Cassi, responsável pelos planos de saúde dos empregados do Banco do Brasil, terá que cortar R$ 1,2 bi em custos até 2023

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Daniel Correa, presidente da Cassi, deixou claro, na mensagem, que, mesmo com o aporte de R$ 999,9 milhões recebido do Banco do Brasil, a situação financeira da Cassi está longe de ser resolvida. A operadora vem operando co deficits por um longo período.

“Seguiremos na busca incessante pela eficiência operacional (compromisso de reduzir despesar assistenciais da ordem de R$ 1,2 bilhão até 2023), de forma responsável e cientes do compromisso em oferecer atenção integral à saúde”, afirma Corrêa.

Ele ressalta ainda que, com as mudanças no estatuto aprovadas em novembro do ano passado, será possível tocar um plano de saneamento robusto,  que atenda a todas as exigências impostas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Cassi está sob direção fiscal da agência.

“Temos a certeza de que juntos estamos construindo a Cassi sustentável e eficiente que precisamos”, diz o presidente da operadora. Além do aporte de praticamente R$ 1 bilhão feito pelo Banco do Brasil, os associados da Cassi também terão que realizar contribuições extras.

Socorro

Antes do socorro dado pelo Banco do Brasil, a Cassi estava prestes a fechar as portas. Se o novo estatuto não fosse aprovado, ou a operadora seria liquidada pela ANS ou a carteira de clientes seria vendida para outras empresas. Havia muito interesse por parte da Bradesco Seguros.

Uma parte dos funcionários foi contra o novo estatuto e chegou a questionar o resultado das votações. Mas o Banco do Brasil e a direção da Cassi seguiram adiante e homologaram o resultado. Agora, ressaltam integrantes da operadora e do BB, é fazer valer o esforço.

Com o aporte feito pelo Banco do Brasil, a Cassi consegue se manter de pé por dois ou três anos. O BB já avisou que não botará mais nenhum centavo na operadora além do acordado. Isso, inclusive, está previsto na Lei das Estatais.

Crédito: Rosana Hessel/ Blog do Vicente/ Correio Braziliense – disponível na internet 30/01/2020


Banco do Brasil faz aporte de R$ 1 bilhão para salvar Cassi

Conforme aprovado em votação do estatuto — o resultado foi questionado por uma parte dos funcionários —, o Banco do Brasil fez o esperado aporte de R$ 999,9 milhões na Cassi, o plano de saúde de seus funcionários. A operadora enfrentava sérios problemas financeiros.

O dinheiro, segundo integrantes do BB, será suficiente para dar um fôlego à Cassi nos próximos dois ou três anos. Nesse período, a operadora terá que passar por uma ampla reestruturação, de forma a reduzir custos e a se tornar mais eficiente. Não haverá mais espaço para mordomias.

A votação em que se aprovou o novo estatuto da Cassi ocorreu em novembro passado. Foram necessárias três tentativas para que se chegasse a um acordo. A operadora é a maior do ramo de autogestão. Atende cerca de 670 mil vidas.

Mesmo com o aporte feito pelo Banco do Brasil, comunicado à Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a Cassi ainda continuará sob direção fiscal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O órgão quer ter a certeza de que, a partir de agora, a operadora tem condições de andar com pernas próprias.

Dependentes

Pelo que foi aprovado, estão mantidos os percentuais de contribuição dos funcionários (4% do salário) e do BB (4,5%), mas foi introduzida a cobrança por dependentes: mais 1% de contribuição para quem tem um dependente, 0,5% para o segundo e 0,25% a partir do terceiro dependente, limitando a contribuição total do funcionário a 7,5% do seu salário. O BB também contribuirá para o pagamento dos dependentes.

Pelos cálculos de integrantes da Cassi, do total repassado pelo Banco do Brasil, R$ 588,1 milhões se referem a um retroativo, como se o novo modelo de custeio estivesse valendo desde janeiro de 2019. Outros R$ 450,9 milhões são referentes ao Grupo de Dependentes Indiretos (GDI). 

Essa parcela estava provisionado no balanço do BB. Garante o ressarcimento de eventual prejuízo da operadora decorrente da utilização do plano por cerca de 2 mil beneficiários que perderam a condição de dependentes após a mudança estatutária de 1996 (pais, ex-cônjuges, etc). Já os associados, contribuirão com R$ 24,9 milhões.

Segundo o presidente da Cassi, Dênis Corrêa, a operadora vive um novo momento em sua história. “As mudanças no estatuto foram aprovadas, entregamos um Programa de Saneamento robusto para  a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e vamos avançar ainda mais na revisão de processos, eficiência operacional, informatização e projetos”.

Ele ressalta ainda, em nota, que a entrada de recursos foi fundamental para a sobrevivência da operadora. “Nós, associados, passamos a contribuir por nossos dependentes e o Banco do Brasil fez o aporte previsto na reforma estatutária, incluindo os repasses de maneira retroativa a janeiro de 2019”. 

Brasília, Brasília, 10h38min

Crédito: Rosana Hessel/ Blog do Vicente/ Correio Braziliense – disponível na internet 30/01/2020

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