Governo pode vender reservas internacionais para reduzir dívida

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que para reduzir a relação da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil pode até vender “um pouco” de reservas internacionais do Brasil, de cerca de US$ 350 bilhões. 

As reservas internacionais em dólar servem como uma espécie de seguro para momentos de crise e garante que aquele país terá moeda estrangeira para cumprir suas obrigações com o resto do mundo.

Caso o Banco Central venda parte do montante que tem em dólar, o país terá mais moeda doméstica à sua disposição. Ou seja, ele pode usar o recurso para comprar papéis da dívida pública brasileira, o que reduziria o estoque da mesma. 

“Você só precisa de US$ 400 bilhões, se você tiver uma moeda supervalorizada. Se o dólar contra o real é R$ 1,80 e a taxa de juros é de 17%, então muita arbitragem está acontecendo: pessoas moram fora e emprestam para o nosso governo aqui e ai você precisa de um monte de reservas para manter as pessoas calmas. Esse não é nosso caso”, disse ele.

“Nós estamos mudando a política. Queremos uma política fiscal apertada e o dinheiro fácil, com câmbio alto”, explicou o ministro.

Apesar de ter reduzido a dívida pública de 76,5% do PIB para 75,8% do PIB no primeiro ano de governo, a equipe econômica deve terá que lidar com um salto no endividamento público este ano. Isso porque os gastos com o combate à pandemia devem levar a dívida para cerca de 96% do PIB até o fim do ano.

Crédito: Anna Russi, do CNN Brasil Business-@internet 20/11/2020

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