipal de Manaus um projeto de lei para estabelecer a mesma proibição, e já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça do parlamento municipal.

Tanto a Assembleia Legislativa quanto a Câmara Municipal de Manaus ajudariam muito mais a população se contratassem uma auditoria independente para realizar um estudo nos medidores de energia. Tal auditoria poderia responder às questões que alimentam a querela em torno do tema, e que tem gerado muita confusão e pouca solução.

O Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas) chegou a realizar análise dos medidores de energia elétrica por ocasião da CPI da Amazonas Energia, realizada na Assembleia Legislativa no ano passado.

Na ocasião, foram avaliados medidores antigos e novos, e apontados problemas em mais de duas dezenas deles. De cordo com o Ipem os problemas, que incluíam a medição a maior e a menor, foram detectados em medidores antigos.

O instituto também avaliou os novos medidores, mas nunca se manifestou de forma clara sobre o resultado dessas análises. A Amazonas Energia chegou a usar em publicidade na mídia local a informação de que o Ipem aprovou os novos medidores; o instituto nunca a desmentiu.

Qualquer avaliação por mais superficial que seja constatará que, se o consumidor tem um medidor com problemas e a contagem for a menor, a instalação de um medidor aéreo vai apontar aumento do consumo, mas o mesmo ocorreria se a substituição fosse por um medidor convencional.

Não é segredo para ninguém que a Amazonas Energia quer, com os medidores aéreos, reduzir o furto de energia, cujos métodos são os mais variados na capital amazonense.

Quem utiliza esses métodos para furtar energia, nunca vai aceitar a troca de medidores. Mas isso não significa que a Amazonas Energia está com a razão.

Por isso, é necessário acabar com as falácias em torno dos medidores aéreos. Empresa e autoridades deveriam apresentar informações mais consistentes para acabar com a guerra em torno do assunto.

Está faltando alguém ou alguma entidade tomar as rédeas e tentar por um fim nessa disputa.

Crédito: Editorial publicado dia 09/03/2023 no Amazonas Atual – @ disponível na internet 13/03/2023

17 Comentários

  1. Walter messias vamos direto ao ponto só bobo não tem visão na instalação destes medidores aéreos fomos pegos de surpresa são tantos cabos que os postes estão prestes a tombar sem contar o que ninguém ainda não se deu conta cadê os cabos pertencentes aos consumidores que foram retirados levaram tudo imagine o valor que os funcionários arrecadaram vendendo esses cabos de nossa propriedade sem contar que a população não sabe que estão sendo cobrados nas faturas atuais não adianta ninguém falar ao contrário porque eu já fui no escritório de atendimento aqui da cidade nova e que também já estão cobrando aqueles 11 meses que nós ficamos pagando só a taxa no valor de 89 reais os 11 meses estão parcelando em 22 meses para quem não sabe vou dar uma dica aqui para os nossos ( representantes) organizarem ou constituírem uma comissão e contratar profissionais na área de especialização elétrica a fazerem uma interdição dentro da empresa para analisar como eles controlam as medições pelos meus conhecimentos de leigo são medidos por pulsos aí colocam os pulsos na maior escala será se não tem ninguém nessa cidade que não entende isso é muita falta de visão ou não querem ver, fica aqui a minha dica e opinião a minha conta de energia aqui na cidade nova quadruplicou.

  2. Manaus! A cidade que caminha na contramão! Enquanto as cidades modernas e cosmopolitas colocam nos seus subsolos seus fios e cabos elétricos e ópticos, não deixando nada visível, nossos governantes, municipais e estaduais permitem uma aberração dessa, deixando criar verdadeiras teias de aranha no espaço aéreo da cidade, poluindo e enfeiando o espaço aéreo e até mesmo as figuras imaginárias formadas pela nuvens.
    Um absurdo! E a população manaura calada e assistindo iguais uns cordeirinhos. Triste e deprimente!
    A concessionária de energia elétrica simplesmente escolheu o caminho mais fácil e cômodo para ela, que se lixe a sociedade e os moradores da cidade.
    Muito em breve os manauras não terão o direito de tirar uma foto da lua, das estrelas, de pássaros voando, de uma noite estrelada, de um artefato aéreo criado pelo ou homem, do espaço aéreo e etc.
    Só os cegos ou os míopes não veem essa aberração que estão fazendo com a nossa cidade. Durma tranquilo com isso e continuem elegendo os nossos políticos e grupos políticos, que estão mais comprometidos com os grupos econômicos que financiaram suas campanhas que continuaremos sendo uma cidade e estado que caminha na contramão das melhores práticas e modelos de sucesso.
    Eng. Eletricista Rômulo Luiz Lobato Rodrigues

  3. Voltamos a estaca zero. Um não é contra as concessionárias ou empresa de energia, outro acha que a culpa é dos políticos, já há os que botam a culpa num cabo de alumínio outros, no Procon . Minha gente , o problema é que o consumidor deve acompanhar o que se está medindo, portando perto dele, com dispositivo de leitura, e uma maneira de impedir que a empresa de energia tome decisões a revelia ou promova desmandos desnecessários . Respeito , o novo governo tem o caráter social , assim está sendo divulgado . Fora de questão o eu mando , vc obedece ou quem manda pode , quem não se sacode…… Não vou mais desenhar….

  4. SEGUE MEU DESABAFO!!!!
    Não discordo da instituição desse novo medidor. Mas não concordo com o valor cobrado, que calcula o valor de nossa conta de energia.
    Temos usinas hidroelétricas onde poderiam reduzir o custo da energia chegando em nossa residência.
    Nunca vi empresas favorecerem nós consumidores; só visam aumentar o custo de seus produtos!!!
    Lamentável que nossos políticos não briguem por um salário digno pro povo brasileiro.
    Nosso salário deveria ser R$ 4.000,00 salário mínimo para viver nesse nosso país.

  5. A verdade e que a maioria dos políticos são donos dessas empresas , e visam o lucro dificultando a vida da população.
    Esse procon não deveria nem existir pois não serve pra nada , só pra máscara o roubo .
    Quando tem um aumento abusivo em qualquer coisa que seja eles dão 10 dias pra explicações.
    O cara passa 10 dias com preço abusivo .
    Brasil e um país sem futuro .

  6. Quem tem o medidor aéreo instalado reclama que o cabo que a concessionária coloca até o terminal do usuário é fabricado em alumínio e quando o usuário liga toda carga o cabo aquece muito e danifica o Disjuntor do usuário. Se isso for verdade, a concessionária tem obrigação de trocar o disjuntor e o usuário pode fazer um gato até que o cabo de alumínio seja substituído por outro em material resistente

    • Rilson Costa não é bem o dinjuntor e sim quando a fiação/cabo aquece muito com ceteza o consumo vai lá pra cima, claro que o disjuntor sofre tbm, o ideal seria cabo de cobre mais e muito caro e a empresa não vai arcar com esse custo e o povo que paguei, e que se lasque.

  7. Ótimos comentários. Vimos que a preocupação maior não é a fidelidade da medição e sim o conceito anti social que envolve o sistema . Esse assunto se não morreu, já deve estar na beira da cova. O governo atual apoia o social, a participação da sociedade nas decisões governamentais, e o controle sobre os interesses econômicos de grupos . Não devemos partir do princípio que o povo desvia energia, que os equipamentos devem estar protegidos de acesso . Existem leis, que coibem e punem aquele que age na intenção de furtar energia. Por outro lado a função do Inmetro é garantir a medição , impedir o acesso e possibilidades de fraudes, mas longe de palpitar se os medidores aéreos são a solução para um problema social…….

  8. A grande verdade sobre esses problemas dos medidores aéreos (chip) é que se os fabricantes, repassarem o firmware que gera a leitura do consumo de energia para as concessionárias, realmente existe a possibilidade de fraude, mas na regulamentação do instrumento, deveria ter uma cláusula capaz proibir esse repasse, conforme citou o Edson no comentário acima, essa chave de acesso ao software, deveria está sobre a proteção do órgão controlador (Inmetro).

  9. Eu é que não quero botar uma coisa dessa na minha casa Deus me livre mesmo porque a gente não tem gato mas pagar o dobro para quem ganha um salário mínimo vai viver de quê

  10. Sobre os medidores eletrônicos de energia elétrica:
    Quando foi elaborado pelo Inmetro o regulamento definindo as características desses medidores, eu fui o redator do texto elaborado por um grupo de especialistas da Dimel. Alertei para o fato de que o texto não obrigava os fabricantes dos medidores a enviar ao Inmetro o programa que controlava o medidor cujo modelo estava sendo proposto para aprovação. Não havia garantia de o medidor fosse blindado contra a possibilidade de serem introduzidas fraudes pela concessionária eventualmente. Mas o regulamento foi aprovado sem essa obrigatoriedade. Pouco tempo depois o Deputado Estadual Paulo Ramos, do RJ, criou uma comissão na Câmara Legislativa daquele Estado, para atender às inúmeras reclamações de medições altas demais. O assunto na ocasião não progrediu, embora tenha sido convocado o presidente do Inmetro a prestar depoimento.
    Hoje estou aposentado e não sei se essa falha do regulamento foi corrigida. Se não tiver sido, o consumidor pode estar sendo lesado na medição.
    Fica aqui o alerta.

  11. Uma relação de negócio precisa ser bom para os dois. Os medidores aéreos são completamente desumanos e ante social, não colabora com a economia local, na medida q demitem os anotadores e parte dos eletricistas, são desumano quando propõe corte de energia automático, contrariando normas de diversos estatutos, tais como, corte em residências de idosos e crianças doentes, e até, residência q existam home Care, a pessoa em UTI entubada falece em minutos. A insegurança e a poluição visual das caixas em poste afeta diretamente o meio ambiente. O risco de choque eletrico é grande ao ser manipulado até por eletricista profissionais. A conferência da energia é dúbia, o relógio q informa diariamente ao consumidor não possui relação com o valor da conta. As contas são emitida pelo consumo registrado nos equipamentos da Amazônia Energia totalmente digital. Este projeto SMC covarde e desumano não será instalado no Amazonas, o q já foram terá q ser retirado. A PL de Manaus será replicada em todos os municípios do Amazonas. A relação de negócio q a Amazonas Energia propõe com o SMC só é bom para eles. O MODERADOR SÓ PUBLICA O Q INTERESSA PARA ASMETRO E A AMAZONIA ENERGIA, PROVAVELMENTE, ESTE NAO SERÁ PUBLICADO, NÃO TEM PROBLEMA, VOU DISTRIBUIR NO WHATSAPP, VAI CHEGAR MAIS RÁPIDOS A QUEM NÃO INTERESSA PARA ELES.

    • Verdade ,não tem nenhuma garantia e a empresa de energia visa lucro e esse negócio de falar que é confiável ,tudo mentira. Em 1996 a empresa de energia tentou implantar esses medidores mas não deu certo pois na leitura disparou na leitura,quem pagava 260,00 reais passou para 2460,00 e devido à alta temperatura foram descartados e eu acredito que esses mesmos medidores voltaram em 2023 como novidade ,novidade para quem? Essa empresa retorna com esse lixo,infelizmente

    • Bom, todo mes eu pago mais de 200 reais pra cobrir o gato dos outros, item destacado em “Perdas” na fatura, cancei de pagar pelo roubo dos outros, agora ta praticamente impossivel fazer gato, se fufu esse pessoal

  12. Em time que está ganhando, não se mexe, esse é o ditado popular sobre o esporte mais popular , o futebol. De fato, medidores confiáveis devem permitir acesso a leitura pelo consumidor mesmo que esse não se interesse por isso. É claro que medidores antigos sofrem desgastes, e por vezes devem ser trocados por apresentarem resultados errados, embora os desvios ,as tolerâncias devam cobrir os diversos erros fortuitos que apresentarem. Mesmo que sejam mais precisos, que dificultem o “gato energético”, não justifica o programa de substituição de qualquer instrumento de acordo com interesse do fabricante ou da companhia de energia, pois existem outros expedientes para conter o furto .tais medidores devem ser instalados em unidades novas, e não na substituição das antigas onde o consumidor já está definido e garante o retorno o concessionária, está que sabidamente , empurra os medidores antigos revisados para periferia. Medidores novos sem necessidade são gastos que o consumidor não pode e nao deve gastar, principalmente embutidos em outros fatores de modo disfarçado , como impostos, distribuição, ou outro penduricalho. Normalmente, empresas terceirizadas pressionam para fazerem os serviços de troca e manutenção de medidores , de energia, de água, empresas essas que muitas vezes não são responsabilizadas pelos resultados. De o medidor mede, deixemos onde está, medindo e a vista do consumidor, caso contrário a energia e a água seriam produtos premedidos, sem a necessidade de vigilância e conferência do interessado…..

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, digite seu nome!