
Segundo a fonte, Ana Raquel deve ser substituída por um dos servidores recém-chegados na casa, cujo nome ainda não foi anunciado. A suspeita é de que a exoneração seria uma forma de retaliar a servidora, que teria denunciado, no ano passado, o uso de publicações oficiais do IBGE para propaganda política.
Na época, servidores da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), fizeram carta contra comunicados da presidência do instituto, apontando um tom político inadequado em específico no periódico “Brasil em números 2024”, que traz no prefácio um artigo da governadora de Pernambuco (PE), Raquel Lyra.
No texto, ela lista realizações de seu governo e elogia a iniciativa e atual gestão do IBGE.
O funcionário informou ainda que a exoneração teria sido comunicada em uma reunião que aconteceu na unidade localizada na Tijuca, no Rio de Janeiro, onde fica a Gecoi, segmento responsável pelas publicações do instituto.
José Daniel, coordenador do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI) e assessor direto de Marcio Pochmann, teria sido o responsável por informar a dispensa.
Na reunião, a direção também teria anunciado a transferência do setor para uma unidade em Parada de Lucas, também no Rio.
O clima é de tensão no IBGE. Na semana passada, a pesquisadora Rebeca Palis foi afastada da coordenação das Contas Nacionais, como revelou a colunista do GLOBO Míriam Leitão.
Faltando pouco mais de um mês para a divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, um dos seus indicadores econômicos mais importantes, outros três servidores também deixaram seus cargos na área, que é a responsável pelos cálculos do PIB.
Entre eles está Cristiano Martins, gerente de Bens e Serviços do IBGE, que seria o substituto de Rebeca, mas pediu desligamento dos dois cargos em solidariedade à coordenadora, além de Claudia Dionísio, gerente das Contas Nacionais Trimestrais, e Amanda Tavares, gerente substituta da área.
Apesar da debandada as posições, todos os recém-desligados, que são servidores concursados, continuam trabalhando no instituto e na área das Contas Nacionais, porém não mais nos cargos de gerência. Ainda assim, as baixas podem afetar prazos de revisões e projetos em andamento, segundo funcionários, que temem novas exonerações.
Procurado, o IBGE ainda não confirmou a exoneração e não respondeu a pedidos de comentário até o momento da publicação.
Crédito: Mayra Castro / EXTRA – @ disponível na internet 30/1/2026












