Inmetro participa de comparação interlaboratorial e obtém a melhor exatidão entre os participantes

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A Diretoria de Metrologia Aplicada às Ciências da Vida (Dimav) do Inmetro recentemente recebeu os resultados de sua participação no estudo-piloto P123 do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM). O estudo foi coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia (INM) da Itália e realizado no âmbito do Grupo de Trabalho de Análises Celulares (CAWG), integrante do Comitê Consultivo de Quantidade de Matéria (CCQM) do BIPM, no qual a Dimav tem sido representada pela pesquisadora Janaina Japiassu de Vasconcelos Cavalcante.
O objetivo foi comparar a capacidade de medição de 10 Institutos Nacionais de Metrologia (INM) em três mensurandos relacionados a análises celulares: densidade celular, fração de confluência celular e área média ocupada por células cultivadas sobre superfícies planas. Os pesquisadores que conduziram o estudo no Inmetro desenvolveram e adaptaram protocolos próprios de medição, o que levou a excelentes resultados em comparação aos demais participantes. “Penso que seus valores (do Inmetro/Dimav) apresentam uma melhor exatidão em relação aos demais (INM participantes do estudo)”, revelou a pesquisadora que coordenou o estudo pelo INM da Itália, Maria Paola Sassi.
A medição de parâmetros celulares, tais como os mensurados empregados no estudo-piloto P123, são essenciais para a investigação das condições celulares e qualidade de cultivos empregados em processos biotecnológicos, em especial para os setores farmacêutico, de análises clínicas e de medicina regenerativa. Corroborando esta tese, estudos do BIPM demonstram que estas indústrias têm declarado necessidades crescentes em análises metrológicas de parâmetros celulares, com os objetivos de elevarem a confiança e comparabilidade de resultados, diminuírem o número de testes, abreviarem o tempo de desenvolvimento de drogas e produtos biotecnológicos e reduzirem custos.
O estudo-piloto P123 contou com a participação dos INM de Itália, Brasil, Alemanha, Argentina, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e Tailândia. No Inmetro, o estudo-piloto foi conduzido pelos pesquisadores Gustavo Conde Menezes (à época, no Dimav/Labio), Fernanda Leve (Dimav/Labio), Emile Santos Barrias (Dimav/Lamav), Pedro Bastos Costa (então no Dimci/Dimec/Lamed, hoje professor do Dept. de Engenharia Mecânica da UFMG), e Paulo Roberto Guimarães Couto (Dimci/Dimec/Lapre).
O bom desempenho neste e outros estudos conduzidos pela Dimav revelam o progresso do Inmetro e do Brasil nas diversas áreas que envolvem a metrologia aplicada às ciências da vida. Os estudos demonstram a competência técnica do Instituto, assim como evidenciam a disposição da Dimav em apoiar os setores produtivo e regulatório do país no campo da metrologia biológica.
Fonte: Página da internet do Inmetro -26/05/2018

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