Mobilização dos servidores do Banco Central garante avanços na mesa de negociações

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(crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

Mobilização garante avanços em proposta do MGI

A mobilização dos servidores do Banco Central do Brasil garantiu avanços na mesa específica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Em reunião nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, os representantes do governo apresentaram uma proposta significativamente superior àquela aventada na reunião do último dia 8, que causou grande indignação à categoria e ensejou o recrudescimento das ações nas últimas semanas.

As melhorias evidenciam a importância da estratégia adotada, de priorização da agenda de curto prazo neste momento, e são frutos do empenho dos colegas em todo o país que se mantiveram mobilizados. O SINAL reconhece também a dedicação do diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, nos diálogos com integrantes do Executivo, a fim de buscar uma proposta, tanto no aspecto salarial quanto não salarial, mais condizente com a importância do BC.

Além de avanços acerca do índice de recomposição remuneratória, a proposta do MGI trouxe a alteração de nomenclatura do cargo de Analista, para Auditor. Quanto ao nível superior para os Técnicos e outros pontos, as tratativas seguem.

Crédito: Apito Brasil / SINAL – @ disponível na internet 23/02/2024


Funcionários do Banco Central encerram greve e estudam proposta após reunião com governo federal

Servidores fizeram paralisação de dois dias para pressionar governo

Servidores do Banco Central (BC) finalizaram, nesta quinta-feira (dia 22), uma paralisação de 48 horas iniciada na terça-feira (dia 20). No meio da “cruzada de braços”, houve uma reunião – que já estava marcada – com o governo federal, para tratar das pautas da categoria. O governo federal se mostrou inclinado a apresentar propostas aos servidores, mas variadas de acordo com o padrão de cada função. O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) ainda avalia a oferta e realiza, até o fim do dia, uma assembleia para discutir o que será apresentado de contraproposta.

Até janeiro, os servidores cobravam incremento salarial de 36%, parcelado em parcelas entre 2024 e 2026. Com a paralisação, os servidores buscaram pressionar o governo a negociar de forma mais ampla, considerando as melhorias reivindicadas para o fortalecimento da carreira e do órgão.

A categoria pede que seja adotada a obrigatoriedade de formação superior para ocupar o cargo de técnico, além da alteração da nomenclatura do cargo de analista para auditor. Quer ainda a instituição de uma Retribuição por Produtividade Institucional.

Segundo o Sinal, o movimento foi uma resposta à oferta do governo federal, que ofereceu um reajuste de 13% concedido entre 2025 e 2026. De acordo com o Sinal, a oferta não contempla as principais reivindicações dos trabalhadores.

Crédito: Gustavo Silva / EXTRA – @ disponível na internet 23/02/2024

1 Comentário

  1. Enquanto o Legislativo e o Judiciário estão sempre atentos com a reposição salarial de seus servidores, dinheiro que vem do Orçamento da União, o Executivo negaceia, chantageia, desmerece o trabalho de seus servidores. Todo ano o Executivo não tem recursos para atender suas obrigações salariais, enquanto gasta uma fortuna com emendas de parlamentares. Esse é mesmo um governo Iníquo!

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