Participar é escolher fazer parte

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Assim como no condomínio, o sindicato é mantido por quem contribui e decide coletivamente seus rumos.

A lógica de funcionamento de um condomínio ajuda a compreender, de forma simples e objetiva, o papel e os limites de uma organização coletiva — como é o caso de um sindicato.

Em um condomínio, todos os condôminos contribuem mensalmente com suas cotas. Esses recursos são destinados à manutenção, à gestão e às melhorias das áreas comuns, garantindo segurança, funcionamento adequado e valorização do patrimônio coletivo. O uso dessas contribuições obedece a regras claras: os recursos comuns existem para atender ao interesse coletivo, e não para resolver demandas individuais, particulares ou exclusivas de uma única unidade, que devem ser tratadas diretamente pelo próprio condômino.

Essa mesma lógica se aplica ao sindicato.

O sindicato é uma entidade de representação coletiva, mantida pela contribuição voluntária de seus associados. As ações sindicais — negociações, defesa institucional, assessoria jurídica coletiva, mobilização, comunicação e representação política — são construídas e financiadas por quem escolhe participar, contribuir e fortalecer a organização.

Assim como no condomínio, não é razoável exigir que recursos coletivos sejam direcionados para atender interesses individuais ou demandas isoladas que não dizem respeito à coletividade. Da mesma forma, não é coerente que alguém que opta por não se sindicalizar queira reivindicar, exigir ou impor pautas à entidade, usufruindo dos resultados e conquistas obtidos por quem contribui regularmente para sua manutenção.

A vida coletiva pressupõe corresponsabilidade. Direitos caminham junto com deveres. Participação, contribuição e compromisso são elementos essenciais para que qualquer organização — seja um condomínio ou um sindicato — funcione de forma justa, equilibrada e sustentável.

O sindicato, assim como o condomínio, é tão forte quanto o grau de participação e engajamento de seus membros. Quem escolhe não participar abre mão, legitimamente, do direito de decidir, reivindicar e exigir que a coletividade atenda a interesses individuais que não foram construídos de forma democrática e solidária.

Fortalecer a organização coletiva é fortalecer a todos. E isso começa pela escolha consciente de participar, contribuir e respeitar as regras que sustentam a vida em comunidade.

Diretoria Executiva do ASMETRO-SI 13/1/2026

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