Operação Recomeço: Investigação da PF apura desvio de R$ 90 milhões em fundos de pensão.

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A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (24), três dos sete mandados de prisão temporária expedidos no âmbito da Operação Recomeço. A investigação apura desvio de R$ 90 milhões dos fundos de pensão Petros e Postalis, dos funcionários da Petrobras e dos Correios, respectivamente.

Foram cumpridos os mandados de prisão do ex-diretor financeiro do Postalis Adilson Florêncio da Costa; do advogado Roberto Roland Rodrigues; e dos sócios da Gama Filho, Paulo César Prado Ferreira da Gama.

Além dos três, a 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro ordenou a prisão do sócio do Grupo Galileo Márcio André Mendes Costa, do representante legal Luiz Alfredo da Gama Botafogo Muniz, do ex-diretor do Grupo Galileo Carlos Alberto Peregrino da Silva. Havia informações de que outro sócio da Gama Filho, Ricardo Magro, dono da Refinaria Manguinhos e nome ligado ao PMDB do Rio de Janeiro, teria sido preso, mas a PF não confirmou.

Além dos mandados de prisão expedidos, a 5ª Vara autorizou busca e apreensão nas residências de Adilson Florêncio da Costa; de Roberto Roland Rodrigues; de Luís Monteiro da Silva; de Márcio André Mendes Costa; de Ricardo Magro; e de Luiz Alfredo da Gama Botafogo Muniz.

Também foram autorizadas busca e apreensão nos escritórios da Galileo Gestora de Recebíveis, que é administrada por Carlos Alberto Peregrino da Silva, Performance Fomento Mercantil, Soma Planejamento e Participação e FCP Serviços de Consultoria Administrativa, que é gerida por Carlos da Gama Cardoso de Oliveira.

Além dessas sete pessoas, outras 46 estão sendo investigadas e seu patrimônio total, que chega a R$ 1,35 bilhão, já foi bloqueado. Por e-mail, a PF informou ao JB que não vai divulgar os nomes dos demais investigados.

De acordo com o delegado responsável, Tacio Muzzi, os suspeitos que estão presos devem ser ouvidos no prazo de até cinco dias. A PF e o Ministério Público Federal (MPF), que atuam em conjunto neste caso, analisam documentos encontrados nos escritórios que foram alvo dos mandados de busca e apreensão. Um dos investigados já teria aceitado fazer delação premiada.

De acordo com a Polícia Federal, foram investidos R$ 100 milhões dos fundos na empresa Galileo Educacional, através da compra de debêntures (títulos mobiliários), com o objetivo de recuperar a Universidade Gama Filho e a UniverCidade, no Rio. Mas, quando o Grupo Galileo quebrou, cerca de R$ 90 milhões foram perdidos.

A investigação encontrou indícios de que os investigados desviaram grande parte dos recursos aportados pelos fundos em favor de sócios e pessoas jurídicas, ao invés de contribuir para a recuperação das universidades.

Crédito: JB Online – disponível na web 25/06/2016

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