De Bem com a Vida: Brasil entra no seleto grupo mundial da Protonterapia com centro pioneiro no Rio

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Imagem ilustrativa: A protonterapia pode ser direcionada aos tumores com mais precisão, causando menos danos aos tecidos saudáveis @getty images na BBC News Brasil

Rio terá local para tratamento de câncer que utiliza radioterapia com menos efeitos colaterais

O Brasil se prepara para um marco inédito na área da saúde: a construção do Centro de Protonterapia Mário Kroeff, o primeiro do país e da América Latina. A iniciativa, liderada pela Fundação Severino Sombra (FUSVE) em parceria com a empresa belga IBA – Ion Beam Applications, prevê investimento superior a R$ 400 milhões e posiciona o Rio de Janeiro entre os grandes polos mundiais de inovação em oncologia. A previsão é que as obras se iniciem em meados do segundo semestre deste ano.

A protonterapia é considerada uma das mais avançadas modalidades de radioterapia, capaz de direcionar a radiação com altíssima precisão ao tumor, preservando os tecidos saudáveis ao redor. Essa tecnologia reduz efeitos colaterais e amplia as possibilidades terapêuticas, especialmente em casos pediátricos e tumores complexos próximos a órgãos vitais.

Atualmente, apenas países como Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Japão e China oferecem esse recurso em larga escala.

O centro será instalado em uma área de 15 mil metros, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, e homenageará o médico Mário Kroeff, um dos fundadores do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além do atendimento clínico de alta precisão, o projeto terá vocação científica, com foco em pesquisa avançada, formação especializada e integração em consórcios internacionais de inovação em terapia por partículas.

“Este projeto simboliza um passo transformador para o Brasil. Ao trazer ao país uma tecnologia de ponta e estruturar um centro com vocação científica e internacional, reafirmamos nosso compromisso com a inovação, a excelência acadêmica e a ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade”, afirma Gustavo Oliveira do Amaral, presidente da FUSVE.

Foto: Divulgação

Tecnologia de referência mundial

A implantação contará com o sistema Proteus®ONE, de última geração, fornecido pela IBA, líder global em soluções de Protonterapia. O acordo inclui operação e manutenção plurianual, assegurando atualização contínua e alinhamento com os avanços mais recentes da oncologia radioterápica mundial.

Segundo Mauro Ferreira, vice-presidente da IBA para a América Latina, “o projeto vai gerar não apenas uma nova onda tecnológica no tratamento do câncer no Brasil, mas também servirá como plataforma para impulsionar a regiãoAlém disso, coloca a FUSVE no mesmo nível tecnológico dos grandes centros oncológicos do mundo”.

Precisão terapêutica e impacto clínico

A Protonterapia utiliza prótons em vez de raios X para combater o câncer, permitindo maior precisão na entrega da dose e reduzindo danos aos tecidos saudáveis. O físico médico Hélio Salmon, especialista em Radioterapia pelo Hospital Sírio-Libanês e responsável técnico pelo projeto, destaca: “O centro brasileiro será implementado com tecnologia de ponta, não devendo nada aos melhores centros globais.

Crédito: Felipe Lucena / Diário do Rio – @ disponível na internet 21/1/2026


O que é Protonterapia

Protonterapia é uma forma avançada de radioterapia que usa feixes de prótons (partículas com carga positiva) para destruir células cancerígenas com extrema precisão , minimizando danos aos tecidos saudáveis ao redor do tumor, graças a uma característica física chamada Pico de Bragg, que permite depositar a dose máxima de energia exatamente no alvo. É ideal para tumores próximos a órgãos vitais, em crianças e para tumores complexos, pois reduz efeitos colaterais em comparação com a radioterapia convencional com raios X (fótons).  

Como funciona
  • Feixe de Prótons: Em vez de raios X, utiliza partículas de alta energia (prótons). 
  • Pico de Bragg: Ao contrário dos fótons (raios X), que liberam energia progressivamente, os prótons viajam pelo corpo e liberam a maior parte da sua energia (dose) exatamente no ponto onde o tumor está, parando ali e não continuando para os tecidos além do tumor. 
  • Precisão: Isso permite que os médicos atinjam o tumor com doses letais de radiação enquanto protegem ao máximo os órgãos sadios adjacentes, como medula espinhal, cérebro, olhos, etc. 
Principais indicações
  • Tumores pediátricos:                                                                                      Menor risco de danos ao desenvolvimento e crescimento.                                       
  • Cânceres pediátricos:                                                                                  Tumores na cabeça e pescoço, sistema nervoso central (medula espinhal), hepáticos, oculares (melanoma intraocular) e na base do crânio. 
  • Proximidade de Órgãos Vitais:                                                                    Tumores próximos a estruturas sensíveis, como no cérebro, coluna e esôfago.
  • Cânceres Recorrentes:                                                                                          Para irradiar novamente áreas previamente tratadas com radioterapia convencional. 
 
 
Vantagens
  • Menos efeitos colaterais: Protege tecidos saudáveis, reduzindo toxicidade. 
  • Maior controle tumoral: Pode entregar doses mais altas no tumor com mais segurança. 
  • Tratamento de casos complexos: Abre portas para tratar tumores antes considerados inoperáveis ou com alto risco de sequelas. 
 

Crédito: Visão geral criada por IA – disponível na internet 21/1/2026

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