Autoridades brasileiras que inflaram seus currículos

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O “projeto Harvard” de Witzel, governador do Rio

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Eleito em 2018, o ex-juiz de direita Wilson Witzel ostentava em seu currículo Lattes que havia passado parte de um doutorado na prestigiada Universidade Harvard, nos EUA. Chegou inclusive a apontar o nome de um orientador americano. O problema: ele nunca havia pisado na instituição. Flagrado, Witzel afirmou que tinha “programado a experiência”, mas que foi obrigado a adiá-la após ser eleito.

Equivalência de diploma do prefeito Crivella vira “doutorado”

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Em 2016, o site da campanha do bispo da Universal Marcelo Crivella informava que ele tinha doutorado por uma universidade sul-africana. A assessoria afirmou que foi um erro de tradução e admitiu que ele tinha apenas pedido na Universidade de Pretória a equivalência do seu diploma de graduação. Parecia ter acabado aí, mas em 2019 o site da prefeitura do Rio passou a dizer que ele tinha um mestrado.

A “mestre” Damares, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

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A ministra ultraconservadora do governo Bolsonaro já se apresentou em eventos como “mestre em educação” e “mestre em direito da família”. Ao ser questionada por jornalistas sobre onde teria feito esses cursos, Damares Alves afirmou que não tinha títulos acadêmicos. Segundo ela, a palavra “mestre” é normalmente aplicada em igrejas para aqueles “que se dedicam ao ensino bíblico”.

O “mestrado em Yale” de Salles, ministro do Meio Ambiente

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Em 2019, o site Intercept Brasil apontou que Ricardo Salles assinou um artigo num jornal em 2012 como se tivesse um mestrado em direito público na prestigiada Universidade Yale, dos EUA. Ao longo de anos, a informação foi repetida por diversos veículos de imprensa. No entanto, o ministro nunca obteve qualquer título na instituição. Salles afirmou que o erro original partiu de sua assessoria.

O “mestrado” e “doutorado” da ex-presidente Dilma

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Em 2009, a então ministra Dilma Rousseff ganhou visibilidade como possível candidata à sucessão de Lula. Isso também trouxe mais luz sobre seu currículo. Em seu Lattes, ela indicava um mestrado e doutorado na Unicamp. Mas ela nunca obteve os títulos. Admitiu que nunca apresentou dissertação e tese. Disse que não havia conseguido conciliar os estudos com sua carreira em diferentes governos.

A “doutora” Cármen Lúcia, ministra do STF

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Em 2006, Cármen Lúcia foi apresentada como “doutora” em sabatina para a aprovação do seu nome ao STF. A informação constou no site do Supremo até 2009. Mas era outro caso de alguém que cursou disciplinas sem entregar a tese. O erro ainda seria reproduzido por vários veículos, mas, diante de menções ao título, a ministra passou a apontar que não é doutora, como numa entrevista ao Roda Viva em 2016.

O “doutor” Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores

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Em 2002, ao ser indicado ministro, Celso Amorim foi anunciado como doutor pela London School of Economics. A informação constava até no seu currículo no Itamaraty. Ele chegou a assinar artigos como “doutor”. Em 2009, a revista “Exame” revelou que ele nunca havia concluído o doutorado – outro caso de alguém que cursou as disciplinas, mas não defendeu a tese e, portanto, não obteve o título.

O jogo dos sete erros no currículo de Decotelli, ministro relâmpago da Educação

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Havia expectativa de que Carlos Decotelli imprimisse normalidade ao MEC após a gestão tumultuada de Abraham Weintraub. Mas as credenciais acadêmicas do novo ministro logo passaram ser questionadas. Ele dizia que tinha um doutorado, mas foi desmentido – nunca defendeu a tese. Ainda exagerou sobre ter completado um pós-doutorado na Alemanha. E foi acusado de plágio na dissertação de mestrado.

Crédito: Jean-Philip Struck/Deutsche Welle Brasil – disponível na internet 02/07/2020

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