O novo diálogo, revelado ontem pelo “Jornal Nacional”, é entre Joesley e o vice-presidente corporativo da Caixa, Antonio Carlos Ferreira, que funcionaria como um intermediário do ministro. Em troca da propina, o grupo JBS receberia o apoio do ministro e de Ferreira para a liberação de empréstimo da Caixa às suas empresas.
“E aquele outro movimento por fora, com o Marcos?”, pergunta Ferreira a Joesley, que responde: “Ah, então, ele teve lá, eu fiz mais uma, mais outra”, e, em seguida, completa: “Eu sei, sei, não, eu sei, mas assim, dos seis, faltam 1.800, acho. Eu fiz mais 500, 600, tá faltando, tá faltando três. Com mais três resolve, tá?”
Joesley também gravou conversas com o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista (PP). Em uma delas, Joesley e Ciro falam sobre cargos na Vale, uma indicação para presidência da empresa e citam o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
“Quem vai influir muito isso aí é o pessoal de Minas, é o Aécio e tal, né?”, diz Ciro. “Tem a ver com a Vale…”, responde Joesley. “Com a Vale. Esse povo de Minas acha que é dono da Vale, né?”, brinca o senador piauiense.
OUTRO LADO
Antônio Carlos Ferreira afirma que vem trabalhando no combate à corrupção e que vem “enfrentando dificuldades para blindar a Caixa de práticas não republicanas”. Marcos Pereira declarou que as gravações foram vazadas de forma parcial e seletiva e que pretende esclarecer todos os fatos na Justiça. A Caixa afirmou que está colaborando com a Justiça.
Credito: Matéria publicada dia 21/10/2017 no jornal O Globo – disponível na internet 23/10/2017