Márcio André Oliveira Brito presidente do Inmetro e os principais desafios da nova gestão

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@ reprodução ipem am

Márcio André Oliveira Brito, presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, comentou sobre os principais desafios da nova gestão

O novo presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) nacional, Márcio André Oliveira Brito, concedeu entrevista exclusiva à Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) para contar seus planos para a nova gestão do Instituto e expor os desafios que devem ser enfrentados. Márcio Brito, que já esteve à frente de diversas diretorias, foi nomeado como presidente do órgão nacional na última quarta-feira (08/03).

Conforme o presidente, os cortes orçamentários sofridos pelo Inmetro nos últimos anos, provocou uma baixa na cobertura de serviços prestados pelo Instituto. “Nós precisamos reestabelecer o orçamento do Inmetro para que retorne as condições mínimas, a fim de atender todos os pilares da qualidade de serviços e produtos”, revelou.

Confira a entrevista na íntegra:

Abrac – Qual o impacto em assumir a presidência do Inmetro?

Márcio Brito – Além de ser a realização de um sonho, tem um impacto muito grande visto que eu entrei no sistema com 17 anos como estagiário, no Inmetro do Amazonas. Por lá, eu fiquei por 28 anos. Assumi várias diretorias, vários cargos. Em 2011, assumi a presidência do órgão e fiquei até agora, em 2023. Então somos o decano dos órgãos delegados do Inmetro do país. No ano passado, assumi a presidência da Associação Nacional dos Órgãos Delegados e, agora em março, assumo a presidência nacional do Inmetro. É uma satisfação muito grande, pessoal e profissional.

Abrac – Como avalia a relevância do Inmetro para a sociedade?

Márcio Brito – O Inmetro tem um alcance por vários segmentos da sociedade, na indústria, no comércio, no serviço, na coletividade, todos nós somos consumidores. O Instituto serve como uma grande força motriz para impulsionar principalmente a parte econômica do Brasil. Nosso desafio inicial é avançar principalmente nos processos ligados ao setor produtivo. Nós já fizemos um diagnóstico e verificamos que muitos setores ligados a empresas nacionais estão com um tempo de resposta muito grande. Isso significa custo, aumento no produto final e nós precisamos diminuir esse tempo de resposta para que o Inmetro consiga entregar, com ainda mais qualidade e eficiência, toda a carteira de serviço da instituição.

Abrac – Quais são os principais desafios para o instituto atualmente?

Márcio Brito – Nós precisamos reestabelecer a estrutura do Inmetro, que passou por um corte profundo em seu orçamento. Toda cobertura do país, que estava na casa de 87%, hoje não atinge 48% de cobertura. Isso é muito ruim. São serviços que deixam de chegar a população. De 2020 até agora, foram demitidos mais de 400 fiscais e, com isso, nós temos um grande impacto negativo. A partir do momento que diminui a cobertura, a concorrência passa a ser desigual e isso enfraquece a indústria nacional, que passa a competir no mercado com o produto pirata. Nós precisamos reestabelecer o orçamento do Inmetro para que retorne as condições mínimas, a fim de atender todos os pilares da qualidade de serviços e produtos. Em 2023, com o governo Lula, o orçamento já teve um crescimento e isso irá permitir que os projetos para este ano sejam implementados de forma imediata.

Abrac – Quais os avanços esperados no Inmetro durante a sua presidência?

Márcio Brito – Precisamos fortalecer a casa. O Inmetro há muitos anos não tem concurso público. Todos os meses, funcionários estão se aposentando. Então estamos fazendo uma reestruturação dentro da casa e trabalhando para que façam o concurso ainda esse ano.

Abrac – Quais as experiências na gestão do IPEM-AM o senhor trará para o Instituto?

Márcio Brito – No Ipem Amazonas, a nossa maior dificuldade era adversidade. Praticar e exercer a avaliação da conformidade em um cenário completamente adverso, onde nossas estradas são rios, tivemos que fazer equipamentos adaptados como embarcações para poder levar o serviço, levar cidadania a todos os amazonenses.  Isso nos experimentou muito para todos os desafios que iremos enfrentar em nossa gestão. Aqueles projetos que, por algum motivo técnico, não aconteceu, que nós já identificamos vários, nós vamos colocar em funcionamento com aplicação de tecnologia. Nós vamos conseguir avançar e diminuir o tempo de resposta para os nossos principais clientes, que são todos na sociedade brasileira.

Abrac – Como avalia a importância da Abrac e qual a contribuição da Associação para as discussões do setor?

Márcio Brito – O trabalho que a Abrac desenvolve é de grande relevância e é uma grande parceira do Inmetro. A Abrac representa a ponta, a entrega do produto final. A partir do momento que os laboratórios de ensaios associados à Abrac realizam os ensaios e colocam qualidade naquele produto e aquele produto recebe a marca do Inmetro, nós estamos demonstrando para o Brasil que existe qualidade fruto de toda uma cadeia construída em uma engrenagem perfeita, o Inmetro, os laboratórios acreditados e essa instituição representada pela Abrac. Nossa ideia é nos aproximarmos cada vez mais para que a Abrac e o Inmetro se fortaleçam.

Fonte: Assessoria de imprensa da Abrac 15/03/2023


6 Comentários

  1. Márcio meu amigo desejo sucesso pra vc nessa nova empreitada
    Na minha modesta opinião vc é uma das melhores opções para o momento que vive o instituto

  2. Desejo muito sucesso ao novo presidente do INMETRO, que ele consiga resolver a falta de profissionais que o órgão enfrenta, principalmente na SURRS (Superintendência do Rio Grande do Sul), que mesmo com o incansável esforço da gestão atual, não consegue, pela falta de pessoal, suprir a imensa necessidade de fiscalização que o estado apresenta.

  3. É complicado dar palpite, mas não vejo luz no fim desse túnel, não sou servidora do Inmetro, mas no geral acredito que é mais um que não irá acrescentar nada de novo, a administração pública está sucateada, e não sinto grandes novidades em termos de valorização das repartições e servidores públicos, pode ser que eu esteja enganada, mas é pouco provável.

  4. Agora vai!!!! Sair do papel,uma pessoa q entendi do assunto,pq em Goiânia Goiás,só coloca superintendente que não sabe nada,não entendi nada,sem contar que ainda está sucateado,

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