Diap e Dieese fazem críticas a PEC do Fim do Mundo e dão subsídio para que servidores definam sua agenda de luta

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Dieese aponta dados econômicos enquanto Diap lança reflexão para que trabalhadores deixem fases de ser do contra e reivindicar para avançar na formulação de propostas

O segundo dia do XII Concondsef, maior instância deliberativa da Condsef, trouxe como destaque a participação de representantes do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, e do Dieese, Max Leno de Almeida. Abordando temas do atual cenário político e econômico que podem interferir profundamente na vida da classe trabalhadora, os dois fizeram uma exposição rica que poderá ser vista em breve na íntegra em nosso canal do Youtube. Max apresentou números que sinalizam os riscos da PEC 55/16 não só para os servidores como para toda a população brasileira que paga impostos e depende de serviços públicos. Veja aqui conteúdo da apresentação do Dieese. Toninho lançou um desafio aos representantes da maioria dos servidores federais: deixar as fases de ser do contra e reivindicar para avançar na formulação efetiva de propostas.

Pensando nesse desafio, os mais de 1.500 servidores se dividiram em dez grupos de discussão nesta segunda-feira. As propostas que alcançam mais de 20% de aprovação em cada grupo são levadas para votação no plenário principal nos próximos dias de atividade. Nesta terça, 6, acontecem os encontros de todos os setores da base da Condsef quando ganham destaque os debates de reinvindicações específicas.

O próximo período será intenso para a luta da classe trabalhadora por direitos e avanços em suas demandas. O redimensionamento do papel do Estado está na ordem do dia da política nacional brasileira, ocasionada por essa reconfiguração do cenário político que se deu a partir do golpe na democracia. “Vivemos um momento delicado. Se o papel do Estado e a influência que ele tem em nossas vidas não forem compreendidos não conseguiremos reagir como necessário”, alertou Antônio Augusto do Diap. Toninho destacou que este governo instalado adotou uma agenda do mercado que vem sendo implantada com rigor absoluto. Preocupa a lista de matérias graves aprovadas e que são péssimas para a população. A intenção de aprovar a PEC 55 – que já está na última fase no Senado – é o próximo grande passo dessa agenda.

Estado x Família – Uma das críticas à PEC do Fim do Mundo é justamente o fato de ela ser aparentemente neutra, mas trazer uma perversidade em seu conteúdo. Um exemplo do perigo dessa neutralidade está na comparação que tentam fazer entre Estado e família. Enquanto uma família enfrenta uma crise cortando despesas financeiras, o alerta feito pelo Diap é que a PEC 55 não propõe esse corte. O Estado vai seguir pagamento juros da dívida pública que só ano passo consumiu mais de R$ 500 bilhões de nosso orçamento. Enquanto não corta o pagamento do rombo dessa dívida, congela despesas com serviços voltados para a população. Mas, lembra Toninho, as pessoas vão continuar tendo suas demandas junto ao Estado. Enquanto a população cresce, o recurso para e isso não pode ser permitido.

Condsef 06/12/2016

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